#CADÊ MEU CHINELO?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

[wermei] GUERRINHA!

::txt::Daniel Sander::

Caro Guerrinha:

Primeiramente, não tenho nada contra ninguém! O que eu vou escrever não é pessoal! São impressões, opiniões que eu fui formando ao longo dos últimos anos. Hoje tenho 32 anos. Talvez faz 5 anos que eu consiga realmente discernir tudo que acontece ao meu redor. Portanto, gostaria que você lesse o e-mail até o fim. E gostaria mais ainda que você estivesse em um ambiente que pudesse refletir sobre ele.

Estou me dirigindo a ti, porque te acho inteligente, com sabedoria e capacidade pra entender o que eu vou te dizer. Não vou escrever pro Leandro Behs ou pro Diogo Olivier. São uns guris. E como escrevem e falam asneiras. Às vezes acho que eles não tem noção da dimensão que é opinar sobre futebol; da quantidade de pessoas que leem ou ouvem o que eles falam. Fico pensando como será o Sala quando eles substituirão o Ruy, o Lauro e o Sant’Ana. Mas enfim, o que me motivou a escrever o texto, não são eles. É sobre a forma como vocês , imprensa esportiva, desempenham a função, a atividade, o profissão.

E, tratando dessa questão, é inevitável citar o Ruy Carlos Ostermann. Eu até sou suspeito pra falar, porque tenho admiração por ele. É o Armando Nogueira da imprensa esportiva gaúcha. Um pouco de Nélson Rodrigues. Ele consegue ver o futebol de uma forma mítica, mágica, prazerosa. Essa é a palavra. Ele sente prazer naquilo que faz. Os textos dele são magníficos. E quando comenta um jogo, se atém ao que acontece dentro das quatro linhas. Não pede demissão de um técnico. Não escala time. Não define esquema tático . Deixa o leitor ou o ovinte formar a opinião. É exatamente o que eu espero de um cronista. Por outro lado, vocês passam a impressão de não ter prazer naquilo que fazem. É só o lado negativo. E, o pior, é nunca admitir o erro. Eu poderia fazer um dossiê sobre as contradições de vocês ao longo de um ano. É passado, mas vou citar, porque isso repete há anos no Inter. A perseguição a quase todos os técnicos que passam pelo clube. Eu lembro que o Muricy era muito criticado, mas a partir do Abel eu comecei a perceber isso de uma forma mais clara. E seguiu Tite, Fossati, Roth. Massacrados pela imprensa. A temporada no futebol tem 10, 11 meses. Vocês criticaram o time em 9. O time campeão da Libertadores. Uma competição difícil, diferenciada, que nunca foi e nunca será fácil de conquistá-la. Mas, agora que houve a tão exigida mudança de técnico e o time não evoluiu, mudou a foco das críticas. Agora não se questiona o trabalho do técnico. Se questiona a qualidade do grupo de jogadores. Não mais do técnico. O que me deixa até feliz. A imprensa acordou, eu diria. Mas sem jamais admitir o erro. Porque até o mês passado esse grupo poderia render mais.


Mas eu não queria falar sobre o Inter. Na verdade, o que me motivou a escrever esse texto foi o Ruy. Mais precisamente a forma como vocês tratam ele. Um empresário que atua no futebol, amigo meu, tem exatamente a mesma impressão que eu. Por isso resolvi externá-la. Vocês, principalmente colegas de empresa, tentam ridicularizá-lo, diminuí-lo, menosprezá-lo. Dias desses, o Wianey respondeu um e-mail só com críticas ao Ruy. Talvez por inveja, talvez por que ele é único que critica seus pares. Talvez ele esteja velho, talvez está na hora de se aposentar. Pode ser. Mas dificilmente irá surgir alguém igual a ele!
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