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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

[overmundo] SEIS PATAS DE ELEFANTE


:: txt :: Ney Hugo ::

A primeira vez que vi um show do Pata de Elefante foi na terrinha. Era a terceira edição do Festival Calango (Cuiabá 2005), porém a primeira vez que a cena da música independente autoral olhava pra cidade, centro geodésico da América do Sul, com respeito e admiração. A programação era bastante diversa, com uma parte dedicada ao instrumental, nos shows de Pata e Macaco Bong - que até então tinha um aninho de vida, era um quarteto e jamais havia saído do Mato Grosso. Eu, público da cena de Hell City, estudante, blogueiro e músico amador, assisti o show das duas bandas e fiquei impressionado com a maneira diferente de se fazer música que acabara de conhecer.

Um mês depois já fazia parte do Espaço Cubo - bando que estava colocando Cuiabá na rota nacional da circulação de cultura -, fazia meu primeiro show como músico profissional pelo Macaco Bong na primeira vez que a banda tocou fora do MT, e participava do surgimento do Fora do Eixo e Abrafin (Associação Brasileira dos Festivais Independentes, hoje transmutada na Rede Brasil de Festivais).

Nessa trajetória, como não poderia deixar de ser, levamos o Pata mais várias vezes a Cuiabá e nos encontramos enquanto banda outras várias nos mais diversos festivais, estados e regiões. Tivemos a honra de sermos convidados por eles para uma apresentação conjunta (os dois trios somados) em seu show no Rumos Itaú Cultural, iniciando o Patong, um projeto que será um dia retomado em algum lugar na história.



Hoje, não estando mais na ativa com o Macaco Bong, moro na terra natal do Pata, quintuplicando o grau de proximidade, seja assistindo shows, contratando shows, seja discutindo a nova música brasileira e o Movimento Social das Culturas, compartilhando uma gelada e botando tudo em prática no dia seguinte.

Hoje o Pata é um quarteto. Os outrora guitarristas/baixistas Gabriel Guedes e Daniel Mossmann hoje se jogam na liberdade harmônica de suas seis cordas, “livres” do baixo. Já os graves e grooves agora estão nas mãos de Edu Meirelles, acrescentando uma força e negritude até então inéditos na banda. A patada - que sempre pesou deliciosamente como um paquiderme no tórax e nos ouvidos - ficou ainda mais potente.

Misture a essa receita - que inclui o swing, força e regência de Gustavo Telles na batera - os teclados de Luciano Leães e o trombone de Júlio Rizzo. Esse é o novo disco formato sexteto do Pata, previsto para ser lançado em abril. Uma prévia da pérola foi apresentada ao público gaúcho na última quinta no Bar Ocidente (veja fotos). A opinião deste, que acompanha a banda há quase 10 anos como público, contratante, parceiro, companheiro de estrada, músico de um mesmo palco, e agora, conterrâneo é: Tri Afú! Segura e prensa, que a Pata de Elefante vai bater! E vai chapar!
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