#CADÊ MEU CHINELO?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

[protopia] O FUTURO NÃO É MAIS COMO ERA ANTIGAMENTE



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Protopia. Mas afinal, que diabos é isso?!

Blocos de guerreiros vestidos de negro enfrentando o aparato repressivo do estado, rizomas de rádios livres e comunitárias se contrapondo a mídia corporativa, levantes camponeses e indígenas se insurgindo contra multinacionais, redes de okupas questionando a especulação imobiliária. Ao contrário do que a mídia de massas quer nos mostrar, o mundo está explodindo em mudanças rápidas e promissoras e cada um destes elementos é também uma peça no mosaico deste tempo em movimento.

O futuro realmente não é mais como era antigamente, e esta frase nos lembra o quão negro o futuro nos pareceria se não fosse nossa própria capacidade de intervirmos positivamente no que está por vir. Protopia é a nossa proposta de intervenção neste estado de coisas, num mundo que depende da nossa ação congregada para existir. A proposta de transformação que chamamos de Protopia é simples, mas ao mesmo tempo subversivamente complexa – para um bom entendimento a dividiremos em 10 passos.

1 – Desista de esperar pela revolução popular, pelo messianismo comunista e por todos os milagres que prometem as propostas reformistas dos sociais-democratas. (isso nunca vai dar certo e as experiências históricas mostram bem isso).

2 – Fuja de todas as formas de ação espetaculares, quando não são pró-sistemicas, provavelmente se constituem em escapismos. Abandone também todas as ações que não levam a lugar algum como revolta gratuita, arte-pela-arte, loucura isoladora, etc.

3 – Parta secretamente em busca do Y, da conjunção de vontades, projetos e projeções, busque o encontro e se desloque para longe dos centros de poder. Busque outras pessoas de ímpeto livre, constitua formas de ação coletiva até o ponto de fazer brotar (e crescer) uma comunidade intencional.

4 – Não pague mais impostos, busque investir seus recursos e seu tempo na busca coletiva por autonomia energética, habitacional e alimentícia. Estabeleça relações de troca de bens e serviços com grupos camponeses, organizações populares e aldeias indígenas.

5 – Opte por tecnologias limpas e renováveis, técnicas em equilíbrio com o meio como a permacultura e o earthship. Quando se é vizinho da sociedade do desperdício, a macro-reciclagem pode ser algo muito interessante. (Afinal um poste de concreto não é só um poste de concreto, mas um monte de coisas em potencial.)

6 – Promova a comunicalidade ao isolamento, se desloque sazonalmente, se inicialmente não for possível viver fora da Máquina em tempo integral, divida seu tempo entre seu velho cotidiano e a criação dessa nova forma de sociabilidade.

7 – Aja pelo crescimento deste rizoma de zonas autônomas, estimule e auxilie outros grupos no surgimento de novas comunidades. Mutualidade, união e troca não têm preço em mundo onde o sistema vence pela hostilidade, pela competitividade e pela divisão, prepare-se para assistir ao surgimento dos enclaves libertários.

8 – Constitua um imaginário local compartilhado, pontos de encontro, grupos de estudos, espaços de vivência, e principalmente, circuitos de festas e dias de celebração. Cada pessoa livre do mundo-cão, e cada pedaço de terra libertada, são por si só motivos a se festejar.

9 – Prepare-se secretamente para a reação do estado e do capital. Assim que a tática for descoberta, pode ter certeza que eles manejarão seus aparatos de difamação e repressão contra você. Esteja sempre articulado com a rede. Não dê motivos para conflitos (antes do tempo), a cada operação de opressão bem sucedida quem marca ponto são eles e não você.

10 – Lance sorrateiramente através da Web propagandas de libertação e popularização do pensamento libertário; manuais de como abandonar o caos capitalista e construir (ou fazer parte de) comunidades autônoma fora do mapa. na qual viver possa valer a pena.

Enquanto projeto o protopia está em permanente reconstituição através de um wiki: é aberto a todos que queiram efetivamente participar, e todos que possam se identificar com este projeto e que queiram tomar parte nele são bem vindos. Estamos no início de tudo e qualquer um pode contribuir com as suas próprias idéias ou ações, ou como bem entender.
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