#CADÊ MEU CHINELO?

sábado, 9 de fevereiro de 2013

[agência pirata] A QUEM INTERESSAR POSSA

:: txt :: Wladymir Ungaretti ::


A estas alturas da vida não há, da minha parte, nenhuma dificuldade em conviver com a crítica. Tenho uma história. Assim como exerço este direito que, deveria ser uma saudável prática de todos, em especial por nós jornalistas, com o máximo de contundência, respeitosa. Não tenho nenhuma dificuldade de conviver com “este ambiente crítico”, até mesmo com as posições radicalmente opostas às minhas. Reacionários inteligentes quase sempre nos propõem questões interessantes. É raro. Mas não estou disposto a conviver com “amigos”, nos espaços virtuais, cujo “furor crítico” mascara radicais diferenças políticas, ideológicas e profissionais, mas que ficam diluídas na “amizade virtual”. E que se manifestam quando, aparentemente, é possível o “amigo” levar alguma “vantagem” na desqualificação do que escrevemos. Em cima de recentes episódios, alguns “amigos” que nunca “curtiram” ou acrescentaram uma única linha, crítica ou de apoio, às minhas escrituras, todos conhecedores do meu trabalho, tanto nos espaços virtuais (em 12 anos de atividade) como em sala de aula (outros 20 anos), se sentiram bem à vontade para desqualificarem o meu trabalho. Não perderam tempo.Trocaram, rapidamente, a crítica fraterna ou a sinalização de que eu poderia estar cometendo um erro, por dizerem que o que faço é o mesmo que o showrnalismo praticado pela mídia corporativa, a que tanto crítico. Deixei passar uns dias para refletir. E, agora, escrevo este texto para comunicar que estarei retirando estas pessoas da minha lista de amigos, gradativamente. Tenho exatos 44 anos de exercício do jornalismo, 20 como professor de jornalismo da UFRGS, uns 50 de militância política, quase dois de cadeia na década de 70 e nunca tive a pretensão de ser o dono da verdade, nem mesmo na minha juventude de militância stalinista. Estou ficando um velho chato e “intransigente” com o desrespeito. Sou filho de um operário metalúrgico e de um mãe costureira. Sou um professor da UFRGS por um descuido do sistema. Um privilegiado. Certamente cometi muitos erros na vida e pretendo continuar arriscando. Sou do tempo de uma “religiosidade” que exigia que filho de comunista fosse o melhor em tudo, intransigentemente; honesto em todos os sentidos. Defensor dos todos os que estivessem à margem. É papo reto.
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