#CADÊ MEU CHINELO?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LITTLE JOY



# noé ae #
Música para os ouvidos

txt: Tiago Jucá Oliveira
phts n' vds: Fernanda Scur


O início de uma banda sempre é cheio de dificuldades, que no decorrer da carreira são vencidas. No caso do Little Joy, a lógica não é essa. Um trio que tem um membro dos Strokes e o outro do Los Hermanos, inverte-se totalmente a teoria de "começo de banda". Em sua segunda passagem por Porto Alegre, o bar Opinião lotou de novo e entoou as onze faixas do álbum como se fossem velhos clássicos do rock.

Após a abertura de uma bandinha chata, finalmente Little Joy sobe ao palco e levanta o povo com "Next Time Around", seguida por "How to hang a Warhol". Fabrizio Moretti tenta roubar o monopólio da babação por Amarante, mas é Binki Shapiro quem rouba a cena quando assume os vocais em "Unattainable", fazendo lembrar Nico ao lado de Reed e Cale. "Shoulder To Shoulder" é a conhecida canção que precede as inéditas, que o público obviamente (ainda) não sabe decor: "Frankenstyle", "Sambabylon" e "I Agree. Mas com "With Strangers" e "Keep Me in Mind" o trio retoma o controle da massa, que delira, grita, desmaia e urra "Amarante" a cada intervalo entra uma música e outra. Quase no final do curto show, a já clássica "Brand New Start", depois a chatíssima "Evaporar", a bela "Don't Watch Me Dancing" e a surpresa final: "Procissão", de Gilberto Gil, numa pegada rock de tirar o fôlego

Brand New Start (assista ao vídeo abaixo)



Rodrigo Amarante é um ótimo cantor e compositor, mas é o seu jeito carismático que comanda a orquestra de fãs. É verdade que o público se comporta de maneira idiota, beirando ao ridículo. E o curioso é não encontrar nenhum amigo ou conhecido, exceto Rodrigo Susin (percussão da banda Zumbira) e seu amigo Fernando, entre aquelas centenas de meninos e garotas com rótulo emo-patricinha. Será que nós, com mais de 30 anos, não estamos acompanhando o novo rock and roll, e sua constante reformulação? Sob nova ótica: ou os teenagers é que estão super antenados nas novidades, ainda mais com a facilitação da internet?



Pra quem já sepultou o bom e velho rock'n'roll, Little Joy prova que é justamente o contrário. O gênero vive o seu melhor momento. Nunca tivemos tantos artistas e a qualidade musical está mil anos luz a frente. E Little Joy não chega a ser exactamente uma novidade sonora que revolucionou o rock. É de maneira simples, com canções envolventes e deliciosas, que hoje são uma das melhores bandas do planeta. A receita é fácil, difícil é ser um bom cozinheiro.

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