#CADÊ MEU CHINELO?

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quinta-feira, 15 de março de 2012

[agência pirata] A ORGANIZAÇÃO DO MUNDIAL NÃO PODE ATROPELAR OS DIREITOS DAS PESSOAS



::txt::Romário::

Minha relação com o futebol é conhecida no Brasil e no exterior. Desde meus tempos de jogador do Estrelinha, time fundado pelo meu pai na Vila da Penha, alimentei, como muitos meninos brasileiros, dois grandes sonhos: jogar uma Copa do Mundo pela nossa Seleção e ver o Brasil sediar um Mundial. O primeiro eu realizei em 94, ajudando o Brasil na conquista do Tetra. O segundo será agora, se Deus quiser, em 2014.

Esse amor pelo futebol, e o desejo de ver nosso País realizar uma Copa extraordinária, contribuíram para que a fiscalização dos preparativos para o Mundial se tornasse uma das bandeiras do meu mandato de Deputado Federal. Não posso assistir calado aos mesmos abusos que já vimos tantas vezes no Brasil, inclusive na organização de eventos esportivos. Como tenho dito em diversas oportunidades, sei que o dinheiro despejado em obras superfaturadas, em elefantes brancos (o TCU já denunciou que 4 das 12 arenas se tornarão elefantes brancos, como eu suspeitava), vai fazer falta na saúde, na educação, na segurança, na acessibilidade, etc. Não podemos aceitar.

Aliás, não posso aceitar calado que se gaste mais de R$ 1 bilhão para descaracterizar um estádio como o Maracanã. Essa dinheirama poderia, com certeza, ter sido gasta de outra forma, sem transformar em poeira o grande templo do nosso futebol.

Como vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto, visitei cada uma das cidades-sede. Vi de perto o que estava sendo feito e, em muitas cidades, o que NÃO estava sendo feito, ou tinha começado com muito atraso. Pude observar que, se muita coisa não mudar, e rápido, não teremos a mobilidade urbana, que era um dos principais legados previstos. Pelo que sei, menos de 30% das obras foram iniciadas. O programa “Mobilidade Urbana”, do Governo Federal, por exemplo, ficou quase parado em 2011. Dos R$ 650 milhões previstos, só 0,02% foi executado! E os aeroportos? Só Rio, Campinas, Curitiba e Natal deram início às obras. É uma situação preocupante. Uma vergonha.

Também acho inaceitável que esses preparativos sejam feitos atropelando os direitos das pessoas, com desapropriações a toque-de-caixa. Será que os cariocas, os paulistas, os cearenses, querem como legado da Copa a favelização? Aposto que não.

Não podemos permitir que a Lei Geral da Copa passe por cima da soberania brasileira para atender aos interesses da FIFA, que só vai ficar aqui um mês. Temos, também, que estar vigilantes para garantir que a Copa das Confederações e a Copa do Mundo deixem um legado positivo para o nosso povo. Por isso, com o apoio da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de que sou vice-presidente, lutei para garantir a acessibilidade nos estádios da Copa. E fiquei contente por termos conseguido o compromisso da CBF de destinar 32 mil ingressos para pessoas com deficiência. Mas ainda falta muito para o ideal.

Não abro mão das bandeiras que orientam a minha atividade política. Podem me esculachar, se quiserem: nada me tira do meu foco. Nunca me preocupei em ser unanimidade, e sei que quando abro a boca para criticar a FIFA, a CBF, ou a desonestidade de políticos e empresários, não sou apenas o Romário, e sim a voz de milhões de brasileiros.

quarta-feira, 14 de março de 2012

[over12] #DILUVIOemPOA A CULPA É DE TODOS NÓS



::txt::Tiago Jucá Oliveira::
::phts::Arlei Arnt::

Após o dilúvio (é não foi nenhum viral nosso) que alagou Porto Alegre nesta quarta, como nunca eu havia visto antes, sobraram acusações na imprensa e redes sociais sobre a culpa do caos provocado pela chuva. Poder público responsabiliza a natureza e também a falta de consciência do cidadão que suja calçadas e ruas. Já o povo e a galera acusam a prefeitura de não investir em infra estrutura que solucione o problema.

Pois bem, eu digo com todas as letras: a culpa é de todos nós. Nós que sujamos e que escolhemos esses filhos da puta que (des)governam e/ou (des)governaram nossa cidade. Desde 1985 no poder, o MDB pouco fez pra melhorar e muito fez pra piorar. Pela prefeitura passaram nesse tempo (27 anos) Collares, Olívio, Tarso, Raul, Verle, Fogaça e Fortunatti. E o que mais eles se orgulharam de fazer e contar vantagem é asfalto. Ok, eu sei que um asfalto evita poeira e lama na vila, mas não há outras maneiras de trazer progresso sem impactar o ambiente e, ao mesmo tempo, não ser tão impermeável em relação à água? Ou é impossível mexer no macro negócio das empreiteiras do piche? Talvez burrice ou maldade? Não sei.



Enquanto isso, nós sujamos ruas, calçadas, arroio, ar, terra. Sim, todos nós. Transitam pelas ruas de Porto Alegre o mesmo número de carros e pedestres. Perceba como as calçadas estão sujas de lixos jogados e abertos, merda de cachorro e até de gente. E o dilúvio, falo do arroio, que coisa triste né? Imagina você entrar na casa de alguém e ver uma vala separando a sala do quarto, e nessa vala passar dejetos, ratos, garrafas plásticas, etc. O que você vai pensar do dono da casa?



Poi zé, então imagine quando o mundo estiver aqui na copa de 2014 pra observar a podridão que separa a zona sul da zona norte e deságua no Guaíba. "Povinho porco", vão pensar na certa. Hoje foi possível observar que pra querer sediar copa do mundo, a capital sul riograndense precisa antes de tudo saber sediar um dilúvio, evento que ocorre a séculos por aqui, no entanto a nossa porquice de corpo e alma parece que nunca vai contornar o transtorno pluvial.

Que construir metrô ou baratear a passagem do busão, porra nenhuma. Tá faltando é mais lanchas, botes, escunas e canoas pra descongestionar o trânsito. Ah, e um banana boat pra fortalecer o turismo na copa. Porto Alegre é (água) demais!


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[agência pirata] NENHUM PAÍS É UMA ILHA



::txt::Fernando Gabeira::

Nenhum homem é uma ilha, dizia o poeta inglês John Donne, no século 17. No auge da globalização, é razoável afirmar que nenhum país e uma ilha.

Quando as coisas apertam o mundo, o Brasil tende a se ilhar, mentalmente. O Brasil é uma ilha de prosperidade, dizia o general Geisel. Tsunami econômico aqui não passa de marolinha, afirmava o presidente Lula.

O jornalista americano Michael Lewis acaba de concluir um livro - Boomerang, Viagens ao Novo Terceiro Mundo - sobre a Europa. Ele percorreu quatro países: Islândia, Irlanda, Grécia e Alemanha. Seu objetivo era extrair lições para os EUA. E concluiu que os americanos deveriam inquietar-se com a crise europeia, pois podem ser os próximos da fila.

Barack Obama e Dilma Rousseff têm feito constantes advertências aos líderes europeus. Alguns já reclamam por terem sido condenados a ouvir conselhos. É compreensível que os dois presidentes se inquietem com a crise europeia e a demora em achar saídas. Mas ambos, em níveis diferentes, têm de olhar a própria retaguarda.

A exemplo de Islândia, Grécia e Espanha, os EUA enfrentam manifestações de rua. Elas têm um objetivo vago, mas miram o sistema financeiro e suas relações com o governo.

No Brasil o tema é a corrupção, mas o núcleo de descontentes pode ampliar seu alcance em caso de crise econômica. E não só porque a corrupção se torna mais insuportável num quadro de crise. Outro fator potencial de protesto é o modo irracional de gastar o dinheiro público. Olhando por esse ângulo, o Brasil comporta-se como um novo-rico, alheio à tempestade que se aproxima.

Os fatos da semana fortalecem essa visão. A Câmara dos Deputados gastou R$ 13,9 milhões com telefone nos últimos oito meses. Se houvesse interesse, com a ajuda da tecnologia esses gastos poderiam ser reduzidos à metade. Os custos do Congresso aumentam, assim como aumenta a resistência a considerar a tese de que, sem perder a eficácia, eles poderiam ser reduzidos à metade. A Câmara tem uma televisão com equipamentos e equipe completa. A pouco mais de 300 metros dali, o Senado tem também uma televisão com equipamentos e equipe completa. Com bons editores, uma só televisão divulgaria todo o trabalho do Congresso e ainda sobraria tempo.

José Sarney declarou em entrevista que os privilégios parlamentares são um tributo à democracia. Os suecos, apesar de sua riqueza, considerariam um insulto à democracia. Basta examinar o tratamento que dão a seus parlamentares, que precisam lavar sua roupa e limpar, após usarem, a cozinha coletiva de seu prédio.

Na área do governo, os fatos também revelam indiferença pelos gastos inúteis. Essa tendência pode rastreada pelas manchetes dos jornais. O Ministério da Pesca surge como um generoso pagador da bolsa-defeso. Não há indícios de que conterá seus excessos. O da Saúde aparece gastando parte de sua verba com vale-transporte e até pista de skate. Enquanto isso ocorre, R$ 1,8 milhão enviado à reserva dos índios guaranis-caiuás parece ter sumido no caminho, pois os postos, segundo o Ministério Público, estão em estado de miséria. Já a reforma do Palácio do Planalto custou 43% acima do preço estimado inicialmente. Apesar de notas técnicas condenando os gastos, R$ 112 milhões foram pagos.

Tudo isso vem à tona na fase pós-escândalo dos Ministérios dos Transportes e do Turismo, áreas em que as cifras do dispêndio eram muito maiores. A visão corrente na base do governo é de que tudo é secundário e chega a ser comovente se importar com tais gastos, diante da complexidade do processo. O mantra é confiar no mercado interno, apoiar-se nele para continuar crescendo. No entanto, embora não seja alarmante, pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) diz que, entre os emergentes, o Brasil sofreu uma das mais fortes desaceleração do crescimento.

A presidente Dilma deve anunciar, dizem os jornais, um novo plano de investimentos. Ela quer estimular a economia. Grande parte dos investimentos que o País fará nos próximo anos é destinada à Copa do Mundo e à Olimpíada. É preciso muita confiança para supor que esse caminho não apresente riscos na crise. Não se trata apenas de calcular o custo de alguns elefantes brancos. Eles continuarão representando gastos de manutenção muito tempo depois de usados nesses eventos internacionais.

Não se pode dizer que o governo ignore o problema de gestão dos recursos. Dilma atraiu para sua equipe o empresário Jorge Gerdau, que investiu na modernização dos governos. O do Rio de Janeiro deve a ele grande parte do êxito em superar o atraso constrangedor das administrações anteriores. A presença de Gerdau indica, pelo menos, a existência de plano de longo alcance. Mas falta uma força-tarefa para as emergências.

Toda eleição presidencial discute os gastos com viagens, que rondam os R$ 800 milhões. Num tempo de teleconferências, e-mails, Skype, gastos com viagens poderiam ser reduzidos. Mas não se vê uma campanha para diminuí-los, com resultados transparentes.

Ao pedágio da corrupção soma-se o espírito de novo-rico, inspirado pelo crescimento econômico. É muito peso para voar em tempos difíceis. Os dois fatores se entrelaçam e ganham nova dimensão quando o foco está na Copa e na Olimpíada. O primeiro grande acontecimento, o sorteio das chaves, no Rio de Janeiro, revelou a amplitude dessa tendência perigosa. Estado e cidade gastaram, juntos, R$ 30 milhões. O aluguel de uma cadeira custou R$ 204, soma suficiente para comprar cadeira nova.

A racionalidade nos gastos é um remédio muito simples para a complexidade da crise. Outras grandes medidas se pedem aos estadistas. A vantagem do remédio está sobre a mesa: é só ter a coragem política de adotá-lo. Na verdade, o grande obstáculo para racionalizar os gastos é político. Uma configuração estática de governo torna a política não mais uma solução, mas parte da crise.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A SELEÇÃO DA COPA

:txt: Monsenhor Jacá__

Casillas (Espanha)

Sérgio Ramos (Espanha)
Lugano (Uruguai)
Mathijsen (Holanda)
Van Bronckhorst (Holanda)

Schweinsteiger (Alemanha)
Iniesta (Espanha)
Sneijder (Holanda)

Müller (Alemanha)
Villa (Espanha)
Forlán (Uruguai)

Técnico: Vicente del Bosque (Espanha)

Craque: Forlán (Uruguai)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

VIVA O FUTEBOL BRASILEIRO

:txt: Bruno Mazzeo__

É hora daquele clichê, chato como todo clichê, mas verdadeiro como só, ou não seria um "clichê": há males que vêm para o bem. Acabou a Era Dunga. Por mais duro que seja, a eliminação precoce da seleção brasileira salvou o nosso futebol. A vitória da mediocridade pode trazer prejuízos seríssimos em qualquer segmento da vida, sobretudo na arte. E o futebol é uma delas. Apesar de achar que não precisaríamos passar por isso. O futebol brasileiro não tem lá tanto a aprender, não vem de uma seca absurda (como quando ganhou em 94), não precisa apanhar pra depois reagir, como Rocky Balboa. Nós já somos os maiores do mundo. Mas já que criaram essa situação... vamos focar no tal lado bom das coisas.

Vai que o Brasil passa pela Holanda. E vai indo, indo e acaba "fondo", como já disse o poeta. Dunga despejaria toda a sua TPM, um "vão ter que me engolir" da pior espécie que, pelo que eu nos conheço, acabaria sendo digerido. A mediocridade estaria consagrada. Felipe Melo seria um símbolo. Como Dunga em 90. A Era Felipe Melo estaria inaugurada. Ele poderia até virar técnico da seleção se o mundo não acabar em 2012. Coisa que não seria má ideia, caso isso realmente acontecesse.

Dunga não tinha o direito de fazer isso. De nos premiar com a mediocridade do seu pensamento. Felipe Melo é um horror? Sim, não é novidade para ninguém, o pior estrangeiro do Campeonato Italiano. Mas de quem é a culpa de ele estar ali? De quem o escala. Ou alguém acha que ele negaria a chance? "Não, seu Dunga, obrigado, mas acho que tem jogadores melhores que eu, vou ficar aqui na minha". Alguma surpresa? Felipe Melo continuou fazendo o que sempre fez, seja no Flamengo, seja na Europa. Descontrolado, bronco e arrogante, como mostrou desde o dia da convocação, num bate-boca idiota com o comentarista PVC, na ESPN. Acho que tem no YouTube.

Nosso comandante optou pela mediocridade. Ele tinha um menu com todos os pratos do mundo e escolheu comer jiló. Já falei aqui sobre Elano, um dos mais regulares, porém, um jogador mediano. Que, quando se machucou, abriu espaço para mais um jogador mais mediano ainda. Aí ficam jogando a responsabilidade toda em cima do pobre (maneira de dizer, tá?) Kaká, tipo "se vira aí pra dar talento a esse meio de campo" como se ele fosse Jesus, quando ele é apenas o Kaká, por mais que acredite Nele. É como colocar o Selton Mello pra fazer uma cena dramática com um figurante. A cena pode até ficar boa, mas se ele contracenar com o Wagner Moura pode render Oscar. Dunga podia ter Selton e Wagner no seu elenco, mas optou pelo Tiririca.

Em campo, nada de Brasil. O futebol brasileiro não é arrogante, por mais que seja superior. No genuíno futebol brasileiro o Robinho daria pedaladas em vez de esbravejar com os olhos esbugalhados. Até o Kaká falou palavrão, coisa antes inimaginável. Uma seleção de militares. No comando, não um capitão, mas um general. Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Ganso, nos porões da ditadura, proibidos de exercer sua arte. Um Romário da vida dificilmente teria sua chance com Dunga. A seleção ficou careta.

Se eu tivesse este espaço anos atrás, teria me perguntado sobre o porquê de Dunga ser o técnico da seleção, coisa que até agora ninguém me explicou. Nem nas crônicas esportivas, nem nas mesas do Baixo Gávea. A casa caiu, ele também, e eu continuo sem entender. Como continuo (e nesse caso agradeço) sem entender seus raciocínios, suas opções pela mediocridade. Mas agradeço por ele se despedir deixando menos vestígios do que a vitória poderia trazer. A Era Dunga já era.

Louvo a carreira de Dunga como jogador. Mesmo. Mas como treinador... Fora que não o perdoo por ter transformado a festinha que eu tinha na noite do jogo contra a Holanda num velório.

A maior constatação da Copa até agora é o quanto o Cristiano Ronaldo sente tesão nele mesmo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A SELEÇÃO DAS QUARTAS

:txt: Monsenhor Jacá__

Goleiro

Suárez (Uruguai)

Já vi todo tipo de defesa em Copa do Mundo, mas que nem aquela, no último minuto da prorrogação, jamais.

Lateral direito

Lahm (Alemanha)

Moderno. Desarma e arma.

Zagueiros

Lugano (Uruguai)

A mesma raça e técnica de sempre.

Friedrich (Alemanha)

Num time que joga pra frente, até zagueiro faz gol, sem comprometer a zaga.

Lateral esquerdo

Boateng (Alemanha)

Anulou o lado direito do ataque argentino.

Meio campo

Schweinsteiger (Alemanha)

Anulou Messi, o melhor jogador do mundo, enfernizou a zaga argentina, deu assistência e mandou no jogo.

Khedira (Alemanha)

Outro volante moderno alemão. O que sobra pros germânicos, faltou ao Brasil.

Sneijder (Holanda)

Fez dois gols no timeco do Dunga. Cérebro laranja.

Ataque

Müller (Alemanha)

Craque de bola. Maradona disse que não o conhecia. Agora conhece.

Forlán (Uruguai)

Um golaço de falta, a la Jabulani, quando tudo parecia um filme de terror pra celeste olímpica.

Robben (Holanda)

O homem que enervou a seleção emotiva do Brasil. Cavou faltas, cobrou um escanteio com precisão pra cabeça de Kuyt desviar pro miolo da área, onde a zaga brasileira dormia.

Craque

Schweinsteiger (Alemanha)

O dono do jogo em que o salto alto argentino tropeçou e caiu de quatro.

Técnico

Low (Alemanha)

Ah se o Dunga pensasse que nem ele. Em vez de cabeças-de-bagre no meio campo canarinho, teríamos volantes que sabem sair pro jogo e armadores que encostam nos atacantes.

Time

Alemanha

Não é todo dia que se ganha de 4x0 da Argentina, que tem o melhor jogador do mundo, numa quartas-de-final de Copa do Mundo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

LA FURIA ES ROJA



:txt: Monsenhor Jacá__

Nunca havia visto uma seleção espanhola que valesse 10 contos de réis. Dizem que a Espanha sempre amarela na copa, o que não é verdade, pois sempre foram times medianos, com um Butragueño aqui, um Michel acolá, talvez um Raul ali.

Essa Espanha que encanta na África do Sul é diferente. Chegou como uma das favoritas pois joga muito, tem uma troca de passes que envolve o adversário e desenvolve gols. O meio campo ofensivo é de tirar o chapéu: Xavi, Xabi Alonso, Iniesta, Villa, Fernando Torres, Pedro e Fàbregas.

Se o passado sem títulos não pesar na camiseta roja dos espanhóis, a taça do mundo será bem levinha.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A SELEÇÃO DAS OITAVAS

:txt: Monsenhor Jacá__

Goleiro

Stekelemburg (Holanda)

Seria uma injustiça não por o ganês Kingson ou o portuga Eduardo como titular dessa posição. Meu critério pra colocar o laranja é que ele foi decisivo na hora H, ao evitar duas ótimas chances de gol da seleção da Eslováquia, quando só estava 1x0 pra Holanda.

Lateral direito

Sergio Ramos (Espanha)

Ótimo apoiador, faz bons cruzamentos pra área e tem disposição pra marcar e dividir. Raça e técnica.

Zagueiros

Lugano (Uruguai)

Comanda a zaga que até o momento só levou um gol. Ele, famoso também por exagerar na raça, ainda não foi suspenso.

Juan (Brasil)

Ele não faz faltas (fez apenas uma em todo mundial, ao colocar a mão boba na bola). Ele faz gol.

Lateral esquerdo

Coentrão (Portugal)

Jogou bem, nada mais. Continua sendo a posição sem craque na Copa. Basta jogar o bê-a-bá. Um arroz com feijão sempre precisa dum Coentrão pra temperar

Meio Campo

Schweinsteiger (Alemanha)

Volante moderno. Desarma e arma, cobre atrás e chega na frente. E tem habilidade.

Müller (Alemanha)

Mesmo nome e número do maior artilheiro alemão de todos os tempos. Guardou dois golos contra os anglos da rainha.

Xavi (Espanha)

Comanda o melhor meio campo da Copa. E dá passe de letras pra despachar O Gajo e seus colegas de volta pra Portugal.

Sneijder (Holanda)

Lançamentos precisos, gol de placa. É o meio campista mais refinado da Copa.

Ataque

Villa (Espanha)

Fez um partidão contra os portugueses. E assumiu de vez a liderança de melhor jogador da Copa.

Suárez (Uruguai)

O jogador mais decisivo das oitavas. Cutucou e guardou duas buchas nos coreanos.

Craque

Villa (Espanha)

Acabei de dizer acima. Só não faz chover.

Técnico

Vicente del Bosque (Espanha)

Sem falar nem rir, seu time joga magicamente.

Time

Espanha

Deram um show, um baile, um chocolate, ou qualquer outro termo que você conheça, pra cima dos portugueses.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O CARROSSEL É LARANJA



:txt: Monsenhor Jacá__

Ok, a seleção holandesa desta copa não chega aos pés da inesquecível laranja mecânica, ou carrossel holandês, de 1974. Aliás, não pude assistir esse time, pois papai e mamãe ainda não tinham feito o "papai e mamãe" que me colocou sob a luz do sol.

Mas vi os ótimos times da Holanda de 88, 94 e 98, e posso afirmar que o atual time é, no mínimo, mais confiável. Tem um ótimo goleiro, uma zaga sem firulas, um meio campo comprometido com o toque e a pouca exposição, e um ataque brilhante. Tá certo que atacam em doses homeopáticas, mas quando vão pra cima tem poder de decisão e eficiência.

E é justamente esse quarteto ofensivo que pode decidir um jogo a qualquer momento: Kuyt, Van Persie, Sneijder e Robben. É um carrossel que procura atacar em contra ataques, mas ataca com quatro jogadores, todos talentosos.

Essa diferença poderá ser decisiva contra a retranca canarinha. Sexta feira saberemos a resposta.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TEVEZ NÃO ESTAVA IMPEDIDO

FUTEBOL É ARTE

:txt: Tiago Jucá Oliveira__

Existem no mundo duas raças completamente desprezíveis: marxistas e amantes do futebol burocrático. Aquele jogo que só busca o resultado, na base da força e da retranca, é o que há de pior no espetáculo bretão. Porém, há porém, há um caso diferente. O único marxista que vale a pena perder o tempo pra ler sua obra se chama Eric Hobsbawm. Exceto ele, os marxistas são incapazes de criticar as ditaduras soviéticas e cubanas, pois não tem espelho em casa nem cérebro suficiente pra elaborar uma autocrítica. Esses comedores de caviar não admitem que o nacional socialismo (na Alemanha, o partido nacional socialista abreviou o nome pra nazista) foi e é um regime autoritário, sem liberdade de expressão, na base da chibata aos opositores.

Hobsbawm consegue pensar. E tem uma escrita super maneira. Dele já li Bandidos, Rebeldes Primitivos, Revolucionários e História Social do Jazz, além de toda a série “Era” (das Revoluções, do Capital, dos Impérios, dos Extremos – aliás, sugiro a ele já começar, antes de morrer, a escrever a atual Era do Terror). O texto dele é incrível. A análise histórica, social, cultural e política são fantásticas e profundas, com argumentos e raiz. Como dizia os irmãos Maicá lá em Santo Cristo, “é com fundamento”.

Você, amigo leitor (prefiro o inimigo leitor), saberá onde quero chegar. Aliás, já cheguei, antes de você, que está aí parado a ler este texto, enquanto eu estou a fazer algo muito melhor. Eric Hobsbaw, no brilhante e essencial livro Era dos Extremos, afirma que, durante o breve século XX, “ no campo da cultura popular, o mundo era americano ou provinciano. Com uma exceção, nenhum outro modelo nacional ou regional se estabeleceu globalmente, embora alguns tivessem substancial influência regional, e um toque exótico ocasional entrasse na cultura popular comercial global de vez em quando, como os componentes caribenhos e lati-no-americanos de dança e música. A única exceção foi o esporte. ”

Opa, você irá dizer que esporte, principalmente futebol, não é cultura. Sim, você deve ser fã do Dunga ou do Fidel. Ouça Hobsbawm: “e quem, tendo visto a seleção brasileira em seus dias de glória, negará sua pretensão à condição de arte ?” Nesta época de Copa do Mundo (pena que acaba logo e voltemos a nos alienar com política e eleição) nossa seleção está com pouca arte. O único artista é Robinho, pois Kaká ainda se recupera duma contusão e Luís Fabiano está mais pra um matador, e dus bão, diga-se de passagem. Sem esquecer que o burro anão deixa Nilmar e Ramires no banco, e afogou o Ganso em alguma praia de Santos.

Ah, este texto que você ainda não acabou de ler, devido a sua lentidão típica dum Felipe Melo, foi escrito no dia de São João, véspera do confronto contra a seleção cruz maltina e após a exibição de dois belos artistas na Copa: Robben, do País Baixo, e Honda, do escrete nipônico. Ou seja, estou muito influenciado pela arte vista hoje, dia em que escrevo, e sem saber dos rumos de nossa seleção canarinho na Copa. Você talvez já saiba disso.

E se o leitor burocrático me contestar, ao dizer que futebol arte não vence, sugiro uma pesquisa no assunto. E irá saber dos fantásticos times do Brasil em 58, 62 e 70, ou da Argentina de 86, o Mengão de 81, a Máquina Tricolor de 83 e 2001, o Colorado de 75 e 76, o Verdão de 93 e 94, o Timão de 98 e 99. Futebol é arte. Nada mais.

domingo, 27 de junho de 2010

SELEÇÃO PRIMEIRA FASE

:txt: Monsenhor Jacá__

Muslera (Uruguai)

Nenhum gol tomado.

Lahm (Alemanha)

Eficiência na defesa, no apoio e nos cruzamentos.

Lugano (Uruguai)

Raça, técnica e liderança.

Lucio (Brasil)

Raça, técnica e liderança [2].

Heinze (Argentina)

Ninguém jogou mais do que ele nessa posição com poucos destaques na Copa.

Sheijder (Holanda)

Sem Robben, virou o cérebro da laranja.

Donovan (América)

O craque do time americano.

Honda (Japão)

A revelação da primeira fase. Filho de Zico.

Forlan (Uruguai)

O maestro cisplatino. Faz golaços e dá assistências precisas.

Villa (Espanha)

Não fosse um penalty perdido, e outra bola na trave, seria goleador isolado.

Craque:

Messi (Argentina)

Só faltou chover e meter uma bola na rede, pois o resto ele fez tudo.

Técnico:

Low (Alemanha)

Mudou as características do futebol duro da Alemanha. Apostou nos jovens.

Time:

Holanda

Não é um carrossel, mas não é uma carrocinha. Time que toca bola e ataca com naturalidade. Aproveitamento cem per cento.

sábado, 26 de junho de 2010

SELEÇÃO TERCEIRA RODADA

:txt: Monsenhor Jacá__

Goleiro:

Julio Cesar (Brasil)

Joga com proteção nas costas e ainda faz milagre com a ponta dos dedos.

Lateral direito:

Lahm (Alemanha)

Não fez nada demais, mas ninguém fez mais do que ele na rodada.

Zagueiros:

Lucio (Brasil)

Parou Ronaldo, o melhor em campo, de acordo com alguém que não entende de futebol.

Lugano (Uruguai)

A segurança de sempre.

Lateral esquerdo:

Salcido (Uruguai)

Não brilhou, mas não falhou.

Meio Campo:

Kopunek (Eslováquia)

Entrou em campo pra eliminar a Azurra. No primeiro toque na bola, gol eslovaco. E ciao Itália.

Endo (Japão)

É falta na entrada da área, adivinha quem vai bater … é o discípulo do camisa dez da Gávea.

Özil (Alemanha)

Brilha muito no chucrutz. Nem jogou tão bem, errou alguns passes. Mas foi decisivo através de um golaço.

Ataque:

Messi (Argentina)

Ele. Consegue fazer o impossível. Tipo passar a bola pro Palermo tabelando com a trave.

Honda (Japão)

Fez gol de falta, driblou, armou, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Deu uma finta no zagueiro dinamarquês, olhou prum lado, enganou o goleiro, sem ser fominha, e deu de bandeja pro colega só meter pro fundo das redes.

Villa (Espanha)

Fez um golaço de longe, pegando de prima uma bola rebatida pelo arqueiro chileno. Depois deu o passe pro gol que classificou os hispânicos pro clássico ibérico.

Técnico:

Okada (Japão)

A equipe japonesa foi a grande sensação da terceira rodada. Deu espetáculo. Parecia um time brasileiro. Zico fez escola na terra do sol nascente.

Craque:

Honda (Japão)

Definição mais exata pro Honda não há: o cara tem muitas cilindradas.

Melhor time:

Japão

A motocicleta japonesa, o sushi mecânico.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A MOTOCICLETA É JAPONESA




O futebol do País Baixo trouxe ao mundo na década de 70 o famoso e envolvente carrossel holandês, comandado por Johan Cruyff. A seleção japonesa, nesta Copa da África do Sul, até então tava mediana. Não a partida contra Camarões, e contra a Holanda jogaram mal. Ontem tive a oportunidade de ver os nipônicos, e dei sorte.

O Japão nasceu pro futebol após a ida de Zico pra jogar bola no campeonato deles. Mostrou como tratar a bola com carinho. Depois veio a Copa do Japão/Coréia (do Sul, óbvio, pois na do Norte só tem mísseis apontados pros inimigos imaginários da ditadura comunista), e os japoneses sentiram como é bom e bonito o esporte bretão quando é disputado pelos melhores jogadores do mundo.

Enfim, Zico retornou pra ser técnico da seleção nippon pra Copa de 2006. O time não passou da primeira fase, mas, sem rimar rimando, Zico montou uma base. E, pelo visto, ensinou alguns fundamentos a eles. E, você leitor, sabe, que não é difícil ensinar aos japas, pois eles aprendem rápido. Semelhante a eles no quesito ensinou-aprendeu, somente os portugueses. Dizem que os portugas só praticam basquete uma vez por semana, pois alguém falou pra eles que o objetivo desse esporte é jogar bola na cesta. Observe a tradição do país no basquete, e você verá que o aprendizado teve efeito.

Pois bem. Contra a Dinamarca, o Japão jogou como Zico. Numa Copa em que a Jabulani tem atrapalhado os gols de falta, os caras foram lá e fizeram dois golaços, a la Galinho de Quintino em seus melhores momentos com o Mengão ou com a Canarinho.

E um de seus jogadores me chamou a atenção. Minha não, do mundo todo. Keisuke Honda. Fez gol de falta, driblou, armou, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Deu uma finta no zagueiro dinamarquês, olhou prum lado, enganou o goleiro, sem ser fominha, e deu de bandeja pro colega só meter pro fundo das redes. Melhor definição pro Honda não há: o cara tem muitas cilindradas!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

DUNGA: A TPM QUE NÃO PASSA



:txt: Bruno Mazzeo__

Pronto. Já formei minha opinião: acho o Dunga um mala. Mala no sentido mais possível da expressão. Sem alça. De papelão em dia de chuva. Praticamente um contêiner. Não cabem aqui críticas ao seu trabalho, muito já se falou disso e todo mundo sabe que nossa caminhada rumo ao hexa vai ser com um Felipe Melo aqui, um Josué acolá. Falo da sua postura. Arrogante, prepotente e, no mínimo, mal-educado. Não necessariamente com os jornalistas que fazem as perguntas e considerações que tanto o deixam irritadinho, mas com o público, os torcedores brasileiros que querem e têm o direito de ouvir suas considerações, por mais idiotas que possam ser.

Uma das mais perfeitas expressões populares é "não sabe brincar, não desce pro play". E Dunga não só não sabe brincar, como ainda recolhe os brinquedos quando perde. Como uma criança mimada. Não me lembro de um técnico da seleção que não tenha sido questionado, ainda mais se tratando de um país onde todos são técnicos. Seja a falta de ponta do Telê ou a retranca do Parreira, nunca houve uma unanimidade. Nem vai haver. Até mesmo Zagallo, o maior vencedor de todos, teve que berrar para ser engolido. Cabe ao questionado usar argumentos para explicar suas decisões. Como fez o Felipão falando o porquê de deixar o Romário de fora, quando todo o Brasil clamava pelo Baixinho. Concordando ou não, era uma explicação, um raciocínio, uma lógica. Respeita-se e pronto.

Dunga não aceita críticas e nem justifica nada. Em vez de argumentos, usa sua cara de mau, seus erros de concordância e - mais recentemente - um ou outro palavrão. Me parece que o rancor pelas críticas surgidas em 90, começo da Era Dunga, ainda não foram superadas. Ficaram impregnadas dentro dele, como se tivesse eternamente que provar alguma coisa. Ora, isso já passou. Ou deveria. Logo na Copa seguinte, quando virou capitão, líder e, com toda a justiça, ergueu a taça. Ali as bocas já tinham sido caladas. Ele continuou xerife da seleção, respeitado e mesmo admirado pelos torcedores. Encerrou a vitoriosa carreira de jogador e, ao começar a de técnico, trouxe de volta a raivinha.

Claro que a responsa por ter contrariado a nação com sua convocação mediana tem um preço. Nem que seja o das críticas. Até voltar com o hexa e calar a boca de todo mundo. E essa é a resposta que queremos. Porque, quando a bola rola, todo mundo esquece que o Felipe Melo tá ali e torce como se fosse o Ganso. Assim como ninguém mais fica enchendo o saco do Felipão por ele ter preterido Romário. Preço que ele ia pagar caso não ganhasse o título. Como Parreira pagou na última Copa com a insistência nos veteranos que arrumavam meiões e não tinham comprometimento.

Que TPM é essa que não passa nem depois de uma vitória "convincente" como a contra a Costa do Marfim? As aspas foram porque, a mim, não convenceu tanto. Desculpe o mau humor. Acho que baixou um Dunga por aqui.

Continuo achando o time brasileiro assim assim. Mas como é assim assim a Copa, temos chances de voltar com a taça. E Elano, com dois gols em dois jogos, é a consagração do jogador mediano.

Acho que foi Camarões, em 90, a primeira seleção africana a encantar o mundo com sua alegria. Depois vieram Nigéria e até mesmo Senegal. Os africanos viraram o América, o segundo time de todos nós. Mas de um tempo pra cá, não só esqueceram a alegria, como passaram a usar da raiva. O que fizeram os jogadores da Costa do Marfim contra o Brasil foi revoltante. Se fosse no Maracanã, sairiam de campo aos gritos "timinho". É a globalização da Era Dunga.

Totalmente injusta a expulsão do Kaká. Não houve nenhum revide, nenhuma peitada, nada. Ele simplesmente vacilou ao não ficar invisível para deixar o cara passar. Ou talvez tenha sido o fato de ele ter xingado o zagueiro africano de "cabeça de melão".

Que golaço o do Luís Fabiano, hein? Por mais que tenha sido um gol(aço) de pelada, levou até o juiz a abrir uma licença poética e fingir que não viu seus toques de mão. Um gol daqueles não merece ser anulado.

Só não foi mais bonito do que o do Vivinho. Lembra?

terça-feira, 22 de junho de 2010

QUEM É DIDIER DROGBA?



:txt: Dennis de Oliveira

Didier Drogba foi xingado pelo técnico Dunga, logo após a partida vencida pela seleção brasileira - o técnico brasileiro disse "Drogba de merda". No início do jogo, foi pisado na mão de forma desleal pelo zagueiro Lúcio - desleal porque todos sabem que o jogador marfinense estava contundido na mão. Em todo momento da partida tensa, tentou apaziguar os ânimos. No final da partida, foi cumprimentar os jogadores brasileiros. Declarou à imprensa que a seleção brasileira mereceu a vitória e que faltou futebol para o seu time.

Drogba foi um campeão da serenidade, infelizmente ofuscado pelo ufanismo nacionalista e postura preconceituosa e racista de parcela considerável da mídia brasileira que não admite enfrentamento aos jogadores brasileiros por parte de oponentes do Terceiro Mundo - daí a raiva expressa contra os times sul-americanos, principalmente a Argentina - e uma certa veneração aos europeus. Ouvi o comentarista Caio, da Globo, dizer que a "Itália não pode ficar de fora", logo após o vexaminoso empate do "campeão do mundo" com a poderosa Nova Zelândia em 1 a 1.

Mas porque Drogba teve este comportamento? Algumas informações:

- Didier Drogba lançou, junto com Koffi Anan, o Guia Alternativo da Copa do Mundo, em que analisa as diferenças sociais e econômicas dos países que disputam o Mundial e apresenta propostas de como as relações podem ser mais equilibradas na política internacional (veja abaixo a apresentação em português) - para ter acesso ao guia, clique aqui.

- Didier Droga, junto com o franco-argelino Zidane, embaixadores do Programa da Boa Vontade do PNUD/ONU, lançaram um spot de TV chamando todos para o combate a pobreza. Diz Drogba: "Não pode haver espectadores na luta contra a pobreza. Nós todos precisamos estar em campo para melhorar a vida de milhões de pessoas pobres no mundo". Para ver o spot, clique aqui.

- Didier Drogba mantém uma série de projetos sociais de atendimento a crianças na Costa do Marfim e na África, participa de campanhas para erradicação da malária no continente africano. Veja no site oficial de Drogba, clicando aqui.

Enquanto isto, Kaká, o jogador que se colocou como vítima do último jogo e vem sendo tratado como tal pela mídia brasileira, prefere ajudar uma organização criminosa que se traveste de religião e cujos líderes foram presos nos Estados Unidos.

Saudades do Pelé que, pelo menos, dedicou seu milésimo gol às crianças pobres do Brasil. Parece pouco, mas muito mais sensibilidade social que o atual camisa dez da seleção tem. Sem contar que jogava muito - mas MUITO - mais futebol.

A SELEÇÃO DA SEGUNDA RODADA

:txt: Monsenhor Jacá__

Goleiro:

Stojkovic (Sérvia)

Fechou o gol e barrou o poderoso ataque alemão. Catou até um penalty.

Lateral direito:

Esteban Paredes (Paraguai)

Jogou pouco tempo, mas o suficiente pra expor sua agressividade no ataque.

Zagueiros:

Lúcio e Juan (Brasil)

Mostraram raça e categoria. Drogba quase não jogou. E os fortes marfinenses pareciam fracos diante de nossa zaga canarinha.

Lateral esquerdo:

Heinze (Argentina)

Essa posição ainda não rendeu ninguém que se destacasse. E até agora ninguém jogou melhor do que o argentino, que faz lá seu feijão com arroz, mas não compromete.

Meio campo:

Tiago (Portugal)

Ah se o Brasil tivesse um cabra assim. Até temos, mas Dunga preferiu convocar e escalar os cabeças-de-bagre que lembram seus tempos de futebol. Com raras excessões, quem um dia foi jogador medíocre também tende a ser um medíocre técnico. Tiago fez dois golos e foi o destaque português na goleada de 7x0 sobre o seleção da nada democrática Coréia do Norte.

Rommedahl (Dinamarca)

Brilho na vitória dinamarquesa sobre Camarões. Fez um gol, deu passe pra outro e comandou o time em campo.

Raúl Meireles (Portugal)

Foi o comandante da seleção cruz-maltina. Passa, tabela, aparece, triangula e faz gol.

Ataque:

Suárez (Uruguai)

Enfim a celeste olímpica, tão acostumada a lutadores de boxe, nos apresenta um craque de futebol. O cara se multiplica no ataque uruguaio. Atuação decisiva.

Forlán (Uruguai)

Mestre. Nada mais a acrescentar. Pensei que nunca mais haveria algo parecido com Francescoli no futebol cisplatino.

Messi (Argentina)

Preciso dizer algo sobre Lionel Messi? Acho que não.

Técnico:

Maradona (Argentina)

Joga com basicamente quatro atacantes. Estimula o futebol ofensivo. Goleia. E ainda faz aquela graça com la pelota. Aprende com ele, Dunga!

Craque:

Messi (Argentina)

Assim como na primeira rodada, Messi é novamente o craque. Só faltou o gol. Bem, mas aí ele vira deus e haverá uma divisão religiosa na Argentina entre Lionel e Don Diego.

Melhor time:

Portugal

Quem faz sete gols numa partida de copa do mundo merece o prêmio de melhor time da rodada, né? "Ah, mas era contra a Coréia do Norte". E daí? A retranca do Dunga suou pra fazer míseros 2x1 contra o mesmo adversário.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A OUSADIA É ALBICELESTE

:txt: Monsenhor Jacá__

Como é bom ver times que jogam pra frente, com vários atacantes de qualidade, com esquema ofensivo, em busca do gol. Não posso negar que eu era um daqueles que não acreditavam num time treinado por Maradona. Don Dieguito foi um dos maiores jogadores que eu vi, ao lado de Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Van Basten e Rivaldo, abaixo somente de Zidane, o maior de todos. Lógico, não vi Pelé, Garrincha e Puskas, e peguei Zico e Platini em fim de carreira. Porém, como técnico, estava deixando a desejar. Basta notar a irregular campanha nas eliminatórias, quando se classificou na última rodada, em partida heróica no Centenário.

Ainda tenho algumas restrições com a pessoa de Maradona. O apoio à ditadura cubana é a principal delas. Mas nem se compara ao ex-perna de pau Dunga, um arremedo de técnico, um esnobe analfabeto nos microfones, um filho da mãe que hei de secar, principalmente se for numa final contra los hermanos albicelestes.

Ao contrário de nossa medíocre, burocrática e retrancada seleção de mentalidade anã, a esquadra Argentina vai pra cima dos adversários, sem medo de ser feliz. Aos poucos, estão me conquistando! Antes disso, gostaria de ver o Dunga dar aquela matada de bola, com categoria. Impossível né? Negócio dele sempre foi dar carrinho e jogar deitado.

Viva o futebol arte!

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