#CADÊ MEU CHINELO?

Mostrando postagens com marcador Jornalismo B. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornalismo B. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de março de 2010

NEM FUDENDO (ou CARECA BABACA)


#over12
A semana

txt: Tiago Jucá Oliveira

Duas coisas prenderam minha atenção à mídia nesta semana. Putaria da porra! Não sou a favor de câmaras escondidas pra obter informação jornalística. Isso deveria ser função policial. Falsidade ideológica, portanto crime? Somos nós, jornalistas, a polícia? Pergunto. Pois me parece instalado o quarto poder, com alguns poderes especiais. Ou, com o fim do AI-5 do diploma de jornalismo e da exclusividade de geração de conteúdo somente pelas grandes emissoras, uma nova era de cidadania e liberdade de imprensa está a se formar. O quarto poder, de fato: nós, em rede, comunicando e sendo comunicado, nos fiscalizando.

A primeira parte da denúncia que o Proteste Já do CQC fez a prefeitura de Barueri teve esse porém, embora muito mais revoltante foi assistir a pilantragem de nossos políticos em ação, no ato, no flagrante. Acuados pela verdade, tentaram a calar. E conseguiram num primeiro instante. Mas o babaca careca da mídia golpista reverteu a situação. Apesar de várias ações nos últimos meses que nos fazia sentir na Venezuela ou em Cuba, como a censura ao blog do Ungaretti ou a ofensiva contra a liberdade de comunicação por parte da FENAJ, há esperança.

Melhor do que a reportagem enfim ir ao ar, a delícia da noite foi espontaneamente nos dada pelo prefeito da cidade que tem nome em homenagem à uma música dos Os Mulheres Negras. O “babaca careca” que aquele senhor gritava e xingava e rugia não tem preço. Um digno representante da democracia representativa. Rouba, mente, censura e agride.

("Porém, ah porém", como dizia o mestre, "há um caso diferente que envolve toda minha gente": outra cousa também mereceu destaque na mídia, mas aí é papo pra outro texto, ok? Caso Nardoni).

O que também focou meu olhar foi o papel higiênico da Veja, cuja ótica jornalística para o caso Glauco faz crer que o assassino do cartunista é o Santo Daime. Resumi pro micro-povo : “A veja quer culpar o ayahuasca pela morte do Glauco. Então pq não culpar a droga da bíblia pela pedofilia dos padres?”

Sobre os dois casos, recomendo o texto do Alexandre Haubrich e o do Bruno Natal

Daime paciência? Nm fudendo, mano!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O DILÚVIO no JORNALISMO B



# umbigada #
Forza y Coalidad

cmntr: Tiago Jucá Oliveira

Cris,
obrigado pelas críticas e elogios a nova edição da revista O DILÚVIO feitos por você pro blog Jornalismo B. Eis de concordar e discordar em alguns pontos. Não acho que a edição passada ficou feia por causa do tamanho. A imprensão ruim e falta de um projeto gráfico deixariam qualquer formato igualmente feio. Também me oponho a opinião que o CD do Fruet e Os Cozinheiros seja ruinzinho, mas música é gosto pessoal e é difícil discutir. Sobre as constantes mudanças de projetos gráficos, nem sempre foram por opção, e sim por necessidade, porém nunca tivemos medo de arriscar e experimentar de acordo com a urgência.

Mas de resto felizmente você tem razão, e que bom que concordo, pois a intenção você soube captar e repassar aos seus leitores. Pela primeira vez temos um projeto gráfico completo, com um logotipo de fonte própria, criada pela equipe da WViva, nova parceira que em breve merece um post aqui pro nosso público conhece-la. E o projeto ficou muito bom mesmo, há uma cara limpa e nova mas sem sujar nem quebrar a linha do tempo. A outra linha, a editorial, também atingiu seu seu auge. Há coesão no gancho, pela primeira vez utilizada numa edição da revista. A tecnologia, e seus usos colaborativos e piratas para subversão e desobediência, linka as páginas umas as outras no folhear dos olhos. A qualidade dos textos contribuíram demais pra isso tudo da certo. Pela primeira vez temos uma equipe de reportagem, e nunca tivemos tantos colaboradores de alto nível como agora.

Estudante ou jornalista que não tem um blog não pode ser jornalista, muito menos reclamar que não se exige diploma pra exercer a função. Jornalismo B é uma equipe de estudantes de comunicação que procuraram um meio tão fácil de se expressar: um blog, uma simples plataforma utilizada por eles pra fazer observação jornalística sobre jornalismo. Se o blog tem conteúdo e é feito com talento, então os elogios recebidos por ele nos motivam a continuar uma idéia em constante conflito com obstáculos financeiros. Caso a razão nos falasse mais alto que emoção, a revista teria acabado antes da terceira edição. E as críticas nos constroem, pois somos auto-críticos até demais da conta, e a insatisfação é o que fez a humanidade evoluir ao longo do tempo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

SÃO JOSÉ DOS AUSENTES



# sem destino #

O interior abandonado
txt n' pht: Alexandre Haubrich

Estive por alguns dias em São José dos Ausentes, norte do Rio Grande do Sul, a cidade mais frio do Estado mais frio do país. Entre paisagens inacreditáveis, uma acolhida inacreditável na pousada onde fiquei e outras muitas coisas inacreditáveis, encontrei um problema que sei que assola boa parte das pequenas cidades brasileiras: a falta de imprensa.

São José dos Ausentes é uma cidade de pouco mais de três mil habitantes, cerca de dois terços deles vivendo na área rural. E é aí que está o principal problema. A rádio local é a Rádio Nevasca FM, de São Joaquim, cidade catarinense – ou seja, está em outro Estado – a 60 quilômetros do Centro de Ausentes. Essa rádio, como se pode perceber, não é exatamente local. Além disso, não pega na área rural.

Jornal? Nem pensar. Há também um jornalzinho local, que também não chega aos locais mais distantes, ao interior da cidade, onde moram mais de duas mil pessoas. Os maiores jornais do Rio Grande do Sul – Zero Hora, Correio do Povo, O Sul… – também não chegam na parte rural de São José dos Ausentes.

A pousada onde fiquei tem uma antena da Sky e uma parabólica. E estes são os únicos canais de comunicação com o resto do mundo. De certa forma, isso é ótimo, pois os moradores destes locais não sofrem com a enxurrada de informações, desinformações, mentiras, publicidade, etc. que tornam os moradores dos grandes centros urbanos máquinas idiotizadas. Por outro lado, demonstra uma falha no alcance dos meios de comunicação, um isolamento social – talvez os isolados sejamos nós mesmos, isolados do mundo real, isolados do que realmente é uma vida digna, não sei.

E esse não é o caso apenas de São José dos Ausentes, obviamente. Rincões por todo o Brasil têm casos idênticos. Considero o mais grave a falta de jornais locais, o que dificulta a integração entre os indivíduos da comunidade. As cidades do interior um pouco maiores também sofrem com esse tipo de problema. Mesmo as que possuem jornais locais sofrem com a falta de qualidade destes. O interior não pode ser deixado de lado.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PETROSSAURO x MIDIASSAURO




# over12 #

Tupi or not tupi?

txt: Arlei Arnt



É bom começar esta postagem com a seguinte condição. Não sou defensor da Petrobrás, pelo contrário. Não acredito que ela pertença ao povo brasileiro, e sim a um pequeno e determinado grupo de pessoas que a controlam. Com certeza o petróleo não é nosso. Pronto. Agora estou livre de alguém querer me associar (como fez o twitter do José Serra, que nos agrediu durante coase uma hora) a defensor da empresa que processou o Paulo Francis (embora fossem outros dirigentes, embora fizessem a mesma cousa caso fosse hoje), mania infeliz que tomou conta aqui no Rio Grande do Sul. E que coalifico como censura.

Pois bem. Impossível defender a mídia no caso do blog da Petrobrás. Para quem ainda não sabe ou está por fora da coestão, jornais enviaram perguntas a assessoria de imprensa da empresa, e esta, através do blog recém criado, publicou as perguntas e as respostas antes dos jornais, obviamente, recortarem as respostas de acordo com o olhar "imparcial" dos editores.

Os jornais argumentam que "as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa". Cuma? Túlio Vianna, advogado de melhor espécie, cita pedaços da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), a mesma lei obsoleta que proíbe downloads, xerox, edições de fotos e remix. E não há na lei nenhuma menção a "propriedade das perguntas".

A Zero Hora de hoje seguiu o mesmo caminho de seus amigos do centro do país. Como não leio esse panfleto de coarta catigoria, fiquei sabendo pelo post de hoje do pessoal do Jornalismo B. Ale Lucchese foi sábio: "Quer dizer que fazer uma coletiva de imprensa e deixar a porta aberta ou transmitir ao vivo é antiético?"

Pense conosco leitor. Imagine que neste momento há uma entrevista coletiva, ao vivo, com Kaká falando de sua contratação junto ao Real Madrid. O repórter da Rede Globo faz uma pergunta. Pela visão desses jornais, ninguém mais pode transmitir a pergunta, propriedade do repórter da emissora, e nem podem transmitir a resposta, pois a emissora ainda não editou a resposta. Eu vejo e não morro tudo.

O que a Petrobrás fez foi de uma utilidade a opinião pública até então jamais vista neste país. O blog da empresa é mais um argumento a meu favor sobre se blog é jornalismo ou não. É claro que é! Eis a prova que um blog pode ser mais importante ao jornalismo do que os próprios jornais.

Ah, por falar em Petrobrás, lembra-se da CPI. Ora, com a "credibilidade" que nosso Congresso Nacional tem, sempre será assim: se a Petrobrás é culpada, a situação seguirá dizendo que é inocente; se a Petrobrás é inocente, a oposição seguirá afirmando que é culpada.

Até a próxima, cágados e pombas. Estou com fome. Sinto cheiro de pizza. Eu ia perguntar: "quer um pedaço?". Não vou mais, essa pergunta já tem dono.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

BLOGUISMO E JORNALISMO



# jornalismo b #
Um novo caminho ou mais do mesmo ?

txt: Tiago Jucá Oliveira
phts: Thais Brandão
ctrlC+ctrlV: Ale Lucchese
(Jornalismo B on Twitter)

Um importante debate foi promovido pela equipe do blog Jornalismo B semana passada na livraria Letras&Cia. Pra conversar sobre blog e jornalismo, foram convidados os jornalistas/ blogueiros Adriano Marcello, do Celeuma, Marco Aurélio Weissheimer, do RS Urgente, e Roger Lerina, da Zero Hora. Adriano é um dos caras mais talentosos pra expressar uma opinião, seja escrevendo ou falando em público. Marco peca por defender uma visão política que já tomou do povo um chute na bunda. E Roger é um dos exemplos clássicos da medíocre imprensa gaúcha: falar bosta nenhuma sobre nenhuma bosta, e por causa disso virar cult.

Inicialmente cada um relatou a experiência como blogueiro. Weissheimer tomou a frente e começou o debate: “é fundamental tirar o debate só da tela do computador e discutir frente a frente". Segundo ele, "os blogs pode ajudar a qualificar o trabalho dos grande meios de comunicação, oxigenando e estabelecendo novos canais de comunicação". Roger Lerina defendeu que os blogs são um novo caminho e mais do mesmo ao mesmo tempo. Representa o novo mas também alicerça o que está estabelecido. Ele também se mostrou antenado com a mudança dos blogs de fora do país, geralmente liberais e independentes, agregando conteúdos, e se disse satisfeito em ver esta pluralidade aparecendo aqui também. Adriano lembrou que o Cele3uma surgiu com uma insatisfação de não ver em Porto Alegre espaços que publicassem muitas das coisas que queria ver nas mídias estabelecidas.



A parte boa começou quando vieram as perguntas do bom (bom em termos de números, porém em termos de idéias foi possível sentir o cheiro de mofo comunista de alguns). De bate pronto alguém tocou no assunto que eu também pretendia levantar: a atual moda de jornalista processar jornalista, que podemos melhor traduzir como censura. Weissheimer afirmou: "é um absurdo". Lerina, pra não se queimar com a galera nem com a máfia na qual trabalha, se absteve de dar opinião sobre casos específicos, diz que qualquer cerceamento de imprensa é odioso, mas acredita que a Justiça brasileira geralmente age de maneira sóbria nesses casos. Sua meiga opinião logo foi contraposta por Adriano: "não acredito na Justiça brasileira". Cita o caso de Ungaretti como emblemático. De acordo com o blogueiro do Cel3uma, "é pura burrice uma pessoa não aceitar críticas ao seu trabalho, não deve ser caso de justiça".



Os processos movidos contra o blog A Nova Corja também foram debatidos. Um senhor, que poderia ser caracterizado como um espião enviado especialmente pra fiscalizar o debate e defender os da Velha Corja, soltou sua desinformação: "processo de Felipe Vieira contra o Nova Corja aconteceu porque, segundo o blog, Vieira receberia um 'mensalinho' de Prefeituras". Foi preciso que Marco deixasse claro: "quem falou primeiro em mensalinho, sem dizer nomes, foi o próprio Ministério Público". Escuta, vagabundo !



Outros papos mais monótonos foram surgindo, e opiniões mofadas deram o ar da graça através de alguns dinossauros presentes: "bah, a Folha de São Paulo tá ficando de direita". Arriégua, macho! A Folha sempre foi a mais elaborada visão das elites, lido por gente tipo Marta Suplicy, Paulo Maluf, José Serra, José Dirceu, Orestes Quércia. Só a cidadã cubana presente ao debate não sabia disso ainda, por isso ficou surpresa que a Folha "agora tá de direita". Já no fim dei meu ar: "esse couso de censurar alguns blogs, e o total descaso e omissão de órgãos como ARI, ABI, FENAJ, Sindicato dos Jornalistas e dos grandes meios de comunicação, podemos afirmar então que bloguismo não é jornalismo?". Adriano tomou as palavras, muito bem, como é de seu costume: "desses órgãos não se pode esperar nada mesmo. A ARI é patronal, e o Sindicato dos Jornalistas está mais preocupado em não perder emprego nas grandes empresas de comunicação".

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • AtribuiçãoVocê deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

  • Compartilhamento pela mesma licençaSe você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob licença similar ou compatível.

Ficando claro que:

  • Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.
  • Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.
  • Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
    • Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
    • Os direitos morais do autor;
    • Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.
  • Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.

.

@

@