#CADÊ MEU CHINELO?

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quarta-feira, 14 de março de 2012

[over12] #DILUVIOemPOA A CULPA É DE TODOS NÓS



::txt::Tiago Jucá Oliveira::
::phts::Arlei Arnt::

Após o dilúvio (é não foi nenhum viral nosso) que alagou Porto Alegre nesta quarta, como nunca eu havia visto antes, sobraram acusações na imprensa e redes sociais sobre a culpa do caos provocado pela chuva. Poder público responsabiliza a natureza e também a falta de consciência do cidadão que suja calçadas e ruas. Já o povo e a galera acusam a prefeitura de não investir em infra estrutura que solucione o problema.

Pois bem, eu digo com todas as letras: a culpa é de todos nós. Nós que sujamos e que escolhemos esses filhos da puta que (des)governam e/ou (des)governaram nossa cidade. Desde 1985 no poder, o MDB pouco fez pra melhorar e muito fez pra piorar. Pela prefeitura passaram nesse tempo (27 anos) Collares, Olívio, Tarso, Raul, Verle, Fogaça e Fortunatti. E o que mais eles se orgulharam de fazer e contar vantagem é asfalto. Ok, eu sei que um asfalto evita poeira e lama na vila, mas não há outras maneiras de trazer progresso sem impactar o ambiente e, ao mesmo tempo, não ser tão impermeável em relação à água? Ou é impossível mexer no macro negócio das empreiteiras do piche? Talvez burrice ou maldade? Não sei.



Enquanto isso, nós sujamos ruas, calçadas, arroio, ar, terra. Sim, todos nós. Transitam pelas ruas de Porto Alegre o mesmo número de carros e pedestres. Perceba como as calçadas estão sujas de lixos jogados e abertos, merda de cachorro e até de gente. E o dilúvio, falo do arroio, que coisa triste né? Imagina você entrar na casa de alguém e ver uma vala separando a sala do quarto, e nessa vala passar dejetos, ratos, garrafas plásticas, etc. O que você vai pensar do dono da casa?



Poi zé, então imagine quando o mundo estiver aqui na copa de 2014 pra observar a podridão que separa a zona sul da zona norte e deságua no Guaíba. "Povinho porco", vão pensar na certa. Hoje foi possível observar que pra querer sediar copa do mundo, a capital sul riograndense precisa antes de tudo saber sediar um dilúvio, evento que ocorre a séculos por aqui, no entanto a nossa porquice de corpo e alma parece que nunca vai contornar o transtorno pluvial.

Que construir metrô ou baratear a passagem do busão, porra nenhuma. Tá faltando é mais lanchas, botes, escunas e canoas pra descongestionar o trânsito. Ah, e um banana boat pra fortalecer o turismo na copa. Porto Alegre é (água) demais!


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

[noéditorial] O DILÚVIO 10 ANOS: DO INÍCIO AO FIM




Uma notícia boa e uma ruim. Qual você prefere ler primeiro? Bem, isso não nos importa. Vamos começar pela boa. Neste 11 de setembro, O DILÚVIO completou 10 anos de vida. Uma década. Um décimo de século. 1% de milênio. Foi um dos maiores atentados ao jornalismo gaúcho e brasileiro. Enquanto os grandes, médios e pequenos meios de comunicação pousavam suas condutas pela ótica da moral, da ética, da isenção, da imparcialidade, da verdade, da neutralidade, e demais blasfêmias, O DILÚVIO já chegou rachando o jornalismo ao meio. Nada desse papo de reformar, revolucionar e democratizar a comunicação. Nós viemos pra sabotar, pra fazer terrorismo, pra ser o oposto do que se chama jornalismo. Anti-jornalismo.

A notícia ruim, dependendo do ponto de vista, nem é tão ruim assim. Aliás, pros muitos inimigos que fizemos questão de colecionar durante esses 10 anos, a notícia é maravilhosa. O DILÚVIO encerra neste exato momento sua redação. Acabou. It's the end. Não temos mais nada a dizer nem a declarar. Morremos afogados na própria água. Adeus!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

[the end] JIM MORRISON E O FIM DO JORNALISMO



::txt::Tiago Jucá Oliveira::

A reportagem pergunta: o que você acha dos jornalistas? Ele responde: “Eu poderia ser jornalista. Creio que a entrevista é a nova forma de arte. Acho que a auto entrevista é a essência da criatividade. Fazer perguntas a si mesmo e procurar respostas. O escritor está apenas respondendo a uma série de perguntas jamais feitas”.

Li o trecho acima numa edição da Rolling Stone do mês passado. É uma entrevista antiga feita pela matriz americana e reproduzida agora pela filial brasileira com o astro Jim Morrison, eterno líder da banda The Doors. Uma resposta genial, em vários sentidos, pra uma pergunta trivial mas bem direcionada. E que me despertou várias dúvidas e uma única solução. Começo pela última.

O problema está resolvido e solucionado. Desisto de ser jornalista. A partir de agora. Por tempo indeterminado. Estudei num satélite engraçado, ao lado do Planetário. Lá fiz muitos parceiros e grandes amigos. Troquei muita informação. Me comuniquei, sabotei, subverti e mais dezessete ou vinte cinco outras coisas. No final do curso fui comunicado que o meu diploma poderia ser pego em uma semana lá no prédio da reitoria. Eu esperava mais pra um fim de faculdade. E não um pedaço de papel.

Passei oito anos na desgraçada cousa (digite no open office, no word ou no google os termos 'coiso' e 'cousa' e verá que nenhum deles sugere que a palavra esteja errada, portanto, elas existem). Não aprendi quase nada. Pouca coisa que talvez você não possa fazer. E coisos que qualquer pessoa é capaz de aprender facilmente.

Eu invejo algumas profissões: o médico que sabe operar um paciente, o engenheiro que constrói uma casa, a cientista que faz descobertas, o arqueólogo que nos revela o passado, a bióloga que cuida a vida de animais em extinção. Eles fazem o mundo; nós, jornalistas, apenas comunicamos uns aos outros sobre suas operações. É uma profissão que felizmente não precisa de diploma, e eu nunca fui contra isso. Não cabe requisito pra ser pombo correio. Sem asas a notícia não voa. Até nossa carta magna versa sobre a comunicação, proibindo qualquer tipo de licença ou censura que barre a livre expressão e comunicação.

A independência jornalística é linda e romântica, mas não enche a barriga. Optar por caminhos alternativos tem os piores efeitos colaterais. Você vive atrás da grana, e não consegue fazer jornalismo como sempre quis fazer, tipo mega entrevistas, ultra reportagens, importantes denúncias. Não há estrutura financeira, material, humana nem jurídica pra isso. Algumas vezes você até consegue fazer algo, seria mais uma exceção pra confirmar a regra. E o pior: se consegue, uma pequena parcela lhe vê, ouve ou lê, pois você não tem a mesma audiência e penetração dos grandes.

O caminho tradicional tem seus vícios de longa data. Você tem tudo que desejaria ter em sua própria redação: tecnologia e técnicos pra lhe dar suporte, motoristas e fotógrafos a lhe esperar prontamente pra cobrir sua pauta, secretária pra lhe servir o café e atender o telefone, produção com todos os contatos possíveis pra você requisitar, etc, além das monedas (não muitas) garantidas todo final de mês. Mas vira escravo, colabora com quem sempre combateu, e se tudo der certo, daqui a quarenta anos de fidelidade a empresa, assume o lugar do Lasier Martins. Antes disso, você vai tirar foto de cágados e pombas no parcão ou fazer previsão do tempo.

A classe também não anda bem. Tem gente boa por aí a produzir boas cousas. Mas me causa certa perplexidade alguns deles. Muitos jornalistas competentes, em época de eleições, se mostram extremamente intransigentes. É decepcionante observar colegas, antes tão aprofundados por um outro mundo possível, agora como cães de guarda do coronelismo que domina o país. Ai de você levantar a voz ou fazer qualquer crítica aos monarcas e ao populismo. Receberá rótulos, tais como “golpista”, termo em voga.

Inevitável eu tentar a sorte em outras panelas. Até hoje mandando chuva, caio de boca no fogão pra por fogo em tudo que possa ser cozido. Não deixarei de escrever. Investirei nas auto entrevistas, todas elas bem temperadas. O DILÚVIO muda de mãos, talvez de rumo, mas segue sua sofrida e heroica resistência. Como já dizia Antônio Conselheiro, “adeus povo, adeus árvores, adeus campos, aceitai minha despedida”. A revista e seus tentáculos já fazem parte da história do jornalismo independente e das comunidades virtuais. Roubo agora Agostinho Carrara, que sampleou o mártir da grande família brasileira, Getúlio Vargas: “saio da história pra entrar na vida”.

Enquanto isso, sigo minha leitura. A Rolling Stone pergunta a Jim Morrison se ele é católico. Ele responde:

Religião é como filosofia, algo a que você devota mais seu tempo. Pode ser uma mulher. Pode ser uma droga. Pode ser álcool. Pode ser dinheiro. Pode ser literatura. Creio que religião é a coisa na qual você mais pensa e trabalha. Estou meio que ligado ao ramo da arte e literatura... meus heróis são artistas e escritores.

Por duas vezes você disse que manipulou a imprensa com sucesso. O quanto desta entrevista foi manipulado?

Não se pode evitar o fato de que o que você diz poderia possivelmente aparecer impresso um dia, por isso você mantém isso em mente. Tenho tentado esquecer isso.

Há outro tema em que você gostaria de tocar?

Que tal... Podemos discutir o álcool? Só um diálogo rápido. Nada longo

Ok. Parte da mitologia diz que você bebe bastante.

Em um nível muito básico, amo beber. Mas não me consigo ver tomando leite ou água ou Coca-Cola. Isso estraga tudo pra mim. Você tem que ter vinho ou cerveja para completar a refeição.

Isso é tudo que você quer dizer?

Ficando bêbado... Você tem o controle completo até certo ponto. A escolha é sua, toda vez que toma um gole. Você tem uma porção de pequenas escolhas. É como... Acho que é a diferença entre suicídio e a rendição lenta...

O que isso quer dizer?

Não sei, cara. Vamos ali beber.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

5 ANOS DA COMUNIDADE O DILÚVIO NO ORKUT

#mandachuva
Meia década de pirataria

txt: Tiago Jucá Oliveira

No dia 27 de abril de 2005, nós criamos a comunidade da revista O DILÚVIO no orkut, e, pra ser sincero, nunca esperamos nada de mais dela, a não ser marcar território numa rede social que começava a bombar no Brasil.

Não demorou muito, e a comunidade começou a ficar movimentanda e povoada. E aos poucos se tornou referência em desobediência civil. Uma constante troca de arquivos (pastas zipadas com faixas em mp3 de quase todos lançamentos nacionais e várias novidades da gringa) perturbou até mesmo artistas, gravadoras, distribuidores e produtores.

Não desistimos. Defensores da cultura livre que somos, nunca nos sentimos criminosos por causa disso. E, pra nossa surpresa, muitos artistas frequentam a comunidade, baixam discos e disponibilizam o próprio trabalho.

Mas não somente de "pirataria" vive a comunidade. Há entrevistas, debates, dicas, agenda de shows e também enquetes, que viabiliza a eleição dos melhores da música brasileira do Prêmio Uirapuru. Além de ser a principal referência de lançamentos nacionais pra escolha da crítica animal.

Se você tem perfil no Orkut, entre lá e faça parte de nossa comunidade. Para muitos membros participantes, é uma das melhores do Orkut, senão a melhor!

E os nossos parabéns a todos que a cada instante constroem mais um pedaço desse mosaico cultural!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O DILÚVIO no JORNALISMO B



# umbigada #
Forza y Coalidad

cmntr: Tiago Jucá Oliveira

Cris,
obrigado pelas críticas e elogios a nova edição da revista O DILÚVIO feitos por você pro blog Jornalismo B. Eis de concordar e discordar em alguns pontos. Não acho que a edição passada ficou feia por causa do tamanho. A imprensão ruim e falta de um projeto gráfico deixariam qualquer formato igualmente feio. Também me oponho a opinião que o CD do Fruet e Os Cozinheiros seja ruinzinho, mas música é gosto pessoal e é difícil discutir. Sobre as constantes mudanças de projetos gráficos, nem sempre foram por opção, e sim por necessidade, porém nunca tivemos medo de arriscar e experimentar de acordo com a urgência.

Mas de resto felizmente você tem razão, e que bom que concordo, pois a intenção você soube captar e repassar aos seus leitores. Pela primeira vez temos um projeto gráfico completo, com um logotipo de fonte própria, criada pela equipe da WViva, nova parceira que em breve merece um post aqui pro nosso público conhece-la. E o projeto ficou muito bom mesmo, há uma cara limpa e nova mas sem sujar nem quebrar a linha do tempo. A outra linha, a editorial, também atingiu seu seu auge. Há coesão no gancho, pela primeira vez utilizada numa edição da revista. A tecnologia, e seus usos colaborativos e piratas para subversão e desobediência, linka as páginas umas as outras no folhear dos olhos. A qualidade dos textos contribuíram demais pra isso tudo da certo. Pela primeira vez temos uma equipe de reportagem, e nunca tivemos tantos colaboradores de alto nível como agora.

Estudante ou jornalista que não tem um blog não pode ser jornalista, muito menos reclamar que não se exige diploma pra exercer a função. Jornalismo B é uma equipe de estudantes de comunicação que procuraram um meio tão fácil de se expressar: um blog, uma simples plataforma utilizada por eles pra fazer observação jornalística sobre jornalismo. Se o blog tem conteúdo e é feito com talento, então os elogios recebidos por ele nos motivam a continuar uma idéia em constante conflito com obstáculos financeiros. Caso a razão nos falasse mais alto que emoção, a revista teria acabado antes da terceira edição. E as críticas nos constroem, pois somos auto-críticos até demais da conta, e a insatisfação é o que fez a humanidade evoluir ao longo do tempo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O DILÚVIO em FORTALEZA

# noé ae?! #
Uma semana super produtiva

txt: Tiago Jucá Oliveira


Cágados e pombas:
vocês devem ter notado que estamos sem conteúdos novos produzidos por nossa equipe, e mesmos assim os textos livres reproduzidos estão entrando com atraso. O DILÚVIO está neste momento na linda capital cearense, em constante produção jornalística que você terá o prazer de ler, ouvir e assistir.

Durante quatro dias, entre 19 e 22 deste mês, produzimos uma oficina de Radio Web Livre para a Feira da Música 2009. E uma boa parte do material produzido já está no ar na Rádio da Feira, e assim que voltarmos a Porto Alegre, vamos acelerar esse processo. Infeizmente temos pouco acesso a internet, que pra piorar é super lenta.

Entre as entrevistas, vídeos e fotos que estão ou não no ar, há material inédito com diversos artistas: Alessandra Leão, Black Sonora, Mestre Galo Preto, Academia da Berlinda, Músicas Intermináveis Para Viagem, Erika Machado, Soatá, Costa a Costa, Isaac Cândido, Sambahempclube, Babilak Bah, Floresta Sonora, Validuaté, Fulô da Aurora, etc.

Seguimos em terras Alencares pra cobrir a turnê da banda argentina Los Cocineros, que se apresenta esta semana em três diferentes locais em Fortaleza. Arriégua mach, arriba la cociña!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O DILÚVIO

# umbigada #
A revista que nunca pára de cantar

txt: João Xavi


Tudo começou quando um estudante gaúcho saiu de sua terra pra participar do ENECOM (Encontro nacional de estudantes de comunicação) em Brasília. O encontro de 2001 ficou marcado pela tal Cannabis Cup, uma competição, digamos, não muito convencional. Um dos responsáveis pela “bagunça” era Tiago Jucá Oliveira, então estudante de jornalismo da UFRGS. O jovem estudante voltou pra casa entusiasmado pela troca de idéias proporcionada pelo evento e disposto a colocar parte da efervescência daqueles dias pra fora. Assim, através do bom e velho fanzine, começou sua história no mundo das mídias alternativas.

O primeiro zine produzido por Jucá já nasceu no formato digital, NOÉ LEVA A DOR, circulava pelo e-mail da galera da faculdade, a mesma que havia participado do ENECOM. Os conflitos entre Jucá, a reitoria e os professores inspiraram o trocadilho que batizaria a nova empreitada. Mesmo sem nenhum recurso gráfico, contando apenas com textos, o zine recebeu muitos elogios. O interesse e a curiosidade da rapaziada foi crescendo, a lista de e-mails que recebiam o zine aumentando.

O número seguinte já sairia com o nome de ARCA DE NOÉ, e a numeração passou a ser contada de dois em dois (#2, #4, #6), “porque na Arca só entra par” explica Jucá. Os colaboradores assumiam alcunhas de animais, reais ou ficcionais como o Xuxu, aquele gato da turma do Manda Chuva. O zine era uma ode à boa malandragem, à negação das tradições e ao inconformismo. O número de colaboradores, leitores e desafetos cresceu rápido demais. Em 2002 o zine pediu a colaboração de fotógrafos, escritores e rapidamente apareceu muita gente. Mantendo a referência a Noé, com inspiração no local (existe em Porto Alegre um riacho chamado Dilúvio), somada a inspiração global (a lama e o caos de Chico Science & Nação Zumbi) o web-zine entrou no ar rebatizado como O DILÚVIO.

Daí pra frente rolou uma evolução quase natural. O zine se tornava revista, mas mantinha seu caráter anárquico e questionador. Na quinta edição já havia o esquema de encartar um CD de uma banda independente junto à revista. As primeiras encartadas foram bandas locais, mas logo passou a chover música de todo canto do país. Na sexta edição a revista passou a trabalhar com o sistema copyleft, mas logo depois optariam pelo creative commons: “não gosto da idéia de dono de obras culturais ou informativas, ou científicas. Tem autor, mas não tem dono. É que nem filho, depois que põe na rua ele já não é mais seu. Aprende palavrão, a comer porcaria, a torcer pro time rival. Eu sempre gostei dessas coisas marginais”, sentencia Jucá. Atualmente a distribuição da revista é gratuita. O leitor opta por pagar se quiser levar o disco encartado pra casa.

Operar esses novos e diferentes formatos surgiu como uma alternativa pra Jucá, que nunca se sentiu à vontade pra trabalhar na grande mídia, pois acha a mídia gaúcha muito conservadora.

Atualmente a revista circula por toda Porto Alegre, em um sistema de distribuição em bancas de jornal, e algumas capitais do país, vendida no corpo-a-corpo em festas, universidades, espaços culturais e afins. Além do formato físico, a vida da revista na internet segue intensa. A revista conta com um blog constantemente atualizado, e uma ativa comunidade no orkut.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

HUMAITÁ PRA PEIXE: SONGORO COSONGO

# O DILÚVIO e Tuba do Pindzim - cobertura conjunta do festival carioca #

A tempestade


txt e video: Pindzim

pht: divulgação
A tempestade que se abateu sobre o Rio no fim da tarde de sábado não foi capaz de tirar o bom humor dos integrantes do Songoro Cosongo, ou diminuir a tradicional intensidade das apresentações do combo sul-americano nascido nas quebradas de Santa Tereza. As conseqüências da chuva foram sentidas na Sala Baden Powell. O auditório estava praticamente vazio quando a banda entrou no palco. Satisfeitos por estarem tendo a possibilidade de se apresentar fora de seu habitat natural, os integrantes do Songoro Cosongo fizeram um show que tinha tudo para ter sido o baile pré-carnavalesco do Humaitá pra Peixe. Não há referências explícitas, ou instrumentos típicos, do samba carioca. Metais e percussão constituem o alicerce da combinação de ritmos latinos, quentes, dançantes e irreverentes, que caracteriza a sonoridade da banda. Mas, por estar radicado no Rio de Janeiro e circular com sua música no circuito Lapa-Santa Tereza, é natural que o Songoro Cosongo seja também um bloco. Sai na manhã da segunda-feira - concentração às 9h no Curvelo, dia 4 de fevereiro - contribuindo para a renovação do carnaval de rua na cidade ao inserir o componente da diversidade na folia carioca.

Com tal mistura de referências sonoras e culturais, tentar definir a musicalidade do Songoro Cosongo exigiria um esforço reducionista. O show no Humaitá recomenda àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-los que não percam a próxima oportunidade.



Confira o vídeo reportagem com o Songoro Cosongo realizada minutos antes de eles subirem ao palco da Sala Baden Powell, (no alto desta página) ou na própria Tuba do Pindzim.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

  • Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob licença similar ou compatível.

Ficando claro que:

  • Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.
  • Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.
  • Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
    • Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
    • Os direitos morais do autor;
    • Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.
  • Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.

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