#CADÊ MEU CHINELO?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

OASIS



# conection #

Um oasis no deserto

txt, vd n' phts: Gustavo Silent



O mês de maio custava a chegar, se arrastava pelo calendário e eis que, depois de dezenas de dias sem uma única gota de chuva, logo no fatídico dia 12 de Maio, o firmamento desaba sob nossas cabeças. Sim, aquele 12 de maio definitivamente não seria um dia comum.

Foi assim que iniciou o dia na Capital da Província de São Pedro, local escolhido para o último show da etapa Sul-Americana da Tour do álbum Dig Out Your Soul (2008) dos Britânicos Oasis. Show este que foi precedido por apresentações em Lima, Caracas, Buenos Aires, Rio, San Pablo e Curitiba.



Como era de se esperar, desde que fora incluída na trilha sonora do filme "Snatch, Porcos e Diamantes", a canção Fuckin' in the Bushes convida o público para uma roda punk enlouquecedora de aquecimento para o show que está prestas a começar e logo após saudar o público, os primeiros acordes de Rock N' Roll Star já demonstram aos presente à que os irmãos Gallagher vieram.

Com passar da noite entre os gritos histéricos do público feminino e o coro da multidão rockeira que lotava o Gigantinho, em nenhum instante a banda pode achar que os povo gaúcho baixou a guarda, e assim seguiu firme encarando-os de igual pra igual até o fim.

Os quase 15 anos de estrada foram minunciosamente organizados em uma releitura que lembrou das clássicas sem deixar de dar atenção aos novos hits e as baladas, isto tudo sem perder o fôlego. A sequencia de Lyla, da nova Shock of the Lightning e Cigarretes & Alchool foi avassaladora, implacável, letal.



Nos momentos em que Liam para para respirar, Noel assume os vocais com sua performance mais tranquila trazendo para o público composições como To Be To Be Where There’s Life, Waiting for the Rapture e The Masterplan (com direito a um absurdo acompanhamento vocal dos fãs). Mas como a Inglaterra é terra de bom e velho rock, Liam volta implacável com Songbird, anunciando logo Slide Away e quebrando a banca com Morning Glory que finaliza com o clássico som dos rotores de helicópteros.



Mais uma pausa para os casais que curtiram o show e a pegação inegável que só a terra da Bunda e do Carnaval pode proporcionar para você, o anúncio de Wonderwall cria uma espécie de descontrole coletivo e sem dúvida o clímax da noite, até então, é alcançado aqui. Mas não demora para tudo desabar outra vez, com guitarras metálicas, bateria forte e luzes verdes dando um aspecto ácido e venenoso no palco, monta-se o cenário perfeito para Supersonic, música esta que a grande maioria julga a mais bem executada em uma noite memorável sob forte aplauso da multidão satisfeita.



Mas ainda havia o BIS guardado para os incrédulos que pensavam que o palco havia sido abandonado naquele instante. Três canções indescritíveis, Don’t Look Back in Anger, Falling Down e Champagne Supernova, fecham com chave de ouro aquele dia que entraria para a história dos fãs da banda, que ainda executou com maestria a lisérgica I Am The Walrus de ninguem menos que os lordes, The Beatles.

A noite se foi, o show acabou e isto até certo ponto é frustrante pois nos faz ter esperanças mais uma vez de que Porto Alegre finalmente entrou para o circuito de Grandes Espetáculos, leia-se BANDAS, pois Cirque du Soleil (nada contra) não entra no roll dos que levaria meu dinheiro para seus os caixas.



Em se tratando de Oasis não há meio termo, é uma relação quase carnal para com o mundo. Alguns elogiam e admiram pelas composições, outros odeiam e refutam pela sua impáfia e arrogância mas nada disso vai mudar, eles não são arrogantes, são Ingleses, são os irmãos Gallagher.

Vida longa ao Rock n' Roll.


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