#CADÊ MEU CHINELO?

terça-feira, 26 de maio de 2009

JORNALISMO SUBVERSIVO

# manda chuva #
Organizando uma oficina pra desorganizar mentes



txt: Tiago Jucá Oliveira
ilstrç: Agência Pirata

Este post, além duma reflexão sobre o tema, é parte de uma estratégia de raciocínio pessoal e de marketing. Nesta quinta-feira, 9h da matina, acontece na Fabiculdade - Faculdade de Comunicação da UFRGS - uma oficina realizada por mim sobre Jornalismo Subversivo, que faz parte da semana acadêmica e é promovida pelo Diretório Acadêmico, ambos também de lá.

Por estratégia de raciocínio, digo que é por aqui que organizo as idéias com as quais pretendo desorganizar as mentes mais abertas, pois aqui no blog é o primeiro passo de construção de um roteiro temático daquilo a ser falado quinta-feira. Porém, também é marketing interno, ao divulgar um evento no qual somos a voz durante 2 ou 3 horas.

Mais do que isso, este post é, acima de tudo, a própria oficina. Vejamos, ou melhor, blogamos. O DILÚVIO ao longo destes 8 anos é trilhado por se posicionar às margens da grande mídia. Uma publicação que sempre procurou defender na prática aquilo tudo pela qual se posicionou na teoria.

Papel reciclado, cultura de qualidade, parcialidade editorial, bom texto jornalístico e cultura livre. E quando falamos de cultura livre, nossa experiência com a questão dos direitos autorais e propriedade intelectual, palavras como copyleft e creative commons, nos afirma como um dos atores na arte de subverter a lógica do copyright.

Quem já pode observar, nossos conteúdos impressos e onlines são licenciados em Creative Commons, que permite a você nos copiar, reproduzir e modificar, da maneira que você quiser, sem nos pedir permissão, pois esta já está concedida desde seu início, ao ser publicada em páginas impressas e/ou da internet. E ao permitir a livre circulação de nossas fotos, entrevistas e reportagens, nos credenciamos a também republicar conteúdo de quem utiliza a mesma licença. Há, de uns tempos pra cá, um bom número de textos reproduzidos aqui que são de outros blogs e sites publicados em Creative Commons. Assim como notamos que reproduzem-se por aí alguns de nossos textos. Todo mundo é um potente correspondente de todo mundo. Todos somos megafones das idéias alheias.

E o que tem de subversivo nisso tudo?, perguntaria você. Até agora nada, mas ao se libertar do principal nó do livre conhecimento, damos um salto importante que facilita demais ações. Se Proudhon diz que toda propriedade é um roubo, reafirmamos que a propriedade intelectual é um crime contra a evolução humana. O acesso as informações e ao conhecimento está acima dos direitos autorais. O acesso aos remédios que curam doenças graves também deveria estar acima das patentes industriais. É um crime que a propriedade esteja acima da vida. Então, ao negar o copyright e buscar uma alternativa livre e colaborativa, estamos sim, subvertendo uma verdade que a indústria cultural inventou e que se nega a enxergar o quanto está obsoleta.

E o que seriam esssas outras ações subversivas após aderir a livre circulação? Este blog pratica algumas e talvez você nem perceba. Textos e fotos assinados ou são de nossa equipe ou são livre reproduções de outros meios. Mas há alguns em que não damos crédito. Por quê?, perguntaria o seu amigo. Trata-se uma ação subversiva contra conteúdo protegido. E pra piorar, sequer citamos a fonte, a autoria, a origem. Quem prefere o caminho do egoísmo intelectual, é violado constantemente a toda hora e em todos lugares. Não há música que a turma do Chaves não tenha dançado e retransformado em clip na internet. Pura e energética desobediência civil. E note também: através de uma ferramenta do próprio blogger, temos os melhores colunistas do país atualizando novidades na barra lateral da direita. Nelson Motta, Bruno Lima Rocha, Luiz Nassif, zeca Camargo, Arnaldo Jabor, Regina Casé, André Forastieri, Túlio Vianna, Pindzim, Wu Ming, Wladymir Ungaretti e Sérgio Amadeu.

Outro ponto fundamental numa ação subversiva é ser totalmente parcial, ou seja, precisamos nos postar diante dos fatos, tomar um lado. É assim que nos tornamos transparentes, no entanto uma transpareência que nos dá corpo e visibilidade. Cada um se posta de acordo com suas vivências e aprendizados, mas o legal é demarcar, tal qual um cão, o seu território subjetivo. Seja alguém.

O que a oficina desta quinta tem a oferecer? Convidamos você não somente a participar, mas a interagir desde a concepção de como vamos construir algo e como vamos transmitir um conteúdo colaborativo, livre e subversivo. As portas estão abertas!
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