#CADÊ MEU CHINELO?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

#SACFABICO

Semana Acadêmica de Comunicação
:txt:Tiago Jucá Oliveira

Esta semana a Escola Técnica de Comunicação da UFRGS, através do DACOM, promove várias atividades interessantes, como palestras, seminários e oficinas. A menos interessante, e por esse motivo você deveria ir, é uma palestra que Alexandre Haubrich, editor do Jornalismo B e também animal desta arca de Noé, e eu vamos dar. Não menos interessante por causa dele, e sim culpa minha. Sei porra nenhuma do que vou falar. Mas vou falar! Quinta, 9h. Fabico.

Talvez eu possa contar um pouco da lama que foi a fabiculdade nos anos 90. Vivíamos o auge do manguebit, e não só os caranguejos do Recife batucavam os ouvidos. Também tinha O Rappa, Thaíde & DJ Hum, Beck, Jamiroquai, Planet Hemp, Beastie Boys, entre tantos artistas que recriaram sons somando influências.

Chico Science trazia o caos a lama. E aquele museu de professores nos remetia ao mangue. Dali daquele circo de comunicação da UFRGS também queríamos extrair o adubo da merda. Se é ruim, não vamos ficar parados, fingir que aprende e pegar um diploma no fim.

A gente queria bagunça, festa, atrito com professores e direção, futebol, vagalume, cerveja e maconha. Aquele tempo tinha bar com cerveja e se fumava maconha como se fuma crivo hoje lá, no mesmo lugar. Dizem os relatos que também trepavam muito em algum cantinho da escola.

A geração que na época fazia baderna é justamente a mesma que hoje trilha caminhos interessantes, alternativos e de talento no jornalismo ou nas artes. E a turma do deixa disso, com raras exceções, faz o arroz e feijão nas emissoras caturritas. Tenho uma felicidade enorme em me tornar amigo de algumas pessoas com as quais eu estudei. Trocamos muitas informações, desde lá. A melhor aula era na rua, carburando na sombra, livros, discos e filmes pra fumaça subir pra ideia.

Exceto alguns professores, a gente ia pra aula pra bagunçar. Até prova a gente cancelou, sem o professor saber, é claro. Ninguem foi a aula, só ele, o único a não saber que estava doente e que, portanto, não teria a prova.

Não é saudosismo. Não somos melhores do que você por ter vivido aquilo. Mas somos os filhos rebeldes daquele monstro. Hoje a Fabicu tá mais bonita e equipada, e você tem tecnologias e internet que lhe capacitam pra propor algo tão legal como muitos de nós dos 90 propomos hoje.

O DILÚVIO nasceu sem essas ferramentas que temos agora. Você pode fazer melhor. Subverta!

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