O futebol do País Baixo trouxe ao mundo na década de 70 o famoso e envolvente carrossel holandês, comandado por Johan Cruyff. A seleção japonesa, nesta Copa da África do Sul, até então tava mediana. Não a partida contra Camarões, e contra a Holanda jogaram mal. Ontem tive a oportunidade de ver os nipônicos, e dei sorte.
O Japão nasceu pro futebol após a ida de Zico pra jogar bola no campeonato deles. Mostrou como tratar a bola com carinho. Depois veio a Copa do Japão/Coréia (do Sul, óbvio, pois na do Norte só tem mísseis apontados pros inimigos imaginários da ditadura comunista), e os japoneses sentiram como é bom e bonito o esporte bretão quando é disputado pelos melhores jogadores do mundo.
Enfim, Zico retornou pra ser técnico da seleção nippon pra Copa de 2006. O time não passou da primeira fase, mas, sem rimar rimando, Zico montou uma base. E, pelo visto, ensinou alguns fundamentos a eles. E, você leitor, sabe, que não é difícil ensinar aos japas, pois eles aprendem rápido. Semelhante a eles no quesito ensinou-aprendeu, somente os portugueses. Dizem que os portugas só praticam basquete uma vez por semana, pois alguém falou pra eles que o objetivo desse esporte é jogar bola na cesta. Observe a tradição do país no basquete, e você verá que o aprendizado teve efeito.
Pois bem. Contra a Dinamarca, o Japão jogou como Zico. Numa Copa em que a Jabulani tem atrapalhado os gols de falta, os caras foram lá e fizeram dois golaços, a la Galinho de Quintino em seus melhores momentos com o Mengão ou com a Canarinho.
E um de seus jogadores me chamou a atenção. Minha não, do mundo todo. Keisuke Honda. Fez gol de falta, driblou, armou, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Deu uma finta no zagueiro dinamarquês, olhou prum lado, enganou o goleiro, sem ser fominha, e deu de bandeja pro colega só meter pro fundo das redes. Melhor definição pro Honda não há: o cara tem muitas cilindradas!
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