#CADÊ MEU CHINELO?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

[a vida como ela noé] RECORRENTES NOITES DERROTADOS POR NOSSA PRÓPRIA FRAQUEZA

:: txt :: Macedusss ::


  A derrota e o fracasso, adjetivos indissociáveis, já não são mais nenhuma novidade estampada em nossas faces de suvenires baratos. As letras, as palavras e os textos são coisas típicas de nossas moribundas des-personalidades embrulhadas para presente. Na realidade elas não pertencem à academia e a sua lenga-lenga de o texto e a relação com o seu autor.

  Porra, o ato de escrever pertence a nós, pobres mortais, pobres literalmente, o qual serve apenas para dizermos algumas merdas sem compromisso e sem a necessidade da sinceridade. No fim, acabamos sendo mais francos que qualquer porra de análise textual morfológica plena. O que levaria um sujeitinho qualquer a passar horas e mais horas em frente a uma folha de papel em branco ou a uma tela de computador a não ser o próprio tédio. O tédio de si mesmo. A face mais horrível de um terráqueo extra-terreirizado.

  Quando ficamos com náuseas, até mesmo das folhas de papel em branco, assim como tentar escrever é algo doloroso demais, resta a opção da noite, o sair pra beber, encher a cara. Um novo recorrente martírio para se esquecer de si mesmo.

  Eu já não espero muito desses passeios deslocados e despersonalizados. Talvez apenas um novo bar onde a cerveja seja um pouco mais barata, até mesmo porque encontrar cerveja gelada à noite é uma coisa que não tenho mais a utopia de que irá acontecer.

  Temos sempre a opção de ir a uma merda independente da Independência. Tem o boteco da esquina de casa que fechou. Foi a terceira tentativa, em menos de dois meses, que não fluiu. Mas estes bares perto de casa não têm o mesmo brilho. Precisamos pegar um trem, permanecer quase uma hora esquentando o desconfortável banco do mesmo, caminhar alguns vários minutos e tudo isto, por quê? À toa. Não! Tudo isso para pelo meio da madrugada arrepender-se. O dinheiro para a cerveja já acabou e com muita sorte estarei embriagado para poder me agüentar longe de casa. Em nosso confortável lar, as coisas são sempre mais agradáveis. Na minha habitação posso dormir, bater umas três punhetas ou gastar horas olhando as merdas de filmes dublados da televisão.
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