#CADÊ MEU CHINELO?

terça-feira, 9 de julho de 2013

[nem te conto] RELATOS DE UM SUICIDA II

:: txt :: Jacson Faller ::

Dez horas da manhã – quinto dia após o início dos relatos.

  Acordei e escrevi um poema. Agora o que me resta é tentar entendê-lo. Procurar algum sentimento que seja verdadeiro nestes versos. Talvez mais tarde eu ligue para aquela criatura triste que conheci outro dia. Talvez ela me diga se isso é realmente um poema ou só mais um devaneio... Não sei muito bem o que é considerado poesia, poema, arte... Há regras? Bom, ontem pedi demissão; há muito tempo tinha esta vontade. A única coisa que lucrei em todo tempo que trabalhei com eles foi uma única festinha em que não sai de mãos abanando e atolado em melancolias. Não suportava mais aquelas pessoas, aquele lugar; não suportava mais minha rotina... “Posso mais do que isso” eu dizia. Mas na verdade não sei por que tinha essa vontade e nem por que fiz isso. Aleguei problemas particulares. E nada é tão particular quanto curar ressacas. Perdi todos os “direitos” adquiridos por lei, a empresa não fez questão alguma que eu mudasse de ideia. Confesso que fiquei chateado, mas só por alguns segundos. Agora não quero pensar nisso. O que me interessa é interpretar meu poema. Espero que consiga. Moro sozinho, não tenho filhos, estou desempregado... Nada me inibirá.





O que quero é
Alimentar teu girassol
Com poesia e suor
Transpor tuas mãos
(teu corpo para o meu)

Sombrear tua arte
Roubar o teu sol
Velar tua insônia
Em teus dias de mulher

Mascar tuas sementes
Cuspi-las ao renascer
Zombar do sentimento
Que não seja o melhor

Lamber teus temores
Fazê-los são
Ter quase tudo
Que tua vontade tiver

Reduzir teus sonhos
A milagres pequenos
Flutuar em tuas cores
Até me encontrar

E também
Amar-te, apenas
para não querer
O que não É!
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