#CADÊ MEU CHINELO?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

CTRL-Z DA REALIDADE

# que conversa é essa?! #
À venda num futuro próximo



txt: China
ilstr: Kila Novaes


A tecnologia trouxe benefícios e comodidades até para quem reside no terceiro mundo. Hoje, temos diversos serviços para "adiantar" a nossa vida e, na real, estamos começando a ficar sem utilidade, pois, no mundo moderno, só precisamos pensar e mover alguns dedos. Até a fala está sendo deixada de lado. Se precisamos de novos amigos, Orkut neles, mas sem voz, só palavras escritas numa tela. Enviar uma carta? Sair de casa? Não. Email! Aquele cafezinho rápido? A cafeteira elétrica faz. Mas ainda faltam algumas invenções que, nesses tempos nebulosos, ajudariam muito.

Imagine se existisse um CTRL + Z para a realidade? Tudo seria mais fácil. Com um simples toque voltaríamos as nossas ações ao ponto anterior, ou, sendo mais claro, desfaríamos as merdas que fizemos. Desde um copo que escorregou da mão a um assassinato. O poder de voltar atrás as decisões mal acertadas ou até mesmo o que não tem concerto. Se existisse um negócio desse em 1995, a Parati marrom da minha mãe não teria batido em três carros e eu não estaria dirigindo sem carteira de motorista. Depois que eu visse o estrago, apertaria meu CTRL+Z de pulso e, como mágica, tudo voltaria à mais perfeita ordem. E aquela namorada que escorregou das minhas mãos depois do par de chifres que botei nela com a menina mais feia da minha rua? Que merda! Ops, que merda não, CTRL+Z!

Para os políticos essa tecnologia seria um artefato de extrema necessidade. E consequentemente haveria mais honestidade nesse país, pois, se a cada vacilo eles ativassem o CTRL+Z, menos estragos fariam na desafortunada fortuna do Brasil. E melhor que isso, o nosso voto nas eleições poderia ser alterado. O senador roubou? CTRL+Z! A ministra está esbanjando com cartão corporativo? Volta! Será que a Apple ou a Microsoft já estão preparando essa revolução tecnológica? Se já podemos usar chips em nosso sistema nervoso, por que não inserir outras vantagens nesse negócio? "Implante um chip Intel, volte a andar, e leve de graça uma versão demo do novo CTRL+Z, um sistema que desfaz atos indesejados". Que mundo perfeito!

O meu único receio a esse produto são os efeitos colaterais. Acho que teríamos um "bug" humano, uma falha no sistema operacional real. Viveríamos no limiar entre a verdade e a mentira, o ato e a consequência. Estaríamos sempre em cima do muro, mesmo tendo pisado nos dois lados que a muralha do arrependimento separa. Não daria para descobrir o que é real. As pessoas seriam mais falsas, pois, com apenas um click, alterariam as ações a seu favor e nunca saberíamos a verdade dos fatos. Nos meios de comunicação haveria um caos generalizado. A cada minuto as manchetes mudariam e não teria como a imprensa acompanhar a velocidade das mudanças. Certamente passariam por mentirosos.

Já me disseram uma vez que "para cada tecnologia existe uma guerra, para cada progresso uma degradação". Resumindo, iriamos acabar nos acostumando com os novos tempos e, claro, continuaríamos nossa caminhada em busca da solidão total, real e virtual! Por enquanto, a tecnologia do CTRL+Z humano ainda não está disponível, mas temos o modelo analógico: a nossa consciência!

terça-feira, 7 de abril de 2009

WY SO ?


# coletânea virtual #

O novo som das Minas




txt: Basket Selector
art: Arlei Arnt


O DILÚVIO apresenta seu primeiro álbum virtual para download. O cenário é Minas Gerais. O olhas, aliás, o ouvido é de DJ Yuga, da Black Sonora, convidado a selecionar 10 artistas dentre tantos da rica música mineira. “Foi uma tarefa difícil”, conta Yuga, entrevista que pode ser lida no encarte .

WY SO? - o novo som das minas, é um novo projeto d’O DILÚVIO, que terá continuidade com outros volumes. “O objetivo é amplificar a diversidade musical do Brasil”, lembra Basket Selector, produtor da coletânea. As faixas também podem ser ouvidas em O DILÚVIO Space Radio .

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WY SO? - o novo som das minas


pra fazer download, clique no botão abaixo; é gratuito, basta pagar com um post no seu Twitter ou Facebook pra ajudar a divulgar.




DJ Roger Dee - Intro
Juarez Maciel e Grupo Muda - Zapata
Chico Amaral - Sambage à Trois
PROA - Periquitaranha
Deco Lima & O Combinado - Bola pro Mato
DJ Roger Dee + Dokcttor Bhu e Shabe - Beija-Flor e Carcará
Babilak Bah - Vou me Raoni
Sérgio Pererê - Labidumba
Raquel Coutinho - Toca Preu Rodar
Renegado + Alain e Cubanito - Conexão Alto Vera Cruz Havana
Julgamento - Bola da Vez

segunda-feira, 6 de abril de 2009

CONTRA A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE PROSTITUTO



# over12 #

Diploma pra chupar o pau da grande mídia ?


txt: Tiago Jucá Oliveira

Uma discussão permeia uma das classes mais falsas e mesquinhas da sociedade, na qual infelizmente me incluo. De um lado, jornalistas que tentam melhorar a imagem da catigoria, através de mídias marginais e autônomas, contrapondo a versão oficial. Do outro lado, os prostitutos, fiéis e mansos na frente dos patrões, mas leões diante dos colegas de profissão, inclusive processando alguns deles.

O tal debate se dá em torno da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalista. Vejamos alguns argumentos dos prostitutos, liderados pela Fenaj: "Em 1964, há 45 anos, na madrugada de 1° de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart e instaurou a ditadura que castigou o Brasil durante 21 anos. A sociedade brasileira pode estar diante de um novo golpe. Desta vez, direcionado contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados para exercer o Jornalismo, com formação teórica, técnica e ética."



Égua, macho! Jornalistas com formação teórica, técnica e ética! Onde há isso na grande imprensa? O que esses prostitutos querem é muito simples. Com menos concorrência no mercados, eles se mantém nos seus empreguinhos ridículos, dando a previsão do tempo e puxando o saco do superior pra evoluir dentro da empresa, pra quem sabe ir pro canal ruralito. Um dia quem sabe vira um Diogo Mainardi.



Se estão tão preocupados com um jornalismo ético, por que trabalham na Veja, na Folha, na Zero Hora, na Band, no O Globo? Por que não levantam a voz contra a censura que está acontecendo aqui no Rio Grande do Sul? Meda do patrão? Bando de hipócritas! É uma vergonha ter colegas do nível de vocês!

Sem diploma há tantos jornalistas melhores que esses prostitutos que nem cabe aqui o nome de todos, mas só pra humilhar: a Sabrina Sato faz jornalismo melhor que a maioria dos diplomados. Isso em falar em Regina Casé, Dráuzio Varela, Fernando Gabeira, Arlei Arnt, os Alexandres do Jornalismo B...

Podem até aprovar essa palhaçada, mas aqui na redação essa lei não valerá. Mais vale uma Sabrina sem diploma do que um Fotonaldo com diploma. Jornalismo não é profissão. É dom! O mesmo vale pros prostitutos: se você é um, não é a falta de diploma que vai impedir de você lamber o chão da sala do chefe. Conheço você desde os tempos de faculdade, e já naquela época era um puxa saco dos professores e um traíra com colegas. O tempo muda. Você não! Nada por amor, tudo por dinheiro.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

NAÇÃO ZUMBI



# noé ae ? #
O original não morre falso

txt e phts: Rodrigo Colla


No dia 26 de março, quinta-feira, a banda esteve em Porto Alegre – RS pela primeira vez desde o lançamento de seu último disco “Fome de Tudo” (2007), que ganhou o prêmio Uirapuru de melhor álbum da música brasileira em 2007, tendo ainda as músicas “Bossa Nostra” e “Inferno” respectivamente em primeiro e segundo lugar no quesito melhor música, além de outros prêmios e figurações no topo do ranking de diversas categorias. Ver lista completa >>> AQUI <<<



A Nação Zumbi foi ao palco do Drakkar Music Hall por volta das 00h30min. O público nitidamente já mostrava sinais de ansiedade. Era uma fome de tudo interativa e vinda de todas as partes, fome de ouvir e ser ouvido, fome de Fome de Tudo, “forte como quem come”. Foi com a canção que dá nome ao álbum que a banda de Recife abriu o show, o público pôde, satisfeito, degustar os primeiros acordes e rufares.



Cabe fazer um “parêntese” aqui para falar do último disco da banda. O álbum Fome de Tudo é certamente o melhor da Nação Zumbi desde a morte de Chico Science. Parece ser também o mais maduro e se pode considerar perfeitamente uma obra de arte como um todo, onde o conteúdo é indissociável embora separado por faixas. Percebe-se uma coerência entre as canções, elas são bem amarradas e constroem o significado do que vem a ser a “Fome de Tudo”. Através desses entre outros fatores, a banda prova uma maturidade atingida por poucos na música contemporânea. Em A Culpa, faixa 10 do Fome de Tudo há um verso que diz “o original não morre falso”. A originalidade da Nação Zumbi é perene e parece reviver e se resignificar cada vez de forma mais original.



A Nação Zumbi mesclou canções do Fome de Tudo com músicas da época de Chico Science e sucessos dos álbuns anteriores como Meu Maracatu Pesa uma Tonelada, Blunt Of Judah e Hoje, Amanhã e Depois. Executou sua versão de Quando a Maré Encher da banda Eddie e homenageou ainda Jorge Ben com Umbabarauma e Siba e a Fuloresta com Bringa.

A banda fechou o show com Da Lama ao Caos, música que dá nome ao álbum de 1994, considerado fundador do movimento manguebeat. O público ainda ficou querendo mais e “sem fastio, com fome de tudo”, gritou em uníssono “Nação Zumbi”.

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

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