#CADÊ MEU CHINELO?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

[temperos do rock] PRISMA DISCOS!

:: txt :: Toniolo ::

    Tem sonhos de adolescentes que ficam adormecidos as vezes por muitos anos em nossas cachopas e, foi isto que aconteceu comigo e meus amigos de confraria no dia 28/05/11.
     Tinhamos marcado este encontro há pelo menos uma semana, mas sabe como é a vida adulta (hobby com amigos, nunca estão garantidos), é problema de ordem conjugal, familiar, gatos e cachorros ou perda de um ente querido, a Lei de Murphy nestes dias funciona dobrado (ainda pego este cara).
     Já tinhamos desmarcado 12 horas antes o compromisso. Acordei no sábado, fiz meus serviços de rotina, lá pelas 11hs resolvi passar um mensagem de apoio para o Diego, pois senti que o amigo estava abatido com a perda da Mãe do seu colega de Stemac.
       Em seguida recebo uma ligação, era o Diego retornando do velório com o Renato me convidando para almoçar, aí pensei Hah, vou levantar o astral destes caras.
        Passaram lá em casa e rumamos para comer um Xis no famoso Lú, segundo o Marroco este xis é clássico em Canoas. Realmente o meu xis salada estava na medida, gostei muito.
        Após a refeição, vamos finalmente conhecer a Prisma Discos em Canoas, pairou-se uma dúvida no ar, chegamos na esquina da rua 15 de janeiro com a rua tiradentes e o Renato me olha na esquina e larga: "não é descendo o calçadão próximo a Estação Canoas?", Hah, mais uma pérola do Renato, olhei pra ele e falei: "não meu amigo é pra esquerda que vamos em busca das raridades".
         Subimos o 1º andar de escadas do Edificio de nº 130 - sala 102 na rua Tiradentes (viu Renato?), e chegando lá o Renato me larga outra: "Professor", hah, pensei comigo, não acredito, ele conhece o Cláudio Berzagui, e a tal loja que o Renato falou existe, era de um ex-funcionário da Prismas Discos, explicou o Cláudio.

                              Sr. Cláudio - Dono da Prisma Discos.


       Saudações iniciais e apresentações, cada um foi buscar suas pérolas...
 
                                       
   Acredito que todos ficaram muito satisfeitos com suas bandas.

 Comecei a frequentar no ano de 1994 na época em que era estudante e cursava o 2ª grau no La Salle em Canoas (depois me rebelei e fui fumar meu Marlboro no Cristo Redentor, isto fica pra outra hora), através de um amigo chamado Fabian o cara era paulista e veio pro sul, rockeiro nato, este recinto é natural e se torna obrigatório para qualquer cidadão que possua não somente belas orelhas em seu hard drive batizado de cabeça pelo humanos para usar óculos, mas sim ter uma mar livre de oportunidades num lugar que se respira música e já inspirou muitos que já passaram por lá.
Pra finalizar, a Prisma é um rota que deveria ser oficial em qualquer panfleto ou folder como roteiro desta cidade e porque não do Estado, você vai achar tesouros que poucos lugares vão ter no Brasil.
O que eu mais gosto neste lugar é que é o tipo do local como o bar do Alfredo, frequentam esta loja todo o tipo de gente: rockeiro, músico, radialista, DJ, gente idosa que vocês não acreditam como chegaram lá e, amantes da música como eu. E o cara é anti-internet não faz questão de vender seu peixe na web, ou seja, como o Alfredo funciona pelo boca-boca. É impossível ficar num local deste menos de 1 hora. Ah o Tio Cláudio serve um bom café preto, pros mais chegados, como é que eu sabia ???

Saindo de lá, o Diego me larga, vamos tomar uma ceva antes de ir embora ? ok. todos concardaram, e a idéia foi conhecer o famoso Amadeus de Canoas, local clássico, como muita história, inciado em 1962, é o Alfredo ou Lourival de Canoas.
 
 
Trio da Confraria Temperos do Rock. Degustando uma Serra Malte, e discutindo sobre os cd´s comprados.
 
E pra finalizar este sábado de locais clássicos em Canoas, pedimos uma calabreza deliciosa.
Valeu cada momento.
Precisamos fazer isso sempre.
Cada local deste tem uma história inimaginável, tantas fatos ocorreram nesses locais que seria impossível não entrar pra história de Canoas juntos com vocês em um Sábado Clássico Edição Especial da Confraria Temperos do Rock.
 


terça-feira, 2 de outubro de 2012

[copyleft] MANUELA, SEMPRE MANUELA




::txt::Leandro Demori::


Finalmente estamos na reta final da campanha eleitoral desse ano. Até que eu não me senti incomodado. A fase pede que eu ignore a TV sempre que possível, então foi tudo muito bem por aqui.

Ontem, por acaso, prestei atenção à propaganda eleitoral forçada entre o JN e a novela. O que mais me incomoda são os jovens da política. Já é comum que todos preguem renovação (até mesmo quem está no poder a prega, de um modo diferente). Mas os jovens são claramente os mais apegados à inovação e renovação, quase sempre sem explicar o que isso quer dizer e nem como pretendem chegar a ela.

Com os partidos políticos cada vez mais iguais (e igualmente ruins), talvez alguma ponta de salvação poderia vir de poucas cabeças, jovens, arejadas, que não entendem a política como ela é, que são menos ambiciosas em termos de projetos; que prometam coisas menores e mais factíves em vez de tentar nos enfiar goela abaixo que uma cidade como Porto Alegre, estagnada desde os anos 70, vá se tornar um lugar minimamente bom em 4 anos. Não, não vai. Para de mentir pra mim que toda vez que tu faz isso eu penso que tu é um aspirante a bandidinho.

Morei por 10 anos em Porto Alegre, onde governos de todos os tipos se sucederam e levaram consigo todos os aliados disponíveis na praça e a única observação que posso fazer é que a cidade mudou exatamente: zero por cento.

Então entrariam os jovens, mas essa gente que aí está no programa de TV, pelo amor de deus.

Não voto no domingo, mas certamente não votaria em alguém como a Manuela, por exemplo, que repete os mesmos clichês e os mesmos trejeitos de políticos com 50 anos de paletó pendurado. Isso não é mudança ou renovação, é só fazer uma cópia autenticada pra substituir um documento velho.

Boa sorte, Porto Alegre. Vai precisar.

[copyleft] A AMERICANIZAÇÃO, SURTO TELEVISIVO E O EFEITO DAS IGREJAS NEO-PENTECOSTAIS


  A liberdade americana configura-se numa mácula humana desejado e venerado por 1/3 da população mundial. As características do desenvolvimento e progresso americano caminham sempre atrelado ao aniquilamento espiritual do indivíduo complementando com a degradação do coletivo e sobretudo do ambiente natural, devido fundamentalmente ao seu engajamento compulsivo de um desejo insano e obsessivo pela expansão do capital.

 Antigamente o mal atacado era as grandes monarquias e impérios, depois os governos ditadores. Hoje a grande ditadura está concentrado nos grandes monopólios de multinacionais que ditam e influenciam decisões em todos os setores da sociedade sobretudo na área governamental devido ao seus poderes de barganha e lobby. Criando problemas e soluções nos desvirtuamos da cadência e sensibilidade humana. Criamos produtos sem a mínima real utilidade que banalizam as vontades humanas, movidos por um ímpeto cruel de empresários e picaretas que tem como arte a venda desses produtos.
 O incentivo a competição e individualidade são castigos severos para aqueles que não se adaptam a esta conjuntura político-social e econômica agressiva na qual a própria educação de base já está vendida ao mercado de trabalho. Não formamos mais cidadãos e sim aventureiros a procura de uma vaga de emprego em meio ao caos selvagem do cotidiano. Exigisse cada vez mais qualificação de mão-de-obra da massa desvalida e sem um salário que possa investir em um futuro melhor. Mais e mais formamos assim os excludentes meros espectadores deste teatro social. Tal maneira sistemática de marginalização brutal e egoísta desta sociedade projeta sobre nós a maneira como devemos involuntariamente sempre pensarmos.

 Tentamos ousar objetivando as conquistas e metas com jogos de manipulação e determinação boçal, nossas vidas caminham para a arte da rivalidade social, o senso de comunhão e bem estar social onde a preocupação com o próximo, ideal da antiguidade humana, na sociedade atual se diluiu ao passar do tempo.
 Voltando a questão americana, é inegável a gama de influência desta cultura sobre todos nós pois através desta nação, que carregou o mundo levantando a bandeira por uma terra de liberdade e sonho americano, está cada vez mais nos mostrando os problemas e o fim trágico que o capitalismo selvagem exerce sobre os países com menos riqueza natural e de baixo consumo, caracterizando o conhecido quadro de competição descomunal onde quem tem menos tende a ter menos ainda e quem tem mais terá sempre mais.
 Os meios de comunicação de massa nos influencia desde a infância a negarmos nossas raízes, também ditando regras raciais e de classe e nos educando a se portar como grandes consumidores. Aprendemos com filmes hollywoodianos, com apresentadoras tingidas de loiras e apresentadores sempre da raça branca - de brancos latinos que nasceram nas classes mais economicamente ativas e que se vêem nos filmes de brancos americanos de origem nórdica - com roupas que destacam sua posição e confrontando com os convidados sempre de maneira intocavelmente éticos e moralmente superiores, destacam a prática senhorial e de colônias a serviço do capital exterior.

 O pobre, pardo e o negro são meros expectadores desta sociedade, seres excludentes que por não participarem das classes mais abastadas devem por assim dizer estarem efetivamente participando dos papéis secundários nesta sociedade.

 Que a competição é a tônica desta sociedade, também o culto a beleza justificado por livros de auto ajuda que ensinam que o amor ao próximo só nasce se enchermos nosso ego de pomposos produtos de beleza, o poder, status, fama e uma série de características já cravadas e cultuadas nesta sociedade bizarra.

 Como crianças não dotados de uma influencia primordial por parte de nossas pais que estão muito atarefados em busca das migalhas, a tv abre o espaço em nossas salas e quartos para nos educarmos, mesmo em raros momentos estando com os pais que permitem tal influencia pois já foram doutrinados deliberadamente desta mesma maneira nos tempos de convívio com seus pais. Por longos anos a influencia da tv no brasil deve servir para estudos acadêmicos mais aprofundados. A relação criança e tv no brasil exerce sobre o adulto sua formação como indivíduo no seio da sociedade.

 O impacto sobre o pobre, negro e pardo ao se ver na tv como produtos distorcidos e conduzidos ao negligenciamento social sentencia-os a viver de forma exclusa e sectária. Ao não se verem nos filmes mais sofisticados aprendem que não são bem qualificados esteticamente, culturalmente e socialmente para servir a decadência moral. Se lembrarmos que a maioria da população brasileira é parda, negra e pobre chegamos a conclusão que este disparate televisivo é uma grave afronta a formação de uma sociedade unificada e condizente com seus anseios como pátria que almeja saltos grandiosos sobre o capitalismo e progresso neo-liberal. É o chamado complexo de vira-lata que padece sobre nós.

 Quando observamos nossa conduta como indivíduos reféns de nossos produtos, de nossas vontades e vaidades, através do maniqueísmo social que se apodera sobre todos nós, que independe de raça, credo ou classe, onde todos estão acorçoados, todos estão condenados desde a infância por uma condição de servidão social apática, temos por obrigação cumprir com o dever de servos na qual a variação ou desvio de conduta resultará em uma punição torturosa. Esta punição se da através da exclusão social e econômica, focando na negação de emprego ao servo que não acompanha a dinâmica alucinante do mercado de trabalho capitalista. Sem emprego o escravo tornar-se então um empecilho às pessoas ao seu redor, vagando errante e sem chance de poder participar efetivamente do ciclo mecânico e ganancioso capitalista ou da chamada dialética capitalista, não podendo enfim contribuir para os grandes lobos do poderiu capitalista. O servo sem capacitação se entrega aos prazeres ilusórios desta matrix. Surge então os aproveitadores emocionais que outrora o avisava, alertava de que se o seu ritmo não estiver em sintonia irá tombar. Com a condição de miséria e exclusão social do servo, montam um cenário onde a necessidade de evitar os males desta sociedade e promover um caminho penoso mas com resultados é o início da desejada conquista de soberania do servo. O explorando com promessas de enriquecimento através da teoria da prosperidade sugam sua energia, o colocam nas televisões para servir de exemplo para os demais servos, o colocam como exemplo de alguém que superou os temíveis desafios, mostrando ao servo que não basta crer na salvação, você deve modificar sua personalidade por completo para então conseguir avançar sobre os demais servos. Usando palavras impactantes como derrotas, desilusão e vitórias, prosperidade, lutas e batalhas; artifícios como o uso de noções psicológicas e psiquiatricas bem difusas na atual sociedade como depressão e transtornos mentais, fabricam as teses que iludem e convencem os servos de que a situação de degradação espiritual e financeira esta na falta de fé.

 Nesta atual conjuntura de fábrica de ilusões é que permeia todos nossos anseios em nossas vidas de servo e consumidor exigente. Cambaleando e vacilante esta o servo, sempre em busca de novas realizações e de soluções para suas necessidades neste cenário onde quem perde sempre será ele e quem ganha são os grandes mentores desta enigmática cadeia de lucros mundial. Hoje vivemos mais que nunca sentenciados a espera da vinda de um Messias, ET's ou alguem com tal capacidade grandiosa ao ponto de dar fim ou atenuar este terrível sofrimento existencial.

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