#CADÊ MEU CHINELO?

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

[pontodevista] O IMPÉRIO CERCOU CUBA | CUBA RESISTIU 53 ANOS | O IMPÉRIO SE RENDEU

:: txt :: Wladymir Ungaretti ::

Cuba não se rendeu. Resistiu durante 53 anos a todas as tentativas do Império de faze-la se curvar. Fidel vive. Che vive. Camilo vive. Cuba desarrumou a guerra fria, a divisão do mundo entre EUA e URSS. Sonho de uma América livre, igualitária e fraterna. Lembro do que representou a revolução e do comitês de solidariedade que participei como militante do movimento estudantil, início da década de 60. Cuba é a mesma e é uma outra, evidentemente. Mas quem cercou, acabou se rendendo. O Império ao anunciar o reatamento de relações diplomáticas reconhece que foi ineficiente o embargo. Foi vitoriosa a resistência do povo cubano. Esta é a verdade dos fatos. Não importa o que irá acontecer daqui para frente. É certo de que por maiores que forem as mudanças, consequência desse novo tempo, 53 anos de educação socialista com a toda a carga de solidariedade, fraternidade, espírito de igualdade não se perderá. A presença de Cuba, na atualidade, em toda a América Latina é indiscutível. Não é por acaso que os fascistas, andavam mandando tudo mundo para lá. E para a Bolívia, Venezuela e Equador. Não canso de repetir uma ideia do historiador Eric Hobsbawmm. Ele dizia que o século XX tinha, de fato, começado com a revolução russa de 1917. Sem qualquer pretensão comparativa, tenho dito que o século XX vai terminar quando o camarada Fidel morrer. Vida longa para o barbudo. Não existe ninguém importante do século passado que não tenha apertado a mão do velho guerrilheiro. O início do século XX e o seu final terá a marca da utopia, socialista. Ousar lutar, ousar vencer!!!!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[gonzo níus] PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE QUALQUER COISA

:: txt :: Fausto Erjili ::

  Disseram que eu havia morrido, que eu estava cheio de formigas na boca, atirado numa valeta por aí, mas posso provar que é boato, na verdade o motivo do meu distanciamento foi justamente para me aproximar das coisas que andam acontecendo aqui e acolá, questão de concentração, sabe? Poder assistir tudo de onde quer que eu estava, sem a interferência do próprio mundo; e posso dizer que deu muito certo, pois vomitava quase todo dia, a princípio pensei que pudesse ter sido o bíter, mas não.

 Ocasionalmente, nessa época de eleições e a copa que a precedeu, eu andava lendo, entre uma parada, rodoviária do interior, ou um posto qualquer, o livro Manifesto Contra o Trabalho, dos ativistas alemães do Grupo krisis (um sujeito me questionou certa feita se o Grupo Krisis era uma banda alemã de krautrock, defenestrei-o), aí eu vi quão amadores são esse pessoal que fica protestando de forma inútil contra coisas idiotas e ainda se acham o máximo. Porra, os caras do Krisis são contra o TRABALHO! Não há nada mais anarquista do que isso. A esquerda política sempre adorou entusiasticamente o trabalho, ela não só o elevou à essência do homem, mas também o mistificou como pretenso contra-princípio do capital, é um princípio coercitivo social! É claro que não há nada de errado com o auto-sustento, uma forma alternativa de se sobreviver, o grande problema são as empresas, os patrões, os bancos, e toda essa gente filha da puta que nos inseriu nesse sistema-labirinto, e isso já há muito, muito tempo atrás; o trabalho está tão enraizado na nossa cultura que sequer cogitamos a possibilidade de pensar que existem outras formas de se sobreviver, sem necessariamente enriquecer essa pelegada, como diria Tony da Gatorra.

  Mas vou mudar de assunto porque nesse exato momento estou sentindo as golfadas. Ontem voltei de viagem, estava cobrindo a grande temporada de Corrida de Charretes, em São Gabriel/RS, que ia da Vila Boa Vista até a Vila Camita, dando voltas e mais voltas por toda a cidade, 19 dias e 20 noites de pura efervescência, poeira pra todo lado, acidentes homéricos, brigas de facão, tiroteio, tudo, é claro, com o maior respeito ao próximo e dentro do espírito desportivo. O vencedor (tive a oportunidade de entrevistá-lo e inclusive tirei photos, mas infelizmente o rolo de 36 poses da fujifilm que coloquei em minha Zenit 122 queimou completamente) foi o Adão Tibiquira, um cara por volta de seus 63 anos, que vestia (durante todo o decorrer do certame) uma calça de tactel com guaiaca, uma camiseta da candidata Sandra Xarão e chinelos Samoa, que falou que estava ali para representar, segundo o próprio, todo o povo deste país chamado São Gabriel, a Terra dos Marechais [sic] e que não via a hora de comemorar a vitória (o prêmio foram duas cestas básicas, cortesia do mercado Três Estrelas) junto com seus ermãos na budega do Juvenal, à base de muita canha de butiá e vanerão.

    Atropelando tudo e finalizando este txt de forma brusca, hoje é 31 de outubro, então vamos celebrar o Dia do Saci, que não por acaso cai no mesmo dia mundial da poupança.

  "Ao vencedor, as batatas!"

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

[BADERNA] O FIM DA POLÍTICA

:: txt :: Grupo Krisis ::

A crise do trabalho arrasta consigo necessariamente a crise do Estado e, portanto, da política. Basicamente, o Estado moderno deve a sua carreira ao facto de o sistema produtor de mercadorias precisar de uma instância superior que garanta, no quadro da concorrência, os fundamentos jurídicos e os pressupostos da valorização do capital – incluindo um aparelho repressivo para o caso de o material humano se insubordinar contra o sistema. Na sua forma amadurecida de democracia de massas, no século XX, o Estado teve de assumir, de forma crescente, encargos de natureza socio-económica: não apenas o sistema de segurança social, mas também a saúde e a educação, a rede de transportes e de comunicações, infra-estruturas de todo o tipo que se tornaram indispensáveis para o funcionamento da sociedade do trabalho, enquanto sociedade industrial desenvolvida, mas que não podem ser organizadas de acordo com o processo de capitalização da economia empresarial. E isto porque as infra-estruturas têm de estar permanentemente disponíveis para o conjunto da sociedade e têm de cobrir todo o território, não podendo portanto ser obrigadas a adaptar-se às conjunturas da oferta e da procura no mercado.

Mas como o Estado não é uma unidade autónoma de valorização do capital, e portanto não pode transformar trabalho em dinheiro, tem de ir buscar dinheiro ao processo de capitalização realmente existente para financiar as suas tarefas. Esgotado o processo de ampliação do capital, esgotam-se também as finanças do Estado. Aquele que parecia ser o soberano da sociedade revela-se afinal totalmente dependente da cega e fetichizada economia da sociedade do trabalho. Pode legislar como bem entender, mas, quando as forças produtivas crescem para além do sistema de trabalho, o direito estatal positivo fica no vazio, uma vez que só pode referir-se a sujeitos do trabalho.

Com o desemprego de massas, sempre crescente, secam as receitas estatais provenientes dos impostos sobre os rendimentos do trabalho. As redes sociais rompem-se assim que se atinge uma massa crítica de «supérfluos» que, em termos capitalistas, só podem ser alimentados através da redistribuição de outros rendimentos financeiros. Na situação de crise, com o acelerado processo de concentração do capital, que ultrapassa as fronteiras das economias nacionais, desaparecem também as receitas fiscais resultantes da tributação dos lucros das empresas. Os trusts transnacionais obrigam os Estados em competição pelos investimentos à prática do dumping fiscal, social e ecológico.

É precisamente este processo que leva o Estado democrático a transformar-se em mero administrador da crise. Quanto mais se aproxima do estado de emergência financeira, mais se reduz ao seu núcleo repressivo. As infra-estruturas são orientadas segundo as necessidades do capital transnacional. Como outrora nos territórios coloniais, a logística social restringe-se cada vez mais a um número restrito de centros económicos, enquanto o resto fica abandonado. Privatiza-se o que pode ser privatizado, mesmo que com isso cada vez mais pessoas fiquem excluídas das mais elementares formas de abastecimento. Quando a valorização do capital se concentra num número cada vez menor de ilhas do mercado mundial, deixa de ser possível dar cobertura ao abastecimento das populações em todo o território.

Na medida em que tal não diga directamente respeito aos sectores relevantes para a economia, já não interessa saber se os comboios andam ou se as cartas chegam ao destino. A educação passa a ser um privilégio dos vencedores da globalização. A cultura intelectual, artística e teórica é entregue ao critério do mercado e agoniza. O sistema de saúde deixa de ser financiável e degenera num sistema de classes. Primeiro lenta e disfarçadamente, depois de modo aberto, passa a valer a lei da eutanásia social: quem é pobre e «supérfluo» deve morrer mais cedo.

Apesar de toda a abundância de conhecimentos, capacidades e meios da medicina, da educação, da cultura, da infra-estrutura geral, a lei irracional da sociedade do trabalho, objectivada em termos de «restrição ao financiamento», fecha-os a sete chaves, desmantela-os e atira-os para a sucata – exactamente como acontece com os meios de produção agrários e industriais que deixaram de ser «rentáveis». O Estado democrático, transformado num sistema de apartheid, nada mais tem para oferecer àqueles que até agora eram os cidadãos do trabalho do que a simulação repressiva da ocupação em formas de trabalho barato e coercivo, e o desmantelamento de todas as prestações sociais. Num estádio mais avançado, é a própria administração estatal que pura e simplesmente se desmorona. Os aparelhos de Estado tornam-se mais selvagens, transformando-se numa cleptocracia corrupta, os militares transformam-se em bandos armados mafiosos e a polícia em assaltantes de estrada.

Não há política no mundo que possa parar este desenvolvimento e, muito menos, invertê-lo. Pois a política é, por essência, uma acção em referência ao Estado; consequentemente, com a desestatização, ela fica sem objecto. A fórmula democrática de esquerda, que fala da «progressiva configuração política» das relações sociais, torna-se cada dia mais ridícula. Para além de uma repressão sem fim, do desmantelamento da civilização e do apoio ao «terror económico», já não há nada para «configurar». Uma vez que a finalidade autotélica da sociedade do trabalho é o pressuposto axiomático da democracia política, não pode haver nenhuma regulação político-democrática para a crise do trabalho. O fim do trabalho é o fim da política.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

[bolo'bolo] YALU


   Os bolos tendem a produzir sua comida tão perto quanto possível de suas construções centrais, de modo a evitar transportes e viagens longas, o que naturalmente significa perda de tempo e de energia. Por motivos semelhantes haverá muito menos importação de petróleo, forragem e fertilizantes. Métodos apropriados de cultivo, uso cuidadoso do solo, rodízios e combinação de diferentes plantios são necessários sob essas condições. O abandono da agricultura industrializada de larga escala não resulta necessariamente na redução da produção, porque pode ser compensada por métodos mais intensivos (já que existe uma força de trabalho agrícola maior) e pela preferência por calorias e proteínas vegetais. Milho, raízes, soja e outros feijões podem garantir combinações para uma alimentação segura*. A produção animal (que consome imensas quantidades exatamente das colheitas mencionadas acima) deverá ser reduzida e descentralizada, bem como, em grau menor, a produção de laticínios. Haverá bastante carne, mas porcos, galinhas, coelhos, ovelhas e cabras serão encontrados em volta dos bolos, nos quintais, correndo pelas antigas ruas. Assim, sobras de qualquer tipo podem ser usadas de uma forma integrada par produzir carne.

    Será que a comida do bolo’bolo vai ser mais monótona? Decairá a gastronomia, já que a importação exótica e produção em massa de bifes, galetos, filés e picanhas será drasticamente reduzida? Será a Idade das Trevas dos gourmets? É verdade que se pode encontrar uma grande variedade de comidas em supermercados dos Trabalhadores A – cocos no Alaska, mangas em Zurich, vegetais no inverno, todos os tipos de frutas em lata e de carnes. Mas ao mesmo tempo a comida nativa é freqüentemente preterida, apesar de sua qualidade e frescor. Onde a variedade de comida local é pouca (por motivos de baixa produção, ou porque seu cultivo é intensivo demais sob certas condições econômicas), há importações onerosas de produtos de baixa qualidade, sem gosto, defeituosos, pálidos e aguados, vindo de áreas onde a mão-de-obra é barata. É uma falsa variedade, e só por esta razão a novíssima alta cozinha francesa se tornou a cuisine du marché, ou seja, usa comida fresca e produzida no local. Produção massiva de comida e distribuição internacional não são apenas nonsense e razão da permanente crise de fome mundial: também não nos dão uma boa comida.

    A verdadeira gastronomia e a qualidade da nutrição não dependem de importações exóticas e da disponibilidade de carnes. Cultivos e criações caprichados, tempo, refinamento e inventividade são muito mais importantes. O lar da família nuclear não se presta a esses requisitos: o horário das refeições é muito curto, e o equipamento muito pobre (mesmo sendo altamente mecanizado). Força a dona-de-casa ou outros membros da família a cozinha de maneira simples e rápida. Em grandes kana ou cozinhas de bolos, pode haver um excelente restaurante (grátis) em cada bloco, e ao mesmo tempo uma redução de trabalho, energia e desperdício. A ineficiência e a baixa qualidade culinária das pequenas casas é justamente a contrapartida da agroindustrialização.

    Em muitos casos, cozinhar é um elemento essencial na identidade cultural de um bolo, e nesse contexto não é realmente trabalho, mas parte das paixões artísticas produtivas de seus membros. É exatamente a identidade cultural (nima) que traz mais variedade à cozinha, não o valor dos ingredientes. É por isso que muitos pratos simples (e freqüentemente sem carne) de um país ou de uma região são especialidades em outro lugar. Spaghetti, pizza, moussaka, chili, tortillas, tacos, feijoada, nasi-goreng, curry, cassoulet, sauerkaut, goulash pilaf, borsht, couscous, paella, etc. são pratos populares relativamente baratos em seus países de origem.

    A possível variedade de identidades culturais nos bolos de uma determinada cidade produz a mesma variedade de cozinhas. Numa cidade há tantos bolo-restaurantes típicos quantos bolos existirem, e o acesso a todos os tipos de comidas étnicas ou outras será muito mais fácil. Hospitalidade e outras formas de troca permitem um intenso intercâmbio de comensais e cozinheiros entre os bolos. Não há razão para a qualidade desses bolo-restaurantes (eles podem ter diferentes formas e locais) não ser mais alta que a dos restaurantes de hoje, particularmente devido à redução do stress: não haverá necessidade de calcular custos, nem correrias, nem horários de almoço ou de jantar (a hora das refeições vai depender sempre da bagagem cultural de cada bolo). No geral haverá mais tempo para a produção e preparação de comida, já que isso faz parte da autodefinição de um bolo. Não existirão multinacionais de alimentos, nem supermercados, nem garçons nervosos, donas-de-casa estafadas, cozinheiros em turnos eternos...

    Uma vez que o frescor dos ingredientes é crucial para a boa cozinha, as hortas perto do bolo são muito práticas (na zona 1). Os cozinheiros podem plantar muitos ingredientes pertinho da porta da cozinha, ou conseguí-los em cinco minutos de uma horta próxima. Teremos muito tempo e espaço para esses cultivos em pequena escala: ruas convertidas ou estreitadas, garagens de automóveis, tetos de laje, terraços, canteiros e parques puramente decorativos, áreas de fábricas, pátios, porões, viadutos, lotes vazios, todos estarão cheios de terra para hortas, galinheiros, ranários, lagos de peixes e patos, tocas de coelhos, morangos, culturas de cogumelos, pombais, colmeias (a melhor qualidade do ar vai ajudar muito), árvores frutíferas, plantações de cannabis, vinhas, estufas, culturas de algas, etc. Os ibus vão estar rodeados por todos os tipos de produção molecular de comida. (E é claro que cachorros também são comestíveis.)

    Os ibus terão tempo bastante para coletar comida em bosques e outras áreas não cultivadas: cogumelos, amoras, camarões de água doce, mexilhões, pescados, lagostas, caracóis, castanhas, aspargos selvagens, insetos de todos os tipos, caça miúda, urtigas e outras plantas selvagens, nozes, faias, caroços de jaca, cocos de todos os tipos, bardana, bolotas de carvalho, etc. Podem servir para fazer pratos surpreendentes. Embora a dieta básica possa ser (dependendo da identidade cultural do bolo) monótona (milho, inhame, feijão, couve) pode variar com inumeráveis molhos e pratos complementares. (Mesmo que a gente assuma no momento uma puramente ecológica atitude do menor esforço.)

    Outra fonte de enriquecimento da bolo-cozinha é trazida pelos ibus viajores, hóspedes ou nômades. Eles introduzem temperos novos, molhos, ingredientes e receitas de países distantes. Como esses tipos de produtos exóticos só são necessários em pequenas quantidades, não há problema de transporte e eles estarão disponíveis em maior variedade do que hoje. Outra possibilidade para o ibu conhecer cozinhas interessantes é viajar; já que recebe hospitalidade onde quer que vá, pode provar os pratos originais de graça. Em vez de transportar produtos exóticos e especialidades em massa, com a conseqüente deterioração do ambiente, é mais razoável fazer de vez em quando uma volta ao mundo gastronômica. Como o ibu tem todo o tempo que quiser, o próprio mundo se tornou um supermercado real.

    Conservar, fazer picles, engarrafar, desidratar, defumar, curar e congelar (que são energeticamente razoáveis para uma kana inteiro ou um bolo) podem contribuir para a variedade da comida durante o ano inteiro. As despensas dos bolos vão ser muito mais interessantes do que as nossas geladeiras de hoje. Os diferentes tipos de vinho, cerveja, licor, uísque, queijo, tabaco, salsichas e drogas vão se desenvolver como especialidades de certos bolos e serão trocados entre eles. (Como era na Idade Média, quando cada monastério tinha sua especialidade.) O poder dos prazeres que foram destruídos e nivelados pela produção de massa pode ser restaurado, e redes de relações pessoais entre peritos vão se espalhar pelo planeta inteiro.



*Soja, milho, painço e tubérculos podem garantir a ração mínima, mas sozinhos não representam uma alimentação saudável. Têm que ser combinados com carne, vegetais, ovos, gorduras, óleos, queijo, ervas e temperos. A soja contém 33% mais proteína por unidade de superfície do que qualquer outra colheita. Combinada com arroz, milho ou trigo, seu aporte protéico aumenta de 13 a 42%. Ela pode ser usada para produzir uma ampla variedade de alimentos: leite de soja, queijo (tofu), tofu desidratado, okara (fibras), molho de soja (shoyu), massa de soja (misso), farinha de soja, especialidades regionais como tempeh, yuba, nato e um sem-número de outras. Na África, o feijão niebe é quase tão prático quanto o feijão de soja, (Albert Tevoedjre, La Pauvreté-Richesse des Peuples, Les Editions Ouvrières, Paris, 1978, p. 85.) Um dos problemas iniciais quanto à auto-suficiência baseada nessas colheitas será reintroduzir o material genético original (sementes) que foi substituído pelos produtos industriais, geralmente instáveis e vulneráveis.

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