#CADÊ MEU CHINELO?

segunda-feira, 15 de março de 2010

DJ CREMOSO



#conection
"Eu faço remix há poucas semanas"

ntrvst: Tiago Jucá Oliveira
clbrç: Ramiro Furquim

Porque Cremoso? É apelido de antes ou é uma referência a cremosidade musical de seus remixes?

É um pouco de tudo isso. Eu pensei muito em uma palavra pra definir o conceito dos remixes e a única coisa mais próxima foi justamente "cremosa".

Pois é, quando ouvi seu som, também notei a cremosidade.

Mas não é uma expressão que eu tenha inventado. Já ouvi outras pessoas usando essa palavra pra alguma coisa agradável mas que não era alimento.

Seus remixes não devem ser bem vistos pelos defensores do copyright. Você tem medo de represálias da indústria cultural?

Não. O máximo que pode acontecer é que eu tenha que tirar do ar. Mas como já foram baixados mais de 40 mil vezes, eu imagino que as pessoas se encarregarão de passar umas às outras. Se eu fosse um dis artistas remixados eu até iria gostar de saber que a ignorância musical e a inclusão digital resultaram em um remix da minha música.

A gente concorda com você. Você faz remix desde quando? Como foi o interesse por tecnologias de recriação musical?

Eu faço remix há poucas semanas. O primeiro remix que eu fiz na vida foi já o de In Bloom. E o interesse foi uma coisa natural, já que era a única maneira de eu conseguir fazer uma música. Eu não toco nada, mas sei colocar as notas com o mouse no programa. Eu realmente inventei (?) uma fórmula no primeiro remix e repito em todos os outros. Os instrumentos são exatamente os mesmos. Eu sequer mudo os volumes.

Poucas semanas? Cacildiz!

É. Vai fazer um mês ainda.

E ta ficando legal. Tem A-Ha, Nirvana, Michael Jackson, Amy Winewouse, etc. Esses artistas é realmente o que você ouve e gosta?

Amy Winehouse eu conhecia mas não gostava muito. Lady Gaga eu nunca tinha ouvido na vida. Eu sou mais velho. Então eu gosto mais das coisas mais velhas. Mas gostei de remixar músicas que eu não gostava ou que não conhecia. A de Lady Gaga tinha que virar tecnobrega de qualquer jeito.

Qual sua idade?

Eu tenho 40 anos. Aliás, completo 40 esse ano.

Há uns 3 anos O DILÚVIO passou a ouvir e acompanhar a música paraense atual com mais sensibilidade. O panorama de remix e tecnobregas é amplo, né?

É culpa da inclusão digital. Qualquer pessoa é capaz de fazer uma música hoje. O outro lado da moeda é que são pessoas que só sabem apertar botões e clicar com o mouse. Acho que a revolução do tecnobrega só aconteceu porque as pessoas usaram as ferramentas de uma maneira que pessoas com instrução musical nunca usariam.

E na sua visão, ainda há preconceito em relação ao tecnobrega?

Há sim. E acho que não vai acabar nunca. Porque há um limite de qualidade que um produto pode atingir quando é feito por pessoas sem instrução musical e no quarto de casa. E também há o duplo sentido cada vez mais explícito nas letras.

Chegou pergunta do twitter feita pelo @outroangulo: Quem não é DJ pra ti?


Isso é complicado. Mas se você mal sabe apertar o play, fica esperando uma música terminar pra colocar a outra, deixa o som parar no meio do set, não doutrina as pessoas com músicas novas ou com clássicos ou soa como um iPod no shuffle, então você não é DJ. Eu não sou DJ. Não sei tocar numa festa. Só me chamam assim porque eu produzo as bases do brega.

Você faz o que nas 'horas vagas' do DJ Cremoso?

Eu pesquiso músicas. E bebo. Os melhores remixes eu imaginei bêbado. Outros remixes estavam travados, aí eu tomei uma e tudo se resolveu.

Cremoso, obrigado por nos atender!

O prazer foi meu.

Baixe aqui > os 13 remix feitos por DJ CREMOSO
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