#CADÊ MEU CHINELO?

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

[agência pirata] O TEMPO FECHOU EM BRASÍLIA




::txt::Suzana Singer::

Na cobertura do caso Cachoeira, a imprensa precisa evitar a armadilha do PT, mas precisa dar exemplo de transparência

As nuvens carregadas do novo escândalo político que tomam Brasília são um tremendo desafio para a imprensa. Personagens tidos como probos estão sendo revistos, um sem-número de interesses emerge a cada nova revelação, não é fácil entender a posição do governo e a própria mídia está sob escrutínio.

A primeira surpresa do caso Cachoeira foi a descoberta de sua relação com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), até então uma espécie de arauto da moralidade, sempre disponível para repercutir denúncias de corrupção. Só nas páginas da Folha, ele se pronunciou contra juízes, o PC do B, Palocci, Arruda, José Sarney, Renan Calheiros...

Figura importante na denúncia do "mensalão", o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), também aparece nas investigações, que apontam uma influência do bicheiro em seu governo.

Mas não sobrou apenas para a oposição. Sombras foram lançadas sobre o governador petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e sobre um assessor que dava expediente no Palácio do Planalto.

Em meio à confusão, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, detectou uma "operação abafa" de setores políticos e veículos de comunicação para tentar impedir que "se esclareçam plenamente" as relações entre Demóstenes e o bicheiro.

Falcão incitou também a futura CPI do Cachoeira a investigar "os vínculos obscuros" de "Demóstenes e sua quadrilha" com a imprensa.

Não sei o que o presidente do PT anda lendo para achar que estão querendo colocar panos quentes no caso, já que os principais jornais e revistas do país não param de publicar grampos e denúncias. Sobre os tais "vínculos obscuros", o que veio a público, por enquanto, foi um diálogo entre Carlos Cachoeira e um de seus auxiliares, citando um jornalista da "Veja". Na conversa, publicada pela própria revista, Cachoeira diz que os "grandes furos" dados pelo jornalista foram passados por ele, mas que não recebeu nenhum favor em troca.

A Folha enxergou na fala do PT a intenção de investir, uma vez mais, contra a mídia. E saiu em defesa da imprensa, ao afirmar que a "produção de reportagens investigativas naturalmente envolve contato de jornalistas com fontes de informação de vários matizes".

Não se sabe se algo comprometedor envolvendo a imprensa surgirá desse lamaçal. Para o PT, interessa usar o caso Cachoeira para empastelar o "mensalão", que poderá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal nos próximos meses. O presidente do partido fala em desfazer a "farsa do mensalão" montada por "supostos moralistas".

A imprensa não pode cair na armadilha de permitir que um escândalo anule o outro. Tem o dever de apurar tudo -mas sem se poupar. É hora de dar um exemplo de transparência.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

[agência pirata] SUDÁRIO DE JESUS, MORTALHA DE VEJA



::jota pégzz::Imagem "milagrosa" do sudário de Turim e réplica criada pelo cientista italiano Luigi Garlaschelli
::txt::Carlos Orsi::


Deve ser efeito da Semana Santa: Veja apareceu com uma capa dizendo que há novas provas científicas apontando para a autenticidade do Sudário de Turim. A matéria em si é uma espécie de informercial de um novo livro que está saindo por aí, pela Cia das Letras, chamado O Sinal. Em meu Livro dos Milagres, dediquei um capítulo inteiro à questão do sudário, então o tema obviamente me interessou. Existem, em resumo, quatro linhas de evidência, independentes entre si, que apontam para o fato de que o sudário é uma falsificação criada na França medieval:

1. Datação por carbono 14: três fragmentos do sudário foram submetidos a datação por radiocarbono em três diferentes laboratórios, e os resultados, publicados na revista científica Nature, convergem para uma data entre os séculos 13 e 14.

2. Exame microscópico: Walter McCrone, um dos maiores especialistas em microscopia do mundo e perito em autenticação de obras de arte, descobriu no sudário pigmentos do século 14 aplicados com uma técnica usada no século 14.

3. Evidência documental: a despeito de teses fantasiosas em contrário, os primeiros documentos a citar o sudário são, adivinhe só, do século 14. Entre eles, há o depoimento de um bispo francês que afirma ter conhecido o artista responsável pela criação do sudário.

4. Evidência estética: a imagem do sudário não representa um corpo humano real, e sim um corpo humano distorcido de acordo com as convenções da arte gótica, que floresceu (adivinhe só) no século 14. As linhas são alongadas demais, e há assimetria no comprimento dos membros. Além disso, o sudário traz a impressão da panturrilha e da sola do pé de uma das pernas de Jesus. Tente fazer isso na cama, tocar o lençol, ao mesmo tempo, com a panturrilha e a sola da pé, os dois da mesma perna. Cuidado com a cãibra. E, agora, imagine-se fazendo isso depois de morto.

Para ressuscitar (trocadilho intencional) a respeitabilidade científica -- em oposição à respeitabilidade tal como vista pelos olhos dos sindólogos, entusiastas que estão para o sudário como os ufólogos estão para óvnis -- da tese de que o sudário é verdadeiro, seria preciso, portanto, refutar, se não todos os pontos acima, ao menos a maioria deles.

Se Veja (ou suas fontes) tivesse encontrado provas capazes de eliminar pelo menos duas dessas dificuldades, o feito seria fenomenal. Assim, pela segunda vez nesta década, comprei a revista. As afirmações do texto são peremptórias: ele diz, por exemplo, que os argumentos do novo livro da Cia das Letras "põem para escanteio todos os desmentidos científicos" (já disse que a matéria toda parece um infomercial?) acerca do sudário. Audaciosa proclamação! Pena que não há nada, ali, para sustentá-la.

É irônico, entre outras coisas, que a matéria comece citando o trecho do Evangelho de João onde se descreve que Jesus foi sepultado com lençóis (note o plural) de linho, incluindo uma faixa em separado para a cabeça. Claro que, se essa descrição é correta, o sudário, uma imagem ininterrupta do corpo inteiro (cabeça inclusa) num pano só, não pode ser verdadeiro.

Para ser justo, há um infográfico na matéria que tenta conciliar o sudário de peça-única à menção dos "panos" e da faixa da cabeça, mas com sucesso um tanto quanto discutível.

Das quatro linhas de evidência que apontam para o sudário como uma falsa relíquia, Veja se dirige a apenas uma: a datação de carbono 14. Um dos argumentos levantados é o do pólen -- de que teriam sido encontradas, no tecido do sudário, amostras de pólen de plantas típicas da Palestina. Veja cita pólen identificado em 2001, aparentemente se referindo a uma nova análise das amostras obtidas por Max Frei, vários anos antes.

O que é engraçado, porque Frei morreu em 1983 com a reputação em frangalhos, depois de ter autenticado os infames (e decididamente falsos) "Diários de Hitler". Análises posteriores mostraram que Frei provavelmente contaminara suas amostras com pólen palestino deliberadamente, a fim de criar uma "prova" a favor do sudário. Então, o fato de estudos posteriores de seu material confirmarem o pólen não prova nada, já que foi Frei quem, provavelmente, colocou-o lá, para começo de conversa.

O outro argumento contra a datação de radiocarbono é o de que a faixa de tecido extraída para ser analisada teria vindo de um trecho restaurado do sudário. O artigo da Nature descreve a remoção da faixa para análise nos seguintes termos: "O sudário foi separado de seu pano de fundo ao longo de sua margem esquerda e uma faixa (aproximadamente 10 mm por 70 mm) foi cortada imediatamente acima do local de onde uma amostra havia sido removida anteriormente em 1973, para exame. A faixa veio de um único local do corpo principal do sudário, afastado de quaisquer remendos ou queimaduras". A extração foi feita sob a supervisão de especialistas em tecidos e tecelagem.

Eles podem ter se enganado? Claro. Todo mundo erra. Podem ter tido azar, também, pegando um trecho exatamente do único ponto do sudário onde o tecido teria sido reconstituído por meio de uma "costura invisível".

Mas a principal evidência a favor da existência de um "remendo indetectável" a olho nu -- a presença de algodão e de um corante vegetal, garança -- não é conclusiva: algodão e garança aparecem em outras partes do sudário, além do trecho extraído.

No entanto, mesmo que o pessoal do carbono 14 tenha sido especialmente incompetente, ou azarado, ou ambos, as outras três linhas de evidência em favor da tese da falsificação se mantêm. E Veja não gasta uma única mísera linha com elas. Embora mencione que o bispo de Poitiers proibira, em 1355, a veneração do sudário, não diz o motivo: porque ele sabia que a peça era uma fraude.

Então resumindo: para o sudário ser autêntico, a datação de radiocarbono tem de ter sido conduzida por incompetentes azarados, o bispo de Poitiers tem de ter sido um canalha mentiroso (assim como Walter McCrone), todas as provas documentais da existência do sudário pré-1350 têm de ter sido destruídas ou escondidas, e o caráter gótico da imagem tem de ser uma curiosa coincidência.

Tudo isso é possível? Claro. Assim como aquela luz intensa junto à Lua pode ser uma nave de Andrômeda, por que não? Mas, se tiver de apostar, eu aposto que é o planeta Vênus.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

[cc] A GUERRA ELEITORAL DAS MÍDIAS



::txt::Bruno Lima Rocha::

Entramos na reta final de um ano eleitoral e nos deparamos com algumas constatações de difícil digestão. Nas linhas que seguem abordamos um extrato destas, tomando a mídia como foco de análise.

Se o ano de 2009 encerrou-se com entusiasmo pontual com a realização da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), o corrente ano termina sem protagonismos distintos. A primeira, é inegável, é a derrota da coligação de centro-direita, encabeçada por José Serra (PSDB-SP) e secundada pelo jovem aspirante a porta-estandarte do lacerdismo udenista contemporâneo, Índio da Costa (DEM-RJ). Ao perder no pleito, a aliança tucano-democrata espelha a não realização da vontade política das quatro famílias controladoras dos maiores grupos de mídia operando no Brasil. As famílias, Marinho (Organizações Globo), Mesquita (Grupo Estado de São Paulo), Frias (Folha) e Civita (Grupo Abril) decidiram-se, de forma indireta ou estampada (como foi o caso do Estadão), no apoio do ex-governador de São Paulo para o Planalto. Negar isto é refutar o óbvio e, pontualmente, tal perda acarreta uma mudança pontual na balança do poder brasileiro.

Atenção. Refiro-me ao conflito de interesses entre as percepções imediatas da população - se sua vida piorou ou melhorou na comparação com oito anos - e o jogo de forças diante dos líderes empresariais na produção de bens simbólicos do gênero “jornalístico” e na formação da opinião pública “bem informada”. Nesta tensão, os agentes econômicos e políticos da indústria da comunicação social tentaram incidir na disputa através de argumentos “moralistas”, e apesar de obterem o segundo turno, perderam a corrida. Esta derrota deu-se também porque, na base da pirâmide social, não se alterou a maioria das linhas gerais demarcadoras das preferências traçadas através do senso comum e da escala de lealdades básicas. Estas são, a saber: a família; o círculo de sociabilidade cotidiano; se há ou não freqüência em Igrejas; a influência da (s) ideologia(s) circulante no mundo do trabalho; além da própria hiper-exposição midiática sobre os brasileiros.

O detalhe cruel para as mídias engajadas na campanha da oposição pode estar na possibilidade de que, apesar do consumo ainda excessivo de produções audiovisuais de tipo telenovela e programas de auditório, a influência dos telejornais tenha diminuído nas classes C e D, sendo insuficiente para derrotar a sensação (real) de mobilidade social e inclusão na cidadania capitalista, baseada na realização de direitos básicos e no mundo do consumo através do emprego formal e a explosão do crédito pessoal.

Se há algum consenso entre os partidários da teoria crítica nas ciências sociais brasileira de hoje, este pode se refletir nos dois parágrafos acima. O dissenso está (ou estaria) no grau de distanciamento (por esquerda) do governo atual (Luiz Inácio) e sua sucessora, em especial na pauta das comunicações. Cunhou-se o termo Partido da Imprensa Golpista (PIG), muito popular nos blogs mais à esquerda e entre os jornalistas ex-globais que publicam com freqüência e criatividade na internet. Mas, se as quatro famílias acima estariam intentando influir nos resultados da macro-política do governo (como seria o caso dos ataques à imagem da Petrobrás), o que dizer dos grupos empresariais vinculados à campanha de Dilma ou aos feitos de Lula? Como caracterizá-los sem fazer coro com a direita midiática? Uma boa denominação veio do jornalismo cultural de Porto Alegre, especificamente de Tiago Jucá, ex-editor da revista O DILÚVIO, o termo PIG 2, ou o Partido da Imprensa Governista.

A escalação do PIG2 é composta de referentes do jornalismo brasileiro tais como: Carta Capital (de Mino Carta); Terra Magazine (do editor Bob Fernandes, mas pertencente ao Grupo Telefônica de Espanha); os blogs de Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna (todos excelentes repórteres e que estão na folha de pagamento da Record, pertencente a Edir Macedo); isto sem falar em dezenas de portais respeitáveis, a começar pela Carta Maior, as revistas Fórum e Caros Amigos e os sites individuais. No final do segundo turno, até a Isto É, publicação semanal da Editora Três (família Alzugaray) começa a bater no governo de São Paulo, levantando suspeitas relevantes de falta de idoneidade na administração pública. Estas seriam as publicações que, uma vez alinhadas com o mandato de Luiz Inácio, defenderiam a sucessora contra o PIG e seus candidatos.

Não é difícil concordar com estar parte do consenso das esquerdas brasileiras ao bater na direita e não afirmar de maneira leviana que a coligação de centro-esquerda é idêntica a de centro-direita. Até aí tudo bem, mas como não atacar a imagem de Michel Temer (PMDB-SP), vice de Dilma (PT-RS)? Indo além, como não atacar as políticas de comunicação do governo Lula, cujo maior feito fora a aprovação do padrão japonês para o Sistema “Brasileiro” de TV Digital Terrestre?

No Brasil atual, uma parte (ainda minoritária, é verdade) da mídia empresarial conforma um bloco governista e sai vitoriosa das urnas em outubro. Ir a reboque de um governo de turno e não apostar em forças próprias já ocorrera antes, como na primeira metade da década de ’60, em especial no último ano do governo de João Goulart. Quando veio o golpe de 1º de abril de 1964, simplesmente não havia dispositivo de contra golpe organizado e nem sequer uma resistência popular à altura dos acontecimentos. Quando a militância, os setores críticos da academia e as entidades de exercício e direito a comunicação se vêem na adesão de um projeto político escorado em grupos empresariais consolidados, eis o conceito de reboquismo.


A capa da Última Hora após o suicídio de Getúlio Vargas é o exemplo vivo de como construir uma base de apoio do empresariado da mídia nacional e, desta forma, ao mesmo tempo em que se rompe parcialmente com o modelo oligárquico, reforça-se o mesmo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

NEM FUDENDO (ou CARECA BABACA)


#over12
A semana

txt: Tiago Jucá Oliveira

Duas coisas prenderam minha atenção à mídia nesta semana. Putaria da porra! Não sou a favor de câmaras escondidas pra obter informação jornalística. Isso deveria ser função policial. Falsidade ideológica, portanto crime? Somos nós, jornalistas, a polícia? Pergunto. Pois me parece instalado o quarto poder, com alguns poderes especiais. Ou, com o fim do AI-5 do diploma de jornalismo e da exclusividade de geração de conteúdo somente pelas grandes emissoras, uma nova era de cidadania e liberdade de imprensa está a se formar. O quarto poder, de fato: nós, em rede, comunicando e sendo comunicado, nos fiscalizando.

A primeira parte da denúncia que o Proteste Já do CQC fez a prefeitura de Barueri teve esse porém, embora muito mais revoltante foi assistir a pilantragem de nossos políticos em ação, no ato, no flagrante. Acuados pela verdade, tentaram a calar. E conseguiram num primeiro instante. Mas o babaca careca da mídia golpista reverteu a situação. Apesar de várias ações nos últimos meses que nos fazia sentir na Venezuela ou em Cuba, como a censura ao blog do Ungaretti ou a ofensiva contra a liberdade de comunicação por parte da FENAJ, há esperança.

Melhor do que a reportagem enfim ir ao ar, a delícia da noite foi espontaneamente nos dada pelo prefeito da cidade que tem nome em homenagem à uma música dos Os Mulheres Negras. O “babaca careca” que aquele senhor gritava e xingava e rugia não tem preço. Um digno representante da democracia representativa. Rouba, mente, censura e agride.

("Porém, ah porém", como dizia o mestre, "há um caso diferente que envolve toda minha gente": outra cousa também mereceu destaque na mídia, mas aí é papo pra outro texto, ok? Caso Nardoni).

O que também focou meu olhar foi o papel higiênico da Veja, cuja ótica jornalística para o caso Glauco faz crer que o assassino do cartunista é o Santo Daime. Resumi pro micro-povo : “A veja quer culpar o ayahuasca pela morte do Glauco. Então pq não culpar a droga da bíblia pela pedofilia dos padres?”

Sobre os dois casos, recomendo o texto do Alexandre Haubrich e o do Bruno Natal

Daime paciência? Nm fudendo, mano!

segunda-feira, 22 de março de 2010

O PIG TAMBÉM MANIPULA

#mandachuva

txt: Tiago Jucá Oliveira

Com a aproximação das eleições, algum setores da imprensa começam a perder a compostura, o senso crítico e inclusive faltam com a razão. Beiram ao ridículo.

O PIG, também conhecido por Partido da Imprensa Governista, virou uma espécie de bajulador do governo federal. Está proibido de criticar a administração Lula-Sarney-Globo. Faça isso e será rotulado de direitoso, golpista ou tucano. Como se a velha direita golpista de 64 não fizesse parte do governo populista da bolsa-esmola (expressão criada pelo Mino Carta, de certo também um golpista). Como se o tucano Henrique Meirelles não fosse o presidente do Banco Central dando seqüência à política econômica que todo banqueiro adora.

Talvez você não conheça Perseu Abramo. Ele é autor do livro “Padrões de Manipulação da Grande Imprensa”. Tudo indica que a imprensa nanica adotou o livro pra manipular também. Há dois tipos de padrões de manipulação em prática no momento pelos jornalistas do PIO: ocultação e inversão dos factos.

O PIG tem ocultado algumas coisas. Oculta Sarney, oculta Henrique Meirelles, oculta o representante dos latifundiários no Ministério da Agricultura e oculta o principal facto: o Ministro das Comunicações chama-se Hélio Costa, braço direito da Rede Globo no estado de Minas Gerais.

Ao ocultar isso, acaba por inverter a sigla pra Partido da Imprensa Golpista com o objetivo de atacar a Rede Globo e outros meios de comunicação. Mas como, cara pálida, que a Globo vai ser golpista? Por que a Globo vai ser oposição ao seu próprio governo? Auto-crítica? Qual razão teria a Globo de derrubar o governo que a levantou após a quebradeira que ela e o país tiveram assim que FHC foi reeleito?

Agora, se Veja, Estadão, Foia di Sampa e Zero Hora criticam o governo, é outra coisa. São revistas impressas, e não concessões públicas. Eles tem todo direito de criticar quem quer que seja. Vivemos num país democrático, e não na Venezuela, Irã ou Cuba, cujos presidentes são super amigos do nosso. Você não vai querer que a Veja apóie o MST, né? A Veja representa uma elite que todos sabem quem é. Mas claro, como ela sabe que grande parte de seus leitores é formada por conservadores (eleitores de FHC, Lula, Serra e Dilma), ela aproveita pra cutucar. Se você não é conservador, não deveria estar lendo essa bosta de revista. Mas não, perde seu precioso tempo lendo e relendo Veja, e depois vai pro twitter que nem uma bicha louca: “PIG”, “Veja é Golpista”. Ridículo, mano!

E ainda há coisas piores. Mestres do jornalismo brasileiro caíram em desgraça com a ala conservadora da imprensa nanica. Cansei de ver porrada pra cima de Marcelo Tas e Arnaldo Jabor. Ninguém pode criticar neste país. O sonho dessa gente é que aqui vire uma Venezuela, com censura a imprensa, restrições à internet e, claro, sem nenhuma luz no fim do túnel, literalmente. O pior apagão, meu amigo, não é o da Dilma nem o atual na Venezueira. É o da cabeça. Te liga, mané!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

PIRATINI: HOSPÍCIO OU CIRCO ?



# over12 #
O fedor é mais embaixo

txt: Arlei "Xuxu Beleza" Arnt
ilstrç: Agência Pirata



A revista veja desta semana traz graves acusações a desgovernadora da província, aYedinha Araracruzius. E todos aqueles que tachavam esse panfleto de quinta categoria de ser isso e aquilo, correrram cegamente às bancas. Agora, pelo jeito, a revista tem altíssima credibilidade, pois através de uma excelente reportagem exibe o podre do palácio.

É incrível como a pelegada se agarra em qualquer merda pra validar sua opinião. O que não foi observado por nenhum dos interlocutores da democracia chinesa: perché a veja denunciou aYedinha? O que tem por detrás disso? Sucessão de 2010?

Em 1992, a veja denunciou Collor através do próprio ermão do presidente, e a Biscoito Globo pintou as caras da juventude. Uma das peças teatrais mais bem ensaiadas na Vera Cruz. Um golpe de estado, fantasiado de impeachment, "promovido" pela pressão popular.

Não é preciso ler a veja pra saber que o desgoverno da aYedinha fede, o próprio vice Feijó com Arroz já disse a todos pampeanos que o couso tá feio. Quem conhece o histórico de veja e Biscoito Globo, sabe que nada é feito por acaso. Ambas tem um alto faturamento com a publicidade do governo federal. Pelo jeito, o genro da injustiça vai morar no palácio da sogra a partir de 2011. Se cercar, parece hospício. Cobrindo, vira circo.

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

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