#CADÊ MEU CHINELO?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

[Do Amor] E QUE BALANÇO É ESSE?

::txt::Luciano Viegas::

A baixa densidade demográfica no concerto veio pra desbancar de vez a teoria malthusiana, bem como a falácia da autodenominada cidade do rock. Não mais que 50 pessoas foram assistir ao baita show do Do Amor, banda carioca cacofonia-inevitável que nos fez chacoalhar até a mãe com suas melodias rebolantes, no no começo de fevereiro (desculpe, leitor, mas a editoria do blog estava de férias e esta resenha ficou na espera para ir ao ar).

Há de se comentar que inicialmente alguma espécie de broxismo contagioso atingia o público, tímido, que deixava um desconfortável espaço vago bem em frente ao palco, até sermos intimados, pelo guitarrista Gustavo Benjão, a encoxar as caixas de som, que urgiam pelo aprochego.

Pepeu baixou nos caras e as duas melhores músicas do disco, “perdizes” e “pepeu baixou em mim” foram entoadas com fervor, pulinhos e swing qualificado pela pomposa equipe jornalística de colaboradores d'O DILÚVIO que acompanhava o reboliço.

Eu poderia fazer uma piadinha com o baterista Marcelo Callado, e dizer que ele até fala bastante, mas aí fica chato, né. Aliás, esse é um aspecto interessante da banda: os quatro integrantes fazem voz e, apesar do baixista Ricardo Dias Gomes ficar centralizado no palco, não é protagonista. Ao mesmo tempo, todos são.

O som funciona bem assim, os músicos são ótimos. Ricardo e Marcelo tocam paralelamente na Banda Cê, que acompanha Caetano. O quarto e último integrante, porém não menos importante é Gabriel Bubu, baixista do Los Hermanos que agora guitarreia no Do Amor.

O show teve ainda a participação de Diego Medina que subiu no palco de bermuda e chinelo, cantou “epilético”, se atirou no chão convulsivamente e ainda tascou-lhe uma chinelada na guitarra do Benjão, maltratando a pobrezinha com um quê de genialidade, mas sem finesse.

O menor público da história do Beco não diminuiu o espetáculo – e deu até um gostinho de “exclusividade” pra nós, que curtimos essa mistura louca de indie rock, axé e um tiquinho de carimbó. Falamos com eles depois, reclamando que faltou “vem me dar”, outra faixa foda do disco. Disseram que vão dedicar pra nós no próximo show.

Do Amor merece a degustação. baixe aqui
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