#CADÊ MEU CHINELO?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

[over12] VOTO NULO: RESPEITE MINHA OPÇÃO!


::txt::Tiago Jucá Oliveira::

Nas eleições deste ano, e nas passadas também, percebe-se certo desconforto entre aqueles que irão votar em algum candidato quando alguém se manifesta por anular ou votar em branco. Dizem que é inadmissível, que deixarei que os outros decidam por mim, que estou abdicando dum direito, que ajudarei quem “está na frente” e depois não posso reclamar. Não é bem assim! O voto é meu, secreto, e vivemos numa sociedade democrática, portanto escolho de acordo com minhas convicções. Assim como eu respeito quem vota no Fortunati, na Manuela ou no Villa, peço o mesmo respeito em relação a minha opção eleitoral. Se você acredita num deles, vote nele.

O voto nulo não ajuda quem está na frente. Primeiro que na hora de votar não sabemos quem está ganhando, pois a apuração começa somente depois de encerrado o pleito; segundo porque quem elege o vencedor é quem vota nele. Deixarei, dizem, que os outros escolham por mim? Creio que meu voto não vale nada. De novo, vale lembrar, o voto é meu e tenho o direito de pensar assim sobre ele. Não foi meu voto que elegeu Dilma ou deixou de eleger Serra. Aliás, não sou nem você quem escolhe os candidatos, eles já são definidos por uma minoria que domina os partidos políticos. Eles, na verdade, é que decidem por mim, e por você também.

Não acredito em democracia “representativa”. Nessa falsa representatividade, todo voto acaba por ser nulo. E não creio que a escolha da maioria deva sempre prevalecer sobre as minorias. Hitler e Bush, por exemplo, foram eleitos pela maioria. Se na época da ditadura era proibido votar, hoje é obrigatório. Proibir e obrigar são duas imposições nada democráticas. Mas se existe a opção de não votar em ninguém, porque não posso anular? É uma das formas de protestar contra diversas coisas, e, repito, numa sociedade democrática, tenho o direito ao protesto, como todas as greves, manifestações ou marchas fazem. Assim, não abdico de participar. Participo protestando. Se pago meus impostos, porque não posso reclamar? Nossas urgências não cabem nas urnas!
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