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segunda-feira, 25 de abril de 2011

[negodito] QUEM NÃO TEM LAÇADOR, PESCA COM PATO

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2010 foi um bom ano pra música gaúcha. Pela primeira vez no prêmio uirapuru, que organizo há 11 anos com a colaboração de jornalistas e artistas, uma banda daqui é eleita a melhor do ano. Estou falando da Apanhador Só, que ano passado lançou seu primeiro disco. Porém, há porém, não é somente porque eles ganharam na categoria de melhor banda, dum premio promovido por mim, que vou aqui impor que 2010 foi bom.

Esqueça o meu gosto confrontado com o seu, e vamos nos deter em números. Pra um lugar longe demais das capitais, e sem um mercado interno forte que de sustentação aos artistas, o ano que terminou no verão passado nos trouxe, relativamente, muitos discos. Uma listagem rápida: além da Apanhador Só, tivemos a volta dos Replicantes, o maravilhoso retorno de Vitor Ramil, mais um disco da Pata de Elefante, Identidade, a revelação Gisele de Santi, a sempre boa Walverdes, o primeiro disco solo do Gustavo Telles (o baterista “Prego”, da Pata de Elefante), Gulivers, … bem, falei das que lembro de cabeça e que eu curti.

A Apanhador Só é um caso pra ser estudado. Um jornal de Minas (desculpe, leitor, não lembro qual muito menos tenho o link) disse que era a banda menos gaúcha que já conheceram. Tive a oportunidade de perguntar a eles num programa de radio da Ipanema FM sobre isso, e eles foram bem taxativos: “se somos do RS, impossível nossa música ser menos gaúcha que a de fulano ou a de beltrano”. Eles tem razão. Creio que há um rótulo pra nossa música. Se usa lenço e bombacha, é música gaudéria. Se é gurizada com guitarra nos braços, é o rock gaúcho. E dispensa-se outras formas de manifestação musical? Não!

Numa linha semelhante ao da Apanhador (isso não quer dizer que façam sons iguais ou parecidos, e sim não estão nas duas opções acima) podemos incluir bandas e artistas bem legais, mas sem quase nada de projeção nacional: Subtropicais, Funkalister, Richard Serraria, Zumbira, Bandidnha de
Da Dó, Samba Grego, entre outras. Tonho Crocco, ex-vocalista da Ultramen, também pode entrar nesse balaio, com a diferença que ele tem um pouco mais de projeção, devido a história que construiu com a Ultramen em quase 20 anos, além, é claro, do talento que tem pra compor e cantar.

PS.: Esse é somente meu primeiro texto pro Nego Dito. Introduzi nossos artistas, dei um breve panorama, ainda não sei pra quem estou escrevendo. Mas, como já dizia o ditado, quem não tem laçador, pesca com pato.
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