#CADÊ MEU CHINELO?

Mostrando postagens com marcador PC do B. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PC do B. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de março de 2021

[mandachuva] A CARNE HUMANA

 

:: txt :: Tiago Jucá ::
:: pht :: Alass Derivas ::

Porto Alegre é hoje o epicentro do mundo pandêmico. É aqui onde todos os dados negativos estão batendo record dia após dia, numa curva exponencial que já está quase em linha reta vertical arriba. Porém, em vez de se tomar duras medidas restritivas, o comércio de supérfluos será reaberto na próxima semana. É esse o desejo do prefeito da cidade. E vontade também do seu curral eleitoral, o mesmo que apoia o presidente genocida, que além de protestar contra o “lockdown do governador comunista” (você já viu tucano comunista?), tranca acesso a hospitais para impedir entrada de ambulâncias.

Mesmo com parte do comércio fechado, a capital da província petropolitana contrasta entre uma aparente normalidade de pessoas pela rua a andar em vão sem máscaras ou em paradas de ônibus lotadas a espera de condução que os levem ao trabalho, com um constante e angustiante ecoar de sirene que não cessa, e que apavora principalmente quando interrompe o silêncio da madrugada, único período que de fato a cidade pára.

Sebastião Melo se elegeu prometendo não fechar nada. Assumiu apresentando cloroquina. Recentemente disse que a superlotação de hospitais não era problema, pois “sempre vai poder pôr mais alguém”.

Esse criminoso confesso tem uma história recente peculiar. Vice-prefeito da gestão Fortunati (2013-2016), concorreu a prefeito em 2016. A administração foi reprovada nas urnas, mesmo com apoio de Manuela d’Ávila e Juliana Brizola, que ressaltavam seu lado popular e de esquerda, para o júnior Marchezan. Incrivelmente a gestão do playboy também acaba de ser reprovada na última eleição para eleger Tião, que duelou com Manu no segundo turno. Roteiro de um filme comédia, embora seja a realidade de uma tragédia.

Essa cidade não é para amadores. Aqui temos a cada setembro uma disneylândia de bombachas, onde o orgulho de ser gaúcho é cantado em um coro racista a declarar que “povo sem virtude acaba por ser escravo”. Esse virtuoso povo preferiu retomar uma política já rejeitada há quatro anos do que tentar algo novo, mesmo que essa novidade seja o hilariante PCeudoB.

Melo passou a campanha aterrorizando a população com profecias caóticas tipo “se Manuela vencer, Porto Alegre vai virar uma Venezuela e a gente vai comer carne de cachorro”. É, “sigam nossas façanha de modelo à toda Terra!”. Aqui tem muita carne sobrando na cidade. Mas é carne humana.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

[agência pirata] O TEMPO FECHOU EM BRASÍLIA




::txt::Suzana Singer::

Na cobertura do caso Cachoeira, a imprensa precisa evitar a armadilha do PT, mas precisa dar exemplo de transparência

As nuvens carregadas do novo escândalo político que tomam Brasília são um tremendo desafio para a imprensa. Personagens tidos como probos estão sendo revistos, um sem-número de interesses emerge a cada nova revelação, não é fácil entender a posição do governo e a própria mídia está sob escrutínio.

A primeira surpresa do caso Cachoeira foi a descoberta de sua relação com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), até então uma espécie de arauto da moralidade, sempre disponível para repercutir denúncias de corrupção. Só nas páginas da Folha, ele se pronunciou contra juízes, o PC do B, Palocci, Arruda, José Sarney, Renan Calheiros...

Figura importante na denúncia do "mensalão", o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), também aparece nas investigações, que apontam uma influência do bicheiro em seu governo.

Mas não sobrou apenas para a oposição. Sombras foram lançadas sobre o governador petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e sobre um assessor que dava expediente no Palácio do Planalto.

Em meio à confusão, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, detectou uma "operação abafa" de setores políticos e veículos de comunicação para tentar impedir que "se esclareçam plenamente" as relações entre Demóstenes e o bicheiro.

Falcão incitou também a futura CPI do Cachoeira a investigar "os vínculos obscuros" de "Demóstenes e sua quadrilha" com a imprensa.

Não sei o que o presidente do PT anda lendo para achar que estão querendo colocar panos quentes no caso, já que os principais jornais e revistas do país não param de publicar grampos e denúncias. Sobre os tais "vínculos obscuros", o que veio a público, por enquanto, foi um diálogo entre Carlos Cachoeira e um de seus auxiliares, citando um jornalista da "Veja". Na conversa, publicada pela própria revista, Cachoeira diz que os "grandes furos" dados pelo jornalista foram passados por ele, mas que não recebeu nenhum favor em troca.

A Folha enxergou na fala do PT a intenção de investir, uma vez mais, contra a mídia. E saiu em defesa da imprensa, ao afirmar que a "produção de reportagens investigativas naturalmente envolve contato de jornalistas com fontes de informação de vários matizes".

Não se sabe se algo comprometedor envolvendo a imprensa surgirá desse lamaçal. Para o PT, interessa usar o caso Cachoeira para empastelar o "mensalão", que poderá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal nos próximos meses. O presidente do partido fala em desfazer a "farsa do mensalão" montada por "supostos moralistas".

A imprensa não pode cair na armadilha de permitir que um escândalo anule o outro. Tem o dever de apurar tudo -mas sem se poupar. É hora de dar um exemplo de transparência.

sábado, 22 de outubro de 2011

[agência pirata] ALÉM DA TAPIOCA



::txt::Ricardo Melo::

Quando esta coluna chegar até você, leitor, não imagino por onde andará o ministro Orlando Silva. Se ainda estará no cargo ou se já terá virado mais um dos defenestrados do governo Dilma.

Tampouco sei se Orlando Silva levou dinheiro para casa ou apenas fez os desvios costumeiros em "nome do partido". É fato, no entanto, que se tornou comum na administração petista utilizar ONGs como fachada para descalabros. O expediente, retratado à exaustão pela imprensa, serviu e serve a ministros das mais diversas origens e tintas ideológicas.

O Partido Comunista do Brasil segue a regra. Por trás do rótulo de esquerda, o PC do B, vamos combinar, nunca quis mudar coisa nenhuma. Dissidência do velho PC stalinista, manteve a mesma essência da matriz, qual seja: usar um discurso "popular" para reforçar a barganha do aparelho partidário na negociação com o poder estabelecido.

O grupo fez isso ao longo da história; fez e faz isso na UNE; não é de estranhar o que faz no ministério. Olhando para além do imediato, o grande prejuízo de toda essa história não é propriamente financeiro -embora os malfeitos, para usar a palavra da moda, com dinheiro público sejam indesculpáveis, independentemente do montante. Tanto faz se o numerário alheio custeou uma tapioca, uma uma suíte de hotel ou se encheu o bolso da burocracia partidária.

O mal maior é político e ideológico. Toda vez que uma legenda supostamente popular é pilhada com a mão no Tesouro, esparrama-se uma nova leva de desencanto. Queira-se ou não, ainda há muita gente iludida com a conversa dessas organizações. O custo disso não se mede em reais.

Siglas como o PCB, PC do B, MR8 e seus semelhantes nacionais e internacionais sempre terão sua parcela de culpa na onda de desesperança generalizada. A culpa de falar em nome do povo, mas agir contra ele. E o PT, no qual se viam chances de oxigenar esse cenário, só faz provar sua acomodação ao papel de conivente.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

[agência pirata] MARCHAS CARETAS E MARCHAS MUITO LOUCAS



::txt::Arnaldo Jabor::

"A maconha marcha, gente boa... Até na Argentina, México e Colômbia está descriminalizada. Os tabus vão sendo quebrados. Aqui, as marchas foram liberadas pelo STF, numa decisão muito louca: pode marchar, mas não pode fumar. Por que será que a maconha provoca tanta inquietação? Evangélicos marcham contra, xingam FHC pelo filme Quebrando o Tabu, "mermão", qual é a deles? É tanto auê, tanta onda por causa de uma mixaria dessas que eu tenho de alugar vocês sobre essa "parada". É... já escrevi sobre esse lance aqui e repito: a maconha não é nada, ou quase nada. Não é uma droga que corrói o fígado como o álcool. Não mata como a cocaína, esse veneno de rato branco que você aspira, depois de malhada pelos afro-negões da favela; é erva natural, não tem o sangue jorrando atrás dela desde a Bolívia até os morros, nem precisa dos bujões de éter no meio da floresta. Não é como o ácido lisérgico que te faz ver uma grande gelatina na realidade, onde tudo se mexe como uma rumba azul. Por que, então, tanto medo?

Está provado que a birita, o cigarro careta fazem muito mais mal que uma frágil "diamba", um reles "bagulho", um baseadinho inocente... Aliás, declaram cientistas e doidões, a maconha faz até bem para o coração de muitos ansiosos; era comprada em qualquer farmácia nos anos 30 com o nome de Cigarros Indianos, lindos pacotinhos com uma índia de cocar colorido, cigarros que acalmavam a angústia das senhoras antigas, combatiam a depressão, as "flores brancas", as dismenorreias, as alvas enxaquecas, os desmaios histéricos, as dores desconhecidas, as insônias. A maconha, dizem os "manos", é o remédio melhor para o glaucoma e dizem que ela produz um relaxo legal nos músculos e uma tranquilidade que poucos calmantes te proporcionam. Muito médico acha que inúmeros remédios e panaceias poderiam advir do refino da mesma, para acalmar velhinhos em asilos, para tranquilizar agitados em suas camisas de força, ervinha que, uma vez fumada antes do ato sexual, provoca prazeres inauditos, podendo não só fazer com que ejaculadores precoces se segurem, quanto frígidas senhoras se soltem e uivem nos laços de um polvo invisível e voltejante, numa teia de loucos estertores entre gritos operísticos.

Isso dizem alguns, não eu, claro, que sou um pobre-diabo, nunca me aproximaria dessa erva do Demônio, dessa "maria juana" temível. Contam alguns que o prazer sexual aumenta muito, já que a noção de tempo também se alonga, ficando tudo em câmera lenta, coisa desagradável se você está num túnel ou num engarrafamento de trânsito, mas que é delicioso não nos dois braços, mas nos cinco braços, ou nas cinco asas brancas de uma mulher amada e que o amor vira uma grande dança num paraíso e que mesmo os lençóis brancos semelham ondas do mar, dependendo da qualidade do "back", que pode ser um "acapulco gold" ou mesmo um "da lata", (oh!!! As maravilhas que contam daquelas latas lançadas por um navio muito louco nas águas da Guanabara em 84 e que até hoje são lembradas por velhos chincheiros). Thomas de Quincey fumava, Baudelaire fumava, Rimbaud queimava altos haxixes em Aden... Em suma, gente boa, como eu dizia acima, dependendo da qualidade da "massa", "nêgo" podia ficar curtindo horas seguidas, ajudado pelo Hendrix, Stones... tudo muito louco.

Mas, a razão deste raciocínio - não posso me perder, "mermão" - é a seguinte transação: por que causa tanta raiva nos caretas? Todo mundo fala em "reacionário", de "esquerda", de "direita" e coisa e tal, e os caretas? Onde ficam? Muito da nossa desgraça política deve-se à caretice. Porque "careta" é o cara que vive com a cara torta, armando uma pose, fingindo que é democrata sem ser, fingindo que é honesto sendo ladrão. Os vícios se escondem atrás de uma "careta", daí a origem da expressão... ah, ah... tá ligado? Pega esses deputados e senadores aí, todos enforcados em gravatas e ternos escrotos e me respondam: por que temem tanto a "diamba", aquela turminha braba que depois da Câmara vai tudo encher a cara com uísque no Piantella, entre peruas, gargalhadas e conchavos, por que essa gangue tem tanto medo do fumo?

A resposta é simples, cara... Diferentemente da coca, da birita e outros bichos, a maconha libera o filho da mãe. O sujeito queima o fumo e dá um "relaxo". A vida fica mais democrática, gente boa; evola-se uma nuvem azulada nos céus, como uma espécie de inconsciente artificial, e o mundo fica diferente, as obsessões perdem a valia, as culpas, os superegos diminuem, e some a sensação de que a vida é uma grande Câmara dos Deputados, onde nunca há quorum para aprovar nossos desejos! Ah!... Ah!... boa comparação... E a vida fica mais bela que o bigode do Sarney ah ah... ou seja, a liberdade que ela provoca no sujeito é, digamos, "incopatível", como é que se diz mesmo? - im-com-pa-tível... ah... ah... essa palavra é muito louca, gente boa, a maconha é "incampatível" com a caretice necessária ao bom exercício da política. Me diz, me diz como um cara vai para a tribuna doidão para armar uma roubalheira? Como enfiar uma maracutaia numa MP com a cara cheia de um "paraguaio com mel", nem mesmo precisa um "skunk" , basta um "pernambuco light"...

Já imaginaram o Congresso muito louco? O Pedro Simon desbundando e indo morar em Trancoso, cheio de fitas no pescoço? O PC do B falando em "revolução interior"? Mas, que eu estava dizendo mesmo?... ah... lembrei... o seguinte: eu acho, numa "boa" mesmo, na "moral", que as autoridades têm medo da maconha porque ela dá uma ilusão de liberdade. Por isso, estão com tanto medo de comida de passarinho... ééé... ééé... Os canários cantam melhor com as sementes de "canabis"... E a sensação de liberdade é, como eu já disse, inco-incopa..."incopatível"...sei lá, deixa pra lá... E tem mais... o seguinte... quer dizer... esqueci... é isso aí, gente boa.... falei..."

segunda-feira, 21 de março de 2011

[over12] OBAMA VERSUS O RACISMO COMUNISTA

::txt::Tiago Jucá Oliveira::

O racismo é algo ainda a ser superado no Brasil. A intolerância com os negros veio às claras através de uma twittada da excelentíssima deputada Eae Beleza, do PCdoB-RS. Diz ela: "Não é nada legal ver que o presidente negro, eleito com os votos dos jovens que sonhavam pela paz, mantém a mesma política de guerra".

Não pude aguentar tamanha estupidez humana e a trollei: "a deputada, com a boca fechada, é uma poeta". Ora! Um presidente negro não pode manter uma política de guerra pelo fato de ser negro? O Bush podia. Obama não. Negro não pode errar. Quando a sociedade branca dá uma chance a um negro, ele tem que fazer tudo certo. Quando faz errado, vão salientar a sua cor de pele. Ou você já ouviu alguém dizer que o Bush, por ser branco, não deveria invadir o Iraque?

A mais surpreendente frase não é a visão racista da deputada. É sua resposta em passo de lebre para o meu comentário: "e tu é machista". Cuma? Não se pode mais criticar uma deputada pelo fato de ela ser mulher? Se eu tivesse ressaltado que ela, por ser mulher, deveria ficar calada, aí sim eu teria me comportado de forma machista. Não foi o caso.

De acordo com a linha de raciocínio dela, nós não deveríamos ter criticado o governo Yeda, tal qual publicamos isso aqui. Me parece, nobre deputada, que você é daquela turminha que desqualifica as críticas através de rótulos. A gente aponta o descaso de Dilma com Belo Monte e a submissão a interesses de poderosas empreiteiras, vocês nos acusam de golpistas. Depois acusamos uma frase infeliz de alguém que vive às custas de nosso suor, e eis a resposta: "tu é machista".

Mas nem dá pra se queixar de uma jornalista sem nenhum talento que foi buscar sucesso nos palanques verticais. Não se espera nada duma mente que é dum partido comunista, ideologia que quando esteve no poder matou milhões de opositores, nunca concedeu liberdade de expressão ao povo nem de imprensa aos jornalistas. O que pensar de alguém assim?

Siga seu rumo, nobre musa do congresso (o padrão de beleza está nivelado por baixo, pelo visto). Siga suas coligações políticas com Berfran Rosado, Antônio Britto, José Sarney, Aldo Rebelo, Michel Temer, Renan Calheiros, José Genoíno. E mantenha seu discurso político contra o primeiro presidente negro da América. Dependendo da senhora, ele será o primeiro e único.

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

  • Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob licença similar ou compatível.

Ficando claro que:

  • Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.
  • Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.
  • Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
    • Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
    • Os direitos morais do autor;
    • Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.
  • Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.

.

@

@