#CADÊ MEU CHINELO?

domingo, 24 de maio de 2009

MAIS +ou- MENAS #002





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PORTO ALEGRE, BRAZILIA
DUMINICÃ, DOUÃZECI şi PATRU ŞI MAI, DOUÃ MII şi NOUÃ

Ora, ora. Um fact recent e muit debactid é a coestão sobr a unificação da lengoa portuguesa. Coando o império proibiu o falar tupi aqui na Vera Cruz, na coal foi impost o versar de Camões, perdemos nossa prima e nativa indentidad.

Enton, perché est "sou a favor" versus "sou contra" a unificação? Que se fuckam os matadores do galego, do tupi e do guarani. Est edição de MAIS +ou- MENAS convigda você a desrespeitar coalcoer regramátical, pelo menas uma vez. Tupi or not tupi, já digzia o seo fulano do coal non lembramos o nombre. Ronaldo ?



+ou-

# agência pirata #


by: Laerte




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# tapa na orelha #
The Hood Internet vs. Likke Li


Um dos melhores sites de mashups, o The Hood, lançou a pouco tempo um super mix com músicas que flertam com canções da melhor cantora revelada nos últimos anos, a surpreendente Likke Li. Destaque pros duelos com o brasileiro Gui Boratto e com o Digitalism. Abaixo o set list e os links pra baixar, dos coais você pode escolher se quer as faixas separadas ou unidas numa só.
DJ Basket

1. I'm Good, I'm Ghost (vs Holy Ghost)
2. Zdarlight Department (vs Digitalism)
3. Dance, Dance, Dance In My Face (vs The Field)
4. Belonging It Up (vs Hercules & Love Affair)
5. Beauty Flies (vs Gui Boratto)
6. Melodies, Desires & Charlotte (vs Booka Shade)

mixtape em mp3
e/ ou
pasta zipada com faixas separadas


Pélico - Babe, Terror


"Babe, Terror é o projeto de pop noise do jornalista paulistano Cláudio Szynkier. Meses antes do lançamento físico, previsto para o fim deste mês (maio), Weekend, seu álbum de estreia, já era notícia. No ano passado, Cláudio enviou um EP para os principais veículos internacionais de música, como Uncut, Pitchfork e Guardian (o que rendeu uma coluna assinada pelo notório Alan McGee). Em 24 de março deste ano, disponibilizou o primeiro álbum para download em seu selo-blog, chamado Perdizes Dream, e foi acolhido pela plataforma Musificando, do MySpace. Musicalmente, o álbum é desafiador e cerebral. São diversas camadas de vozes, orquestradas como um coral experimental, sobrepostas e moduladas por meio de pedaleiras eletrônicas e analógicas. Os efeitos de drone (em que a nota vai ecoando gradativamente) e looping (repetição) sugerem uma aproximação ao pós-rock, mas sua construção é um tanto mais rítmica, relembrando o hip-hop. O álbum transmite uma atmosfera letárgica e ao mesmo tempo colorida – o que rendeu muitas associações à Tropicália –, mas no fundo constitui um interessante exercício de construção, já que as músicas só ganharam corpo no programa de edição do PC."
Carlos Messias, Rolling Stone Brasil



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# o canal da massa #


Kumbia Dark
Kumbia Queers

Imagine The Cure, em versão a la cumbia. Tae o que você queria. O grupo Kumbia Dark caprichou na adaptação, ficou tropical punk sem deixar de ser escuro. Entendeu? Então excuta, vagabundo!



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# o canto da ema #



Gui Boratto
Azurra

Um dos melhores artistas da cena eletrônica mundial é... brasileiro. Gui Boratto, que recentemente lançou seu segundo álbum, Take My Breath Away, mostra que nós temos uma coalidad musical diferenciada. Azurra, uma das melhores músicas do novo disco, faz com que até quem não goste de eletronic, dance levemente os bons fluídos que Gui transmite.



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# noé ae?! #
NOÉ AE?!

Eventos dominicais que a gente indica. Clique no flyer acima e saiba mais. Foda-se amanhã. Segunda é cousa de vascaíno



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# biblioteca digital #


Wu Ming - Copyright e Maremoto
Saiba quem inspira o nosso pensar. Este pequeno livro é uma de nossas bases teóricas. Por causa dele, entre outros, que somos contra a propriedade intelectual. A versão digital, em PDF, pode ser baixada e lida >AQUI<



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# os fabulosos anti-heróis #


Homer Simpson
"Álcool... A causa e solução de todos os problemas."



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# espécie rara #



Beno, típico cidadão de Santo Cristo.
"Pelourinho? Ó pai ó, isto aqui devia se chamar Peneguinho!"



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# arcademia brasileira de letras #


Vale Tudo
txt: Nelson Motta

Dois dias antes do show, metade do cachê combinado foi pago a Tim em erva viva. Foi contratado o melhor som da cidade, com os técnicos indicados por ele. A noite do show estava quente e estrelada, os ingressos se esgotavam rapidamente, a fila para os bondinhos dava voltas pela Praia Vermelha. Eram dois bondinhos italianos, modernos e envidraçados, que levavam 75 passageiros de cada vez e em cerca de quatro minutos chegavam ao alto do morro.

Meia-noite, a casa fervia, a pista pulava feito pipoca, a Vitória Régia estava pronta, o som em ponto de bala, só faltava Tim Maia.

Depois de vários telefonemas nervosos, com Tim dando cada vez uma desculpa diferente, o produtor Nelson Ordunha, o Duda, que era habilidoso e tinha larga experiência com doidões, foi enviado com urgência ao apartamento de Tim na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, a uns vinte minutos de carro da Urca. Conhecendo Tim, Duda passou pela bilheteria e encheu uma sacola de supermercado com os 50% restantes do cachê em dinheiro vivo.

Na Gávea, encontrou Tim de cuecas samba-canção, camisa pólo e chinelos, muito à vontade. Recebeu-o com simpatia e cordialidade, ofereceu-lhe um baurete, uma carreira de pó ou uma dose de uísque, ou tudo junto. Mas Duda tinha pressa e foi logo entregando a sacola com o levado e dizendo que a casa estava superlotada e nós estávamos esperando por ele ansiosamente.

Tim estava meio chapado, meio travado e meio alcoolizado, e Duda avaliou que as chances de ele ficar completamente inviabilizado para um show eram grandes. Tim olhava com ternura os pacotes de notas espalhados em cima do sofá, alisava-os como se fossem um bicho, tomou mais uma dose de uísque, vestiu uma camisa de cetim azul e uma jardineira de lamê prateado e entrou no carro de Duda como um boi que vai para o matadouro.

"Se passar de 60 eu salto dessa porra e não tem show nenhum", rosnou.
Pela cidade semideserta, o carro de Duda navegava lentamente pela madrugada carioca e Tim tomava pequenas doses de uísque num copinho.

No Morro da Urca lotado, eu roía as unhas e rezava trancado no escritório, enquanto a multidão urrava: "Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!”

Passava de uma da manhã quando finalmente Djalma ligou da estação do bondinho na Praia Vermelha. Mais esperado que um Messias, o homem tinha chegado com Duda, de macacão prateado e garrafa de uísque na mão.

Essa era a ótima notícia. A péssima era que Tim estava dizendo que não entrava no bondinho nem amarrado, só com anestesia geral.

Duda e Djalma ofereceram tudo, drogas, mulheres, dinheiro, um bondinho só para ele, que subiria de olhos vendados, como os cavalos dos picadores nas touradas, para que não se apavorassem com o touro. No caso, com a paisagem deslumbrante 200 metros abaixo.

Embalado por uma brisa leve, o bondinho balançava suavemente nos cabos de aço, aguardando seu ilustre passageiro, enquanto no alto do morro a multidão gritava por Tim Maia. Apavorado, pedi que a Vitória Régia fosse para o palco. Quando o batidão de "Sossego" encheu o ar, o público delirou, mas o groove rolava e nada de Tim Maia, o povo gritava por ele ainda mais forte.

Tim não queria subir de jeito nenhum. Desesperado, telefonei para a estação e mandei chamá-lo: "Pelo amor de Deus, Tim, pela nossa amizade, pelos nossos filhos, se você não estiver aqui em três minutos o povo vai quebrar tudo, vão destruir a casa, ouve só", estendi o telefone na direção da pista para que ele ouvisse a banda tocando e o furor do povo gritando por ele.

"O Nelsomotta, como você é meu amigo, eu vou fazer esse show pra você, mas vamos fazer o seguinte: como esse bondinho não vai agüentar o meu peso, em vez de eu subir, você manda o povo descer que eu faço o show aqui na Praça.”

Soltou uma gargalhada, tomou mais uma talagada de uísque e entrou no bondinho de olhos fechados, se divertindo com o susto que me dera, amparado por Duda e Djalma e cercado por quatro seguranças. Cinco minutos depois Tim entrava no palco e o topo do Morro da Urca quase entrava em erupção. Com Tim Maia, não havia sossego.
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