#CADÊ MEU CHINELO?

sábado, 28 de agosto de 2010

A SOCIEDADE VOLUNTÁRIA: 1) Pobreza e miséria



::txt::Eric P. Duarte::

1) Pobreza e miséria:

Quando um indivíduo produz algo de valor para si mesmo, ele melhora o seu bem estar, portanto, enriquece. Quando dois indivíduos A e B realizam uma troca mutuamente voluntária, ambos enriquecem, pois aquilo que A recebe tem mais valor para ele do que o que ele deu em troca, caso contrário ele não teria realizado a troca. O mesmo vale para B obviamente. Portanto qualquer troca mutuamente voluntária é mutuamente benéfica e, com isso, gera riqueza. Por outro lado, quando um agressor força alguém a lhe entregar parte de sua riqueza através da ameaça de violência, o agressor enriquece enquanto a vítima empobrece. Agressões geram pobreza.

Quanto mais livre de agressões for a rede de trocas voluntárias de uma sociedade, isto é, quanto mais livre for o mercado, maior será o incentivo para criação de novos bens, serviços e métodos de produção que enriquecem a sociedade como um todo. Em um livre mercado, para que um indivíduo enriqueça ele não precisa empobrecer outro, muito pelo contrário, enriquece aquele melhor atender às necessidades dos outros. Bill Gates não teve que deixar ninguém pobre para ficar rico. Ele ficou rico porque criou um sistema que facilitou a vida de milhares de pessoas, criando milhares de tipos novos de empregos e negócios. Já o roubo, este implica necessariamente em deixar alguém mais pobre.

Atualmente quase metade de tudo que a população produz vai para a mão dos governantes à força através dos impostos. Isto quer dizer que se não houvesse este confisco absurdo, todos seriam automaticamente mais ricos.

O governo é formado de seres humanos movidos pelo auto-interesse e por isso os recursos confiscados sempre acabam sendo usados para expandir o poder Estatal. Mas mesmo se os membros do governo fossem santos bem intencionados, ainda assim eles não saberiam como usar os recursos expropriados de seus proprietários legítimos melhor do que os próprios proprietários. Isto acontece porque o conhecimento econômico é disperso, cada indivíduo detêm o conhecimento das variáveis que envolvem o seu próprio universo e ninguém pode ter o conhecimento sobre tudo que cerca todos, o que torna o planejamento central impossível (tirando o fato de ser injusto). Um enorme desperdício de riqueza é inevitável.

Os impostos não são a única maneira pela qual o Estado pode roubar de seus súditos. O Estado também detém atualmente o monopólio da oferta monetária. Com isso, o Estado pode imprimir mais dinheiro através de seu banco central e distribuir para aqueles ligados ao próprio Estado. Desta forma o dinheiro irá eventualmente se desvalorizar e haverá um aumento geral dos preços. Aqueles “amigos do rei” que recebem primeiro o novo dinheiro se aproveitam dos preços baixos e enriquecem à custa de toda a população que empobrece com um dinheiro desvalorizado.

O Estado também tem o poder de criar as regras que regem o mercado, proibindo certos produtos e serviços de serem ofertados, criando barreiras para a importação de certos produtos, taxando um setor e subsidiando outro, etc.

Com todo este poder nas mãos do Estado, o incentivo das grandes empresas deixa de ser agradar os interesses dos consumidores e passa a ser o de agradar os interesses do Estado em troca de privilégios e subsídios. Quando escutamos mensagens do tipo “precisamos proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira”, isto não passa de uma empreitada do Estado para proteger algum aliado em detrimento de toda a sociedade que poderia se beneficiar dos preços mais baixos e da melhor qualidade de certos produtos estrangeiros.

O Estado se auto-intitula a força motriz da economia e o grande bem feitor dos pobres, mas tudo que ele faz atrapalha a economia e empobrece mais a população. Quando surgem os problemas causados por ele, ele culpa o livre mercado e se diz capaz de resolver tudo, mas ele sempre piora a situação, criando uma dependência eterna dos súditos com o Estado.

As barreiras criadas pela burocracia e pelos impostos dificultam os pequenos empreendedores a criarem os seus negócios, as barreiras criadas pelas leis trabalhistas dificultam os mais necessitados a conseguirem empregos, a obrigatoriedade de escolaridade para empregos que não exigem muita qualificação geram o mesmo efeito, as barreiras do protecionismo não deixam que produtos mais baratos e de melhor qualidade cheguem à população. Enfim, todas as barreiras criadas pelo Estado dificultam o funcionamento da livre iniciativa e espalha pobreza pela sociedade.

Falamos da pobreza material que o Estado gera, mas ela não é única. As práticas do Estado espalham também uma pobreza de espírito geral. Quando o Estado se auto-intitula o legítimo defensor dos necessitados, as pessoas deixam de se preocuparem com os necessitados. Quando ele diz que vai cuidar da aposentadoria de todos, todos deixam de se sentirem responsáveis pela própria aposentadoria. Quando ele diz que cuidará da saúde de todos, todos deixam de se sentirem responsáveis pela própria saúde. Quando ele diz que cuidará da educação, a educação deixa de ser uma responsabilidade individual.

À primeira vista, a retórica do bem estar social estatal parece muito bonita, mas ela não passa de uma camuflagem para a violência estatal. O Estado faz com que pessoas essencialmente honestas apóiem medidas Estatais para resolver os problemas sociais, isto é, ele faz com que as pessoas apóiem a violência e o crime sem nem se darem conta disto.
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