#agência pirata
Novo demais pra isso
txt: Leo Felipe
Assim me vejo diante da desgastada cena do tal do Rock Gaúcho. Causa espanto observar essa – pra usar um termo bem sulista – gurizada ouvindo Beatles como se fosse a última novidade musical do planeta. Não que eu seja louco (ou idiota) a ponto de questionar a importância e a influência do famoso quarteto, ambas gigantescas e incontestáveis, mas a questão é que soa tão anacrônico. Isso a que se convencionou chamar de Rock Gaúcho, esse tipo de música inspirada na sonoridade dos anos 60 e embalada em terninhos de brechó mofados, não tem mais saída. Assim como os “sixties” terminaram naquele melancólico “dream is over” de guerras, golpes, overdoses e assassinatos, o seu pastiche também tem seus dias contados. Até a Cachorro Grande já percebeu isso. O clichê do “garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” (não por acaso, um sucesso sessentista requentado pelos conterrâneos Engenheiros do Hawaii) começa, no discurso da banda, a ceder espaço para referências um pouco mais contemporâneas (20 anos depois, pelo menos). Refiro-me à citação do vocalista Beto Bruno aos Stone Roses como influência no último trabalho do grupo. Só falta agora trocar os terninhos por umas roupas mais descontraídas. Não digo aquelas camisas folgadas e coloridas estilo Manchester, mas quem sabe uns casaquinhos de tecido sintético.
O tecido sintético dos timbres eletrônicos raramente veste o Rock Gaúcho, ele é quase sempre valvulado. Ou acústico. Ou vice-versa. Ok, têm o incansável Edu K e o DJ Chernobyl, mas esses já estão numa esfera internacional e não cabem mais na redução regionalista. E por falar nesse legítimo camaleão do rock brasileiro, o Edu sempre traçou um caminho torto em relação à turma dos que amavam Beatles e etc. Lá nos anos 80, ele andava com o Miranda e o Flu e ouvia, (muito) além de Beatles & Stones, pós-punk, funk, new wave. Referências quase alienígenas para os roqueiros de TNT, Cascavelletes e congêneres. Ou genéricos, como se diz por aqui.
Em termos não de culpa, já que um verdadeiro criador nunca pode ser acusado de gerar imitadores, mas origem, esse espírito sessentista que assombra o Rock Gaúcho tem na figura de Flávio Basso uma referência fundamental. Nos anos 1980, o sujeito esteve à frente do TNT e dos Cascavelletes, bandas definidoras do gênero. Na década seguinte, Flávio inventou o Júpiter Maçã, uma persona psicodélica diretamente relacionada com a estética da lisergia e do amor livre. Mas o homem é da estirpe dos malditos, de modo que coube aos discípulos (filhotes?) trazer de volta os anos 1960 em cadeia nacional, via Music Television, bem debaixo dos chapéus tipo Bob Dylan.
Os anos 1960 sempre ocuparam um lugar especial no imaginário dos roqueiros nativos. Estão presentes no ié-ié-ié malicioso do TNT e dos Cascavelletes, nas composições dylanescas de Júpiter Maçã, no delírio sydbarretiano de Plato Divorak, na Jovem Guarda atonal da Graforréia Xilarmônica. A música produzida nos anos 1960 é uma das mais influentes da história. Mas, desde l á , muita coisa aconteceu e é no mínimo limitante buscar referências apenas naquele universo. Especialmente depois de tantas – usando uma expressão bem a ver com aqueles anos – revoluções que ocorreram na música pop nas últimas décadas. Não há problema em buscar inspiração em algo feito 40 anos atrás, o erro é a reverência conservadora e excludente que olha o passado sem de fato compreendêlo. Um exemplo: imagine Jimi Hendrix vivo. É bem provável que andasse às voltas com samplers, softwares e ruídos digitais. No entanto, a maioria dos fãs de Hendrix que conheço torce o nariz só de ouvir a expressão “música eletrônica”. É que esse pessoal do Rock Gaúcho é muito conservador. Troque os terninhos por bombachas e dá no mesmo.
Lembro quando ouvi o álbum Revolver pela primeira vez, ainda nos teens. Que descoberta! Na época, um amigo mais velho, o Roberto, um sujeito que viveu a explosão do punk na Europa dos anos 1970, costumava dizer: “Odeio Beatles”. Mesmo perplexo, eu podia compreender o sentido da afirmação: os Fab Four representavam pro Roberto um passado distante e gasto, preso em escombros de sonhos frustrados, deixado pra trás pela velocidade da História em transformação. Hoje em dia, ando pensando no Roberto com freqüência. Sempre que fico sabendo do show de uma banda de covers dos Beatles. Ou quando entro num clube e escuto “ I want to hold your hand” na pista de dança. Ou nas conversas de jovens roqueiros em ternos de brechó apertados: John, Paul, George e Ringo.
Velho demais pra isso, quem sabe.
#CADÊ MEU CHINELO?
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segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 12 de julho de 2009
MAIS +ou- MENAS # 009

Tegucigolpe, Honduras mas não morre.
XII - Julio Cezar, 2009. Antes de Cristo?
#yeda
ZH diz: QUEM VAI APAGAR A LUZ?
PT diz: QUEM VAI PAGAR A LUZ?
MC diz: QUANDO VAI ACABAR A LUZ?
#tapa_na_orelha
per DJ Basket

Tonho Crocco ta com EP na área. Teto Solar, primeiro trabalho solo do cantor. O disco é em formato SMD, uma tecnologia criada pelo sertanejo Ralph, que só pode ser vendido ao público por cinco reais, pra concorrer com o preço dos piratas. “Abre-Alas (O Carro Destemido)”, não por acaso, inicia trazendo Nova York na mala, cidade por onde transitou durante alguns meses. É funk groove em clima de seriado policial dos anos 70 que eu assistia na sessão da tarde dos anos 80. O Brasil dá um pouco de tempero na primeira faixa e toma conta do swing na segunda, “Teto Solar”, um samba-rock pegado na batida e no sopro, lembrando os bons balanços da Ultramen e dos próprios shows de Tonho com a Brazilian Sound Machine. “Quadratura” não deixa o pique cair, e as influências brasileiras e estrangeiras se confundem, entre guitarra e cuíca. O samba enfim faz solo em “Árida Saudade”, lirismo de harmonia e poesia, um choro emocionado que contrasta com o Open’s Deep Mix de “Abre-Alas”, que encerra o EP de quase 25 minutos de maneira triunfal, abrindo caminho pro eletrônico. Tonho Crocco é um dos melhores cantores do país. Teto Solar é o grande álbum curto de 2009!

“Muito Obrigado Axé”, faixa do novo disco da Ivete Sangalo, Pode Entrar, é a música que recomendo ouvir. A rainha do dendê recebe Maria Bethânia em sua casa e divide com ela os vocais. A Bahia de todos os santos está ali, na negritude religiosa com a simpatia baiana. A composição de Carlinhos Brown é um samba leve com energia positiva: “joga as armas pra lá e faz a festa”. Impossível não se contagiar, pois “isso é pra te levar na fé/ Deus é brasileiro/ muito obrigado axé”. As duas melhores cantoras brasileiras do momento, divinamente juntas. Dorival Caymmi com certeza daria a benção!
Entre audições e leituras musicais, acabo por saber que mashups já foi traduzido pra “bastard pop”. Os direitos autorais violentamente violados em nome da arte do remix. Pois o pessoal do Canhotagem juntou uma série de ilegalidades e fez uma colagem bem legal. Até agora já saíram três coletâneas devidamente batizadas de Os Batardos Populares. Reúne mágicas combinações de Afrika Bambaata vs. Jorge Ben, Pixies vs. Run DMC, Nine Inch Nails vs. Kool and The Gang, Vegomatic vs. The Clash, White Stripes vs. Public Enemy, M.I.A. vs. Le Peuple De L’herbe, Police vs. Klaxons, Soundgarden vs. Deee-Lite, Red Hot Chili Peppers vs. Ting Tings, só pra citar as ótimas entre outras tantas boas.
>>>volume 03<<<
>>>volume 02<<<
>>>volume 01<<<
#giornalismo
per Izabela Vasconcelos
Gay Talese diz que curiosidade está acima do diploma de jornalismo
Em encontro no MASP na última terça-feira (07/07), Gay Talese afirmou que a curiosidade está em primeiro lugar entre as qualidades de um jornalista, acima do diploma. “Acho que o diploma não é essencial para o jornalismo. O essencial é a curiosidade", disse o jornalista em debate moderado pelo editor executivo do jornal O Estado de S. Paulo, Ilan Kow.
Leia ma+s ou m-nos
#cacilds
per Professor Pasquale
Quer falar igual ao Mussum? Entre nesse site digite a palavra e veja como pronunciá-la em mussunguês. É issis.

#pangaré
per Arlei Arnt
Entrevista a galope: Alemão Birck, da Graforréia Xilarmônica
Muitas bandas tem retornado para turnês de shows. A Graforréia voltou recentemente com um CD ao vivo, agora tem músicas novas tocando nas rádios e está com um CD em gravação. A banda está voltando pra ficar, como parece, ou já se pensa num novo fim mais adiante?
Há muito tempo a Graforréia não é mais a nossa principal atividade, ela é somente mais uma entre tantas nas nossas vidas, isto pode ter garantido esta longevidade para a banda. Mas por outro lado se a gente tiver que terminar com este projeto não vai ser nada traumático. Nosso plano agora é terminar de compor o repertório para um novo disco de inéditas, gravar, lançar, fazer shows divulgando este novo trabalho. A gente tem trabalhado assim, só pensando no próximo passo, e por enquanto terminar a banda não é o próximo passo.
Em tempos de internet, mp3 e myspace, quais as estratégias para o lançamento do CD?
Nós todos temos quase uns 45 anos na cara, admito que não é nossa especialidade ficar em frente ao computador gerenciando sites de divulgação de material virtual. Talvez a saída seja contratar um produtor que se encarregue disto, sei lá. O Cd é uma mídia que está saindo aos poucos do mercado, mas ainda é uma exigência, mesmo que seja como material de divulgação. Como falei antes a gente está trabalhando de uma forma bem tranqüila, sem muita cobrança, nossa prioridade agora é finalizar o material novo e começar a gravá-lo de forma definitiva. Depois dele pronto, vamos tentar um parceiro para lançar o Cd novo de maneira convencional, na internet a gente vê o que faz depois. Mas por enquanto o lançamento realmente é algo que não está passando pela nossa cabeça.
O disco ao vivo foi produzido por uma dupla conceituada no cenário nacional, Kassin e Berna Ceppas, da Orquestra Imperial. Eles participarão novamente? Como foi a experiência e partiu de quem a iniciativa?
O Kassin é nosso amigo da época em que ele tocava em festivais de bandas independentes com a Acabou La Tequila. A gente estava precisando de alguém para produzir o disco ao vivo e no meio de uma reunião surgiu o nome dele. A gente ligou pra ele e acertamos tudo. A idéia de colocar o Berna na parada foi do próprio Kassin e a gente topou no ato. O processo foi muito tranqüilo, a gente gravou uma demo simulando o que aconteceria no dia da gravação e mandamos pro Rio, eles escutaram fizeram os comentários sobre o que eles acharam do material. Então nos encontramos um dia antes dos shows, acertamos os detalhes que faltavam, gravamos, eles levaram o material para o Rio, depois de algum tempo nos devolveram mixado. Só alegrias. Quanto ao trabalho novo já pensamos em alguns nomes mas ainda não falamos com ninguém.
terça-feira, 1 de julho de 2008
5 ANOS SE QUEIMANDO NA CHUVA
# umbigada #
Cozinhando a xilarmonia
txt: Arlei Arnt
phts: Fernanda Scur
Foi uma festa daquelas. O novo em emergência e o velho consagrado. Antes muitos diziam: "esse Fruet, ouvi falar, quero ver ao vivo". Pois Fruet e Os Cozinheiros não deixaram o público ficar decepcionado. Em pouco mais de meia hora de apresentação, exibiram as músicas do CD "O Som do Fim ou Tanto Faz" e mostraram que há uma excelente cozinha por trás daquele escolhido o melhor compositor pop segundo o Prêmio Açorianos. E é verdade. A maioria dos elogios ouvidos foram justamente pra boa performance da banda. A nova revelação da música gaúcha tae, mostrando que tem talento pra manter o nível conquistado.
Bem, hora do intervalo entre as bandas. Muralha, grande Muralha, percussionista do Zumbira e Os Palmares, é nosso apresentador. Além de chamar as bandas pro palco, cumpre uma missão de sortear brindes, cortesias das Cachaça Chica e da Menina Vinil. Um dos números sorteados demora a aparecer. Logo logo uma garota se diz ser a premiada. Muralha confere o número. E não é. A garota sai reclamando: "com os jãos antes era diferente, me perguntavam meu número antes e faziam de conta que era o número sorteado". Hehehehe.
Mudanças sempre vem a calhar. E nesta festa deu pra notar isso. O DILÚVIO desde que saiu da Feevale vem se reestruturando. E apesar das dificuldades iniciais, é incrível como conta com novos colaboradores, dispostos a ver O DILÚVIO na linha de frente da imprensa marginal. Aqui vale os agradecimentos a quem acredita em imprensa sem politicagem: Melissa Orsi dos Santos, Cielito Rebellato, Rafael Rubim, Iur Marcelo, Fernanda Scur, Guilherme Carlin, Leandro de Nardi, Fernando Gomes, Pablo Zborowski, Diego Jucá, Rodrigo Colla, Fabrício Coutinho, Pimpa, Muralha, Fruet.
Mas enfim, sobe a Graforréia Xilarmônica ao palco. E de lá não descem por mais de duas horas. Impressiona a todos o carisma da banda. Parece que não falta música a ser tocada. E no palco é uma banda de primeira, exceto a horrorosa camiseta que Carlo Pianta veste. Ok, uma semana antes de empatarem o Gre-nal com ajuda do juiz, entende-se a euforia pelo time que briga pra não ficar na zona de rebaixamento. O público curte, dança e canta. Vibra com os "amigos punks" que atravessaram a Goethe. O DILÚVIO agradece a todos presentes. E vem mais por ae. É só abrir o guarda-chuvas.


Cozinhando a xilarmonia
txt: Arlei Arnt
phts: Fernanda Scur
Foi uma festa daquelas. O novo em emergência e o velho consagrado. Antes muitos diziam: "esse Fruet, ouvi falar, quero ver ao vivo". Pois Fruet e Os Cozinheiros não deixaram o público ficar decepcionado. Em pouco mais de meia hora de apresentação, exibiram as músicas do CD "O Som do Fim ou Tanto Faz" e mostraram que há uma excelente cozinha por trás daquele escolhido o melhor compositor pop segundo o Prêmio Açorianos. E é verdade. A maioria dos elogios ouvidos foram justamente pra boa performance da banda. A nova revelação da música gaúcha tae, mostrando que tem talento pra manter o nível conquistado.
Bem, hora do intervalo entre as bandas. Muralha, grande Muralha, percussionista do Zumbira e Os Palmares, é nosso apresentador. Além de chamar as bandas pro palco, cumpre uma missão de sortear brindes, cortesias das Cachaça Chica e da Menina Vinil. Um dos números sorteados demora a aparecer. Logo logo uma garota se diz ser a premiada. Muralha confere o número. E não é. A garota sai reclamando: "com os jãos antes era diferente, me perguntavam meu número antes e faziam de conta que era o número sorteado". Hehehehe.
Mudanças sempre vem a calhar. E nesta festa deu pra notar isso. O DILÚVIO desde que saiu da Feevale vem se reestruturando. E apesar das dificuldades iniciais, é incrível como conta com novos colaboradores, dispostos a ver O DILÚVIO na linha de frente da imprensa marginal. Aqui vale os agradecimentos a quem acredita em imprensa sem politicagem: Melissa Orsi dos Santos, Cielito Rebellato, Rafael Rubim, Iur Marcelo, Fernanda Scur, Guilherme Carlin, Leandro de Nardi, Fernando Gomes, Pablo Zborowski, Diego Jucá, Rodrigo Colla, Fabrício Coutinho, Pimpa, Muralha, Fruet.
Mas enfim, sobe a Graforréia Xilarmônica ao palco. E de lá não descem por mais de duas horas. Impressiona a todos o carisma da banda. Parece que não falta música a ser tocada. E no palco é uma banda de primeira, exceto a horrorosa camiseta que Carlo Pianta veste. Ok, uma semana antes de empatarem o Gre-nal com ajuda do juiz, entende-se a euforia pelo time que briga pra não ficar na zona de rebaixamento. O público curte, dança e canta. Vibra com os "amigos punks" que atravessaram a Goethe. O DILÚVIO agradece a todos presentes. E vem mais por ae. É só abrir o guarda-chuvas.


segunda-feira, 2 de junho de 2008
depois do ciclone... O DILÚVIO
# noé ae?! #
Semana dos 5 anos da revista que não pára de cantar
da Redação
A revista O DILÚVIO comemora em 2008 seu quinto aniversário de vida no mercado editorial de Porto Alegre. São cinco anos repletos de temas, personagens, idéias, ações e produtos culturais. Sempre aberta ao debate e difundindo as manifestações artísticas, a Semana d’O DILÚVIO não poderia deixar de ser um importante canal de expressão da cultura.
Nesta meia década de jornalismo e entretenimento, nos tornamos uma das melhores e mais conceituadas revistas do país em nosso segmento. Questões polêmicas e atuais foram abordadas em nossas páginas. Discos, filmes e literatura foram comentados em nossas edições. Livros, CD’s e DVD’s de artistas locais e de outros estados foram encartados a cada edição. Renomados pensadores, jornalistas e músicos escrevem pra revista.
E quando uma nova edição chegava às bancas, O DILÚVIO tratava de produzir um evento para promover a revista e festejar com o público. Bandas como Mundo Livre S/A, Pedrada Afú, Zumbira e Os Palmares, Pata de Elefante e Bataclã FC se apresentaram nas concorridas festas de lançamento.
Para comemorar estes 5 anos e vislumbrar mais outros tantos pela frente, O DILÚVIO promove um acontecimento especial. Uma semana de eventos com filmes e debates, culminando com um show na última noite. Em vista os mesmos objetivos de sempre, como de costume em nossas páginas: divulgar a cultura, discutir as idéias, integrar a revista e nossos parceiros artísticos e comerciais com o público leitor.
ATRAÇÕES
Festa show com Graforréia Xilarmônica
Abertura: Fruet e Os Cozinheiros
Fechadura: DJ Basket
Manara Bar, avenida Goethe, 200
20 de Junho – 23h
ingressos: antecipado: R$ 10,00
- Lancheria do Parque (Osvaldo Aranha, 1086)
- Wallau Vídeo (Garibaldi esq. Cristóvão)
- Muffuletta (República, 657).
Quem comprar antecipado concorre a brindes que serão sorteados no intervalo entre um show e o outro.
na hora: R$ 15,00
- A Graforréia Xilarmônica está lançando duas músicas novas que integrarão o próximo disco, que está em fase de gravação. No repertório do show, canções dos seus três CDs, como Amigo Punk, Rancho, Empregada, além das novidades que já estão tocando nas rádios.
- Fruet e Os Cozinheiros conquistaram quatro categorias no último Prêmio Açorianos de Música. O reconhecimento da crítica gaúcha acontece logo após a banda retornar dos EUA, onde participaram do South by Southwest, importante festival alternativo que acontece em Austin, no Texas.
================================================
NA TELA E NA VIDA - ciclo de filmes e debates após as sessões com convidados especiais
auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, rua Ramiro Barcelos, 2.705.
18, 19 e 20 de Junho – 18h45min
entrada franca
Os debates estão previsto para durar 50 minutos, e após seus encerramentos, será oferecido ao público uma degustação de comidas típicas das regiões destacadas nos filmes.
- 18/06 - Hinduismo
Palestrante: Lila Das
Currículo: Músico de mantras. Presidente do templo Hare Krishna de Porto Alegre - RS. Estudante da filosofia védica. Ministra palestra sobre a cultura védica há mais de 30 anos.
Filme: Ramayana - A Lenda do Príncipe Rama (1992, Índia/ Japão) 96min, dirigido por Yugo Sako
Sinopse: Temido pelo povo, Ravana exercia seu reinado maltratando e amedrontando a todos. Cansados de tanta crueldade, o povo implorava a Vishnu (Deus da Preservação) que ajudasse a se livrar daquele maligno e misterioso rei. Até que um dia suas preces foram finalmente atendidas na forma de um deus que desceu à Terra. Seu nome era Príncipe Rama. Ao receber a notícia, Ravana fica enfurecido e evoca os deuses do mal para destruírem o bom príncipe. A partir deste momento, tem início uma incrível e emocionante batalha entre as forças do bem e do mal.
19/06 - Budismo
Palestrante: Maria Conceição Dorneles
Currículo: Desde 1999 no Centro Budista Caminho do Diamante. Coordenadora do Centro Caminho do Diamante, em Porto Alegre - RS, aluna do Lama Ole Nydahl já ministrou palestras sobre budismo na Fase, Escola Santa Rosa de Lima e Uni La Salle.
Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera (2003, Coréia do Sul/ Alemanha) 99min, dirigido por Kim Ki-Duk
Sinopse: A história de um jovem vivendo em um tempo flutuante, sob os ensinamentos de um velho monge. Durante o aprendizado, cada estação do ano acaba representando um estágio da vida do jovem. Porém, a chegada de uma garota e a paixão entre ambos, acaba desviando o pupilo dos conselhos de seu mestre.
20/06 - Islã
Palestrante: Christian Karam
Curriculo: Historiador, com experiência em docência e pesquisa acadêmica sobre a História Medieval e Contemporânea da civilização árabe-islâmica, do Oriente Médio e do conflito árabe-israelense. Em relação a essas temáticas, já ministrou cursos e conferências no Brasil e na Colômbia, escreveu artigos e participou de debates e entrevistas nos meios de comunicação. Atualmente, organiza cursos e palestras e se dedica ao Mestrado em História Social na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Palestrante: Saleh Baja
Curriculo: Saleh Baja, 75 anos, nascido na Palestina. Chegou primeiro no estado de São Paulo, em 1953, e passou dois anos em Lins trabalhando como mascate. Só então mudou-se para o Rio Grande do Sul. Desde o início suas atividades estiveram ligadas ao comércio têxtil. Saleh mantém suas tradições islâmicas, pratica e estuda a religião, já tendo ministrados diversas palestras sobre o assunto no Brasil.
Filme: O Destino (1997, França/ Egito), 135min, dirigido por Youssef Chahine
Sinopse: No século 12, em Córdoba, o prestigiado filósofo Averroes criou uma escola de pensamento que vem refletindo em todo o Ocidente até os dias de hoje. O califa Al Mansur, no entanto, influciendiado pelos fundamentalistas, ordenou que todos os livros do filósofo fossem queimados.Para manter o trabalho de Averroes vivo, seus familiares e discípulos fizeram cópias dos livros e, apesar da perseguição, resolveram levá-los para além das fronteiras do Islã. Mesmo perseguido, o conhecimento humano fez uma jornada em direção ao Outro, em direção ao Progresso. O Destino, no entanto, não é apenas um relato da vida de Averroes; é também um filme de aventura, de amor, uma sátira à intolerância, seja ocidental ou oriental. Com surpreendente coragem, o diretor Youssef Chahine faz uma resposta aos grupos integralistas que conseguiram fazer com que seu último filme, L'Émigré, fosse proibido em seu país. Essa resposta, porém, surge em forma de comédia, tanto para satirizar o próprio acontecimento quanto para defender a liberdade.
==================================
O Ciclo de Filmes está sendo promovido pelos estudantes de Relações Públicas da UFRGS, Juliana Solano, Mario Borba, Rachell Fontoura e Rodrigo Colla, para a disciplina do 6º semestre do curso: “Organização de Eventos” ministrada pelo professor Pablo Fabian.
mais informações:
http://natelaenavida.blogspot.com/
9844.7476 - Rodrigo Colla
Apoio cultural: Tytius Camisetas Alternativas
* mais informações:
odiluvio.com
51.8487-5072
odiluvio@gmail.com
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Semana dos 5 anos da revista que não pára de cantar
da Redação
A revista O DILÚVIO comemora em 2008 seu quinto aniversário de vida no mercado editorial de Porto Alegre. São cinco anos repletos de temas, personagens, idéias, ações e produtos culturais. Sempre aberta ao debate e difundindo as manifestações artísticas, a Semana d’O DILÚVIO não poderia deixar de ser um importante canal de expressão da cultura.
Nesta meia década de jornalismo e entretenimento, nos tornamos uma das melhores e mais conceituadas revistas do país em nosso segmento. Questões polêmicas e atuais foram abordadas em nossas páginas. Discos, filmes e literatura foram comentados em nossas edições. Livros, CD’s e DVD’s de artistas locais e de outros estados foram encartados a cada edição. Renomados pensadores, jornalistas e músicos escrevem pra revista.
E quando uma nova edição chegava às bancas, O DILÚVIO tratava de produzir um evento para promover a revista e festejar com o público. Bandas como Mundo Livre S/A, Pedrada Afú, Zumbira e Os Palmares, Pata de Elefante e Bataclã FC se apresentaram nas concorridas festas de lançamento.
Para comemorar estes 5 anos e vislumbrar mais outros tantos pela frente, O DILÚVIO promove um acontecimento especial. Uma semana de eventos com filmes e debates, culminando com um show na última noite. Em vista os mesmos objetivos de sempre, como de costume em nossas páginas: divulgar a cultura, discutir as idéias, integrar a revista e nossos parceiros artísticos e comerciais com o público leitor.
ATRAÇÕES
Festa show com Graforréia Xilarmônica
Abertura: Fruet e Os Cozinheiros
Fechadura: DJ Basket
Manara Bar, avenida Goethe, 200
20 de Junho – 23h
ingressos: antecipado: R$ 10,00
- Lancheria do Parque (Osvaldo Aranha, 1086)
- Wallau Vídeo (Garibaldi esq. Cristóvão)
- Muffuletta (República, 657).
Quem comprar antecipado concorre a brindes que serão sorteados no intervalo entre um show e o outro.
na hora: R$ 15,00
- A Graforréia Xilarmônica está lançando duas músicas novas que integrarão o próximo disco, que está em fase de gravação. No repertório do show, canções dos seus três CDs, como Amigo Punk, Rancho, Empregada, além das novidades que já estão tocando nas rádios.
- Fruet e Os Cozinheiros conquistaram quatro categorias no último Prêmio Açorianos de Música. O reconhecimento da crítica gaúcha acontece logo após a banda retornar dos EUA, onde participaram do South by Southwest, importante festival alternativo que acontece em Austin, no Texas.
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NA TELA E NA VIDA - ciclo de filmes e debates após as sessões com convidados especiais
auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, rua Ramiro Barcelos, 2.705.
18, 19 e 20 de Junho – 18h45min
entrada franca
Os debates estão previsto para durar 50 minutos, e após seus encerramentos, será oferecido ao público uma degustação de comidas típicas das regiões destacadas nos filmes.
- 18/06 - Hinduismo
Palestrante: Lila Das
Currículo: Músico de mantras. Presidente do templo Hare Krishna de Porto Alegre - RS. Estudante da filosofia védica. Ministra palestra sobre a cultura védica há mais de 30 anos.
Filme: Ramayana - A Lenda do Príncipe Rama (1992, Índia/ Japão) 96min, dirigido por Yugo Sako
Sinopse: Temido pelo povo, Ravana exercia seu reinado maltratando e amedrontando a todos. Cansados de tanta crueldade, o povo implorava a Vishnu (Deus da Preservação) que ajudasse a se livrar daquele maligno e misterioso rei. Até que um dia suas preces foram finalmente atendidas na forma de um deus que desceu à Terra. Seu nome era Príncipe Rama. Ao receber a notícia, Ravana fica enfurecido e evoca os deuses do mal para destruírem o bom príncipe. A partir deste momento, tem início uma incrível e emocionante batalha entre as forças do bem e do mal.
19/06 - Budismo
Palestrante: Maria Conceição Dorneles
Currículo: Desde 1999 no Centro Budista Caminho do Diamante. Coordenadora do Centro Caminho do Diamante, em Porto Alegre - RS, aluna do Lama Ole Nydahl já ministrou palestras sobre budismo na Fase, Escola Santa Rosa de Lima e Uni La Salle.
Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera (2003, Coréia do Sul/ Alemanha) 99min, dirigido por Kim Ki-Duk
Sinopse: A história de um jovem vivendo em um tempo flutuante, sob os ensinamentos de um velho monge. Durante o aprendizado, cada estação do ano acaba representando um estágio da vida do jovem. Porém, a chegada de uma garota e a paixão entre ambos, acaba desviando o pupilo dos conselhos de seu mestre.
20/06 - Islã
Palestrante: Christian Karam
Curriculo: Historiador, com experiência em docência e pesquisa acadêmica sobre a História Medieval e Contemporânea da civilização árabe-islâmica, do Oriente Médio e do conflito árabe-israelense. Em relação a essas temáticas, já ministrou cursos e conferências no Brasil e na Colômbia, escreveu artigos e participou de debates e entrevistas nos meios de comunicação. Atualmente, organiza cursos e palestras e se dedica ao Mestrado em História Social na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Palestrante: Saleh Baja
Curriculo: Saleh Baja, 75 anos, nascido na Palestina. Chegou primeiro no estado de São Paulo, em 1953, e passou dois anos em Lins trabalhando como mascate. Só então mudou-se para o Rio Grande do Sul. Desde o início suas atividades estiveram ligadas ao comércio têxtil. Saleh mantém suas tradições islâmicas, pratica e estuda a religião, já tendo ministrados diversas palestras sobre o assunto no Brasil.
Filme: O Destino (1997, França/ Egito), 135min, dirigido por Youssef Chahine
Sinopse: No século 12, em Córdoba, o prestigiado filósofo Averroes criou uma escola de pensamento que vem refletindo em todo o Ocidente até os dias de hoje. O califa Al Mansur, no entanto, influciendiado pelos fundamentalistas, ordenou que todos os livros do filósofo fossem queimados.Para manter o trabalho de Averroes vivo, seus familiares e discípulos fizeram cópias dos livros e, apesar da perseguição, resolveram levá-los para além das fronteiras do Islã. Mesmo perseguido, o conhecimento humano fez uma jornada em direção ao Outro, em direção ao Progresso. O Destino, no entanto, não é apenas um relato da vida de Averroes; é também um filme de aventura, de amor, uma sátira à intolerância, seja ocidental ou oriental. Com surpreendente coragem, o diretor Youssef Chahine faz uma resposta aos grupos integralistas que conseguiram fazer com que seu último filme, L'Émigré, fosse proibido em seu país. Essa resposta, porém, surge em forma de comédia, tanto para satirizar o próprio acontecimento quanto para defender a liberdade.
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O Ciclo de Filmes está sendo promovido pelos estudantes de Relações Públicas da UFRGS, Juliana Solano, Mario Borba, Rachell Fontoura e Rodrigo Colla, para a disciplina do 6º semestre do curso: “Organização de Eventos” ministrada pelo professor Pablo Fabian.
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51.8487-5072
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