#CADÊ MEU CHINELO?

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sábado, 13 de agosto de 2011

[vermelho] IMPRENSA ESPORTIVA - QUAL É O SEU PAPEL ?



::txt::Daniel Sander::

Na verdade, se bater uma vontade de escrever, dá pra desenvoler duas idéias. Uma delas, é sobre a coluna do David Coimbra de ontem (sexta-feira) na página 2 da ZH. Ele escreveu sobre o caso do Tonho Crocco. Não sendo exatamente contra ele, mas sendo polêmico. Na hora que eu li, lembrei de uma coluna dele, falando sobre o caso dos ciclistas. Me causou a mesma impressão sobre ele. O que me parece, é que talvez nem seja a idéia que ele defenda. Ele quer ser polêmico. Tipo, ele se acha um Paulo Sant"Anna da vida. Só que o Paulo Sant"Anna é espontâneo. É verdadeiro. É respeitado. No caso do David, ele analisa o que a opinião pública defende, pra criar uma teoria contrária. Eu imagino ele sentado em sua cadeira, pensando em várias teorias que possam causar impacto. Tipo, se achando o deus da crônica. Se achando um intelectual.

Não sei se eu consegui passar a impressão que eu passei a ter dele. Comecei a escrever um e-mail pra ele ontem de manhã e desisti. Não sei se vale a pena.

A outra idéia, indiretamente também tem a ver com ele. Não quis fazer um texto, mas criei um tópico sobre o assunto na comunidade do Inter.

---x---

Ouvindo o Sala de hoje, fiz uma reflexão sobre a imprensa esportiva. E longe de ficar nessa superficialidade ser "azul" ou 'vermelha". Mas sobre o seu papel perante o torcedor.

Será que a imprensa esportiva deveria ser investigativa???? Fiquei pensando nisso depois desse episódio da demissão do Falcão.

Há muita corrupção no futebol. A FIFA tá aí pra mostrar isso. Mas eu me atenho ao Inter. Pensem em todas as coisas que vem acontecendo no Inter. Peguem como exemplo a curta passagem do Falcão. Brigou com o Chumbinho. Foi demitido estranhamente. Aí já pensem em escalação de alguns jogadores, contratações, negociações com empresários. Enfim, não vou me alongar, certamente vocês acharão muitos e muitos exemplos.

Dá pra citar um do Grêmio: a "venda" do Ronaldinho. A imprensa nunca investigou nada. Só trata do que acontece dentro das quatro linhas.

Mas aí, surge a questão: será que o torcedor realmente gostaria de saber o que realmente acontece??? Será que isso não afastaria o torcedor do clube??? Diminuiria o número de sócios??? A receita ficaria menor???

Na relação custo/benefício, vocês acham melhor investigar, ou tratar apenas do futebol especificamente????

O que te parece????

Abraço Jucá!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

[over12] TVE VETOU VÍDEO DE TONHO CROCCO



::txt::Monsenhor Jucá::

O programa Radar é um das poucas coisas legais produzidas pela TVE do Rio Grande do Sul. A emissora estatal (estatal sim, pública não) além de pecar pela péssima programação (aqui não incluímos os programas retransmitidos), também tem outro péssimo defeito: ser comandada por políticos que estão no poder. A cada quatro anos, a emissora muda seu estilo da água pro vinho, e vice-versa, dependendo de quem assume o governo estadual.

Pois bem, por ser a emissora oficial do Piratini, seu jornalismo só poderia ser tendencioso. Não há nenhuma reportagem crítica ou denúncias feitas por cidadãos sobre problemas sociais e comunitários. Seria possível de entender a postura se a TVE não fosse sustentada pelo nosso bolso.

O Radar fez uma reportagem sobre a censura que o ex-malandro estadual Giovani Cherini tenta impor em Tonho Crocco, por causa da música que deu nome aos bois que aumentaram o próprio salário em mais de 70%. Mas, segundo fontes extremamente confiáveis, o vídeo de Tonho foi vetado de ser exibido dentro do programa, pois "poderia causar problemas". A ordem teria sido dada pelo presidente da Fundação Piratini, o senhor Pedro Osório.

Mesmo que alguém queira contestar esta informação, não há como esconder um fato: o vídeo Gang da Matriz ainda não foi exibido no Radar. A pergunta que não quer calar: que problemas podem ser causados? O óbvio: Cherini não está sozinho. Infelizmente.

===

33 minutos depois:

Caro editor da revista O Dilúvio:


A Fundação Cultural Piratini informa que não praticou qualquer tipo de censura à obra do artista Tonho Crocco em sua programação. Com o objetivo de qualificar o debate sobre o assunto e o direito de livre expressão, o caso foi amplamente tratado em reportagem especial no programa Radar do dia 4 de agosto.


Veja a matéria sobre o assunto em http://www.youtube.com/watch?v=be6HWsoCTbw


A Fundação Cultural Piratini mantém sua posição a favor da livre manifestação de pensamento, de criação, de expressão e de informação, sob qualquer forma, não praticando censura de natureza político-ideológica ou artística.

Salientamos ainda que o vídeoclipe Gangue da Matriz foi veiculado pela emissora no mês de janeiro e no programa Radar TVE da útlima sexta-feira, dia 5 de agosto de 2011.

Estamos à disposição para resolver qualquer dúvida,

atenciosamente,

Anahy Metz
Assessora de Comunicação Social
Diretoria de Marketing Cultural
Fundação Cultural Piratini - Rádio e Televisão
DRT 15370

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

[do além] STALIN PROCESSA MARCELO FROMER POR CRIME CONTRA A HONRA



::txt y ntrvst::Monsenhor Jucá::

O ex-ditador Stalin e eterno ídolo da playboyzada universitária do PSOL e PCdoB encaminhou ao Ministério Público do Além uma queixa crime contra o ex-guitarrista do Titãs Marcelo Fromer. A acusação diz respeito a letra da música “Nome aos Bois”, sucesso da banda nos anos 80. Conseguimos um contato com Stalin graças a intermediação do médium Chico Xavier. Abaixo alguns trechos da entrevista.

Porque o senhor quer processar o Marcelo Fromer?
Minha intenção é colocar esse inimigo da revolução no seu devido lugar. A música até é legal, mas a letra é desrespeitosa.

Desculpe, mas não vi nenhum desrespeito na letra! Ela somente cita o seu nome e de outras pessoas, não há nenhum juízo de valor.
Como que não, camarada? Preste a atenção no título da música: “Nome aos Bois”. Nem eu e nenhum dos meus camaradas citados na letra somos, fomos e jamais seremos bois. Nós somos grandes personalidades da história. Milhares de livros contam nossa vida e nossa obra. E ele, quem é ele? Nunca vi uma estátua dele. Conhece alguma cidade com o nome dele? Algum movimento chamado “marcelista” ou “fromista”?

Não, mas …
...Então. Ele quer fazer fama às nossas custas!

Mas os Titãs foram uma das melhores bandas dos anos 80! Foi não?
Isso é uma mentira produzida pela propaganda capitalista. Esse sujeito já morreu, inclusive.

O senhor também!
Isso é outra mentira do capitalismo!

E como fica a liberdade de expressão?
Porra, camarada, você não sabe que sou comunista? Não tem essa de liberdade de expressão. Isso é discurso demagógico do Giovani Cherini pra imprensa e eleitores ... duas coisas que na União Soviética e nos outros países comunistas jamais existiu. Esse músico gaúcho aí, como é mesmo o nome dele?

O que o Cherini tá processando?
Como dizia meu pupilo Chavez, “isso isso isso”!

Tonho Crocco.
Então. Comigo já tinha ido pro paredão. Ele e todos esses manés que querem protestar a favor dele. Ah democracia, que nojo! Só estou processando o Marcelo Fromer por dois motivos: primeiro que não dá pra matar ele, pois já está morto. E também porque aqui no céu tem um carinha com uma tábua que diz “não matarás”.

Mas o senhor está no céu? Jurava que tinha ido pro inferno!
Pois é, o FHC privatizou o inferno. Deu de mãos beijadas pro capeta. Aí vim pra cá, é tudo estatal.

Mais alguém está apoiando a sua iniciativa contra o Fromer?
Quase todos os citados na letra assinaram a queixa. Meu camarada Hitler é o mais entusiasmado em colher assinaturas.

Vocês dois fizeram as pazes?
Sim, só tivemos aquela pequena briga nos anos 40 porque ele insistiu em matar uns camaradas judeus, mas antes disso sempre estivemos do mesmo lado. Se tu não sabe, o partido que elegeu o Hitler também era socialista.

O senhor sabia que há vários partidos no Brasil que o idolatram?
Sei, mas esses playboys do PSOL, do PPS e do PCdoB não são do meu tipo. Só querem um carguinho de CC, ou uma vaga no legislativo. Não são capazes de botar no paredão essa mulher de vocês aí que continua bebendo da cartilha capitalista e neoliberal.

E o Chico Xavier, o que pensa sobre isso?
Não sei.

Você viu o filme sobre a vida dele?
Vi sim, o Mussolini me emprestou o DVD.

Achou o filme bom ou ruim?
Médium!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

[over12] TONHO CROCCO É VÍTIMA DE CENSURA

::txt::Tonho Crocco::

Eu, Antonio Carlos Crocco, nome artístico Tonho Crocco, Brasileiro e morador da cidade de Porto Alegre/RS estou sendo processado por intermédio de uma ação no Ministério Público encaminhada em nome do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e atual Deputado Federal do PDT GIOVANI CHERINI por crimes contra a HONRA. A audiência preliminar acontece no dia 22 de agosto de 2011, segunda-feira às 15h no Foro Central de Porto Alegre/RS.

Explicando a situação:

No dia 21 de dezembro de 2010, 36 deputados estaduais votaram a favor do aumento de 73% de seus próprios salários. O substituto do Projeto de Lei 352/2010, elevou o salário dos parlamentares de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34. Em menos de 24h consegui compor e gravar o vídeo protesto "Gangue da Matriz" que já recebeu mais de 37 mil visualizações no Youtube e está a disposição para download no meu site



A assembléia, representada na época pelo Deputado GIOVANI CHERINI encaminhou ao Ministério Público representação de ilicitude, pedindo providências, na qual fui intimado e indiciado por CRIMES CONTRA A HONRA. O artigo 138, 139 e 140 do código penal prevê pena de 1 mês a 2 anos de detenção.

Não seria esta ação uma forma de censura à liberdade de expressão? Não estaria o excelentíssimo Deputado ou a quem ele representou agindo de forma truculenta? Estaríamos retrocedendo aos tempos da ditadura? Será mesmo que estamos numa democracia?

Meu verdadeiro temor é que se abra um precedente coibindo as manifestação políticas; principalmente aquelas que usam de vias pacíficas e da ARTE como forma de expressão.
Gostaria de contar com o apoio e mobilização dos que concordam com esta filosofia. Não apenas a classe artística e sim de todas pessoas que compartilham esta visão.

Repasse e divulgue este manifesto. Envie sua mensagem para contato@tonhocrocco.com ou pelo meu twitter que divulgaremos no site e em todas as redes sociais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

[negodito] QUEM NÃO TEM LAÇADOR, PESCA COM PATO

::txt::Basket Selector::

2010 foi um bom ano pra música gaúcha. Pela primeira vez no prêmio uirapuru, que organizo há 11 anos com a colaboração de jornalistas e artistas, uma banda daqui é eleita a melhor do ano. Estou falando da Apanhador Só, que ano passado lançou seu primeiro disco. Porém, há porém, não é somente porque eles ganharam na categoria de melhor banda, dum premio promovido por mim, que vou aqui impor que 2010 foi bom.

Esqueça o meu gosto confrontado com o seu, e vamos nos deter em números. Pra um lugar longe demais das capitais, e sem um mercado interno forte que de sustentação aos artistas, o ano que terminou no verão passado nos trouxe, relativamente, muitos discos. Uma listagem rápida: além da Apanhador Só, tivemos a volta dos Replicantes, o maravilhoso retorno de Vitor Ramil, mais um disco da Pata de Elefante, Identidade, a revelação Gisele de Santi, a sempre boa Walverdes, o primeiro disco solo do Gustavo Telles (o baterista “Prego”, da Pata de Elefante), Gulivers, … bem, falei das que lembro de cabeça e que eu curti.

A Apanhador Só é um caso pra ser estudado. Um jornal de Minas (desculpe, leitor, não lembro qual muito menos tenho o link) disse que era a banda menos gaúcha que já conheceram. Tive a oportunidade de perguntar a eles num programa de radio da Ipanema FM sobre isso, e eles foram bem taxativos: “se somos do RS, impossível nossa música ser menos gaúcha que a de fulano ou a de beltrano”. Eles tem razão. Creio que há um rótulo pra nossa música. Se usa lenço e bombacha, é música gaudéria. Se é gurizada com guitarra nos braços, é o rock gaúcho. E dispensa-se outras formas de manifestação musical? Não!

Numa linha semelhante ao da Apanhador (isso não quer dizer que façam sons iguais ou parecidos, e sim não estão nas duas opções acima) podemos incluir bandas e artistas bem legais, mas sem quase nada de projeção nacional: Subtropicais, Funkalister, Richard Serraria, Zumbira, Bandidnha de
Da Dó, Samba Grego, entre outras. Tonho Crocco, ex-vocalista da Ultramen, também pode entrar nesse balaio, com a diferença que ele tem um pouco mais de projeção, devido a história que construiu com a Ultramen em quase 20 anos, além, é claro, do talento que tem pra compor e cantar.

PS.: Esse é somente meu primeiro texto pro Nego Dito. Introduzi nossos artistas, dei um breve panorama, ainda não sei pra quem estou escrevendo. Mas, como já dizia o ditado, quem não tem laçador, pesca com pato.

domingo, 12 de julho de 2009

MAIS +ou- MENAS # 009




Tegucigolpe, Honduras mas não morre.

XII - Julio Cezar, 2009. Antes de Cristo?

#yeda
ZH diz: QUEM VAI APAGAR A LUZ?
PT diz: QUEM VAI PAGAR A LUZ?
MC diz: QUANDO VAI ACABAR A LUZ?




#tapa_na_orelha

per DJ Basket



Tonho Crocco ta com EP na área. Teto Solar, primeiro trabalho solo do cantor. O disco é em formato SMD, uma tecnologia criada pelo sertanejo Ralph, que só pode ser vendido ao público por cinco reais, pra concorrer com o preço dos piratas. “Abre-Alas (O Carro Destemido)”, não por acaso, inicia trazendo Nova York na mala, cidade por onde transitou durante alguns meses. É funk groove em clima de seriado policial dos anos 70 que eu assistia na sessão da tarde dos anos 80. O Brasil dá um pouco de tempero na primeira faixa e toma conta do swing na segunda, “Teto Solar”, um samba-rock pegado na batida e no sopro, lembrando os bons balanços da Ultramen e dos próprios shows de Tonho com a Brazilian Sound Machine. “Quadratura” não deixa o pique cair, e as influências brasileiras e estrangeiras se confundem, entre guitarra e cuíca. O samba enfim faz solo em “Árida Saudade”, lirismo de harmonia e poesia, um choro emocionado que contrasta com o Open’s Deep Mix de “Abre-Alas”, que encerra o EP de quase 25 minutos de maneira triunfal, abrindo caminho pro eletrônico. Tonho Crocco é um dos melhores cantores do país. Teto Solar é o grande álbum curto de 2009!



Muito Obrigado Axé”, faixa do novo disco da Ivete Sangalo, Pode Entrar, é a música que recomendo ouvir. A rainha do dendê recebe Maria Bethânia em sua casa e divide com ela os vocais. A Bahia de todos os santos está ali, na negritude religiosa com a simpatia baiana. A composição de Carlinhos Brown é um samba leve com energia positiva: “joga as armas pra lá e faz a festa”. Impossível não se contagiar, pois “isso é pra te levar na fé/ Deus é brasileiro/ muito obrigado axé”. As duas melhores cantoras brasileiras do momento, divinamente juntas. Dorival Caymmi com certeza daria a benção!



Entre audições e leituras musicais, acabo por saber que mashups já foi traduzido pra “bastard pop”. Os direitos autorais violentamente violados em nome da arte do remix. Pois o pessoal do Canhotagem juntou uma série de ilegalidades e fez uma colagem bem legal. Até agora já saíram três coletâneas devidamente batizadas de Os Batardos Populares. Reúne mágicas combinações de Afrika Bambaata vs. Jorge Ben, Pixies vs. Run DMC, Nine Inch Nails vs. Kool and The Gang, Vegomatic vs. The Clash, White Stripes vs. Public Enemy, M.I.A. vs. Le Peuple De L’herbe, Police vs. Klaxons, Soundgarden vs. Deee-Lite, Red Hot Chili Peppers vs. Ting Tings, só pra citar as ótimas entre outras tantas boas.

>>>volume 03<<<

>>>volume 02<<<

>>>volume 01<<<





#giornalismo

per Izabela Vasconcelos

Gay Talese diz que curiosidade está acima do diploma de jornalismo

Em encontro no MASP na última terça-feira (07/07), Gay Talese afirmou que a curiosidade está em primeiro lugar entre as qualidades de um jornalista, acima do diploma. “Acho que o diploma não é essencial para o jornalismo. O essencial é a curiosidade", disse o jornalista em debate moderado pelo editor executivo do jornal O Estado de S. Paulo, Ilan Kow.

Leia ma+s ou m-nos





#cacilds

per Professor Pasquale

Quer falar igual ao Mussum? Entre nesse site digite a palavra e veja como pronunciá-la em mussunguês. É issis.








#pangaré

per Arlei Arnt

Entrevista a galope: Alemão Birck, da Graforréia Xilarmônica

Muitas bandas tem retornado para turnês de shows. A Graforréia voltou recentemente com um CD ao vivo, agora tem músicas novas tocando nas rádios e está com um CD em gravação. A banda está voltando pra ficar, como parece, ou já se pensa num novo fim mais adiante?

Há muito tempo a Graforréia não é mais a nossa principal atividade, ela é somente mais uma entre tantas nas nossas vidas, isto pode ter garantido esta longevidade para a banda. Mas por outro lado se a gente tiver que terminar com este projeto não vai ser nada traumático. Nosso plano agora é terminar de compor o repertório para um novo disco de inéditas, gravar, lançar, fazer shows divulgando este novo trabalho. A gente tem trabalhado assim, só pensando no próximo passo, e por enquanto terminar a banda não é o próximo passo.

Em tempos de internet, mp3 e myspace, quais as estratégias para o lançamento do CD?

Nós todos temos quase uns 45 anos na cara, admito que não é nossa especialidade ficar em frente ao computador gerenciando sites de divulgação de material virtual. Talvez a saída seja contratar um produtor que se encarregue disto, sei lá. O Cd é uma mídia que está saindo aos poucos do mercado, mas ainda é uma exigência, mesmo que seja como material de divulgação. Como falei antes a gente está trabalhando de uma forma bem tranqüila, sem muita cobrança, nossa prioridade agora é finalizar o material novo e começar a gravá-lo de forma definitiva. Depois dele pronto, vamos tentar um parceiro para lançar o Cd novo de maneira convencional, na internet a gente vê o que faz depois. Mas por enquanto o lançamento realmente é algo que não está passando pela nossa cabeça.

O disco ao vivo foi produzido por uma dupla conceituada no cenário nacional, Kassin e Berna Ceppas, da Orquestra Imperial. Eles participarão novamente? Como foi a experiência e partiu de quem a iniciativa?

O Kassin é nosso amigo da época em que ele tocava em festivais de bandas independentes com a Acabou La Tequila. A gente estava precisando de alguém para produzir o disco ao vivo e no meio de uma reunião surgiu o nome dele. A gente ligou pra ele e acertamos tudo. A idéia de colocar o Berna na parada foi do próprio Kassin e a gente topou no ato. O processo foi muito tranqüilo, a gente gravou uma demo simulando o que aconteceria no dia da gravação e mandamos pro Rio, eles escutaram fizeram os comentários sobre o que eles acharam do material. Então nos encontramos um dia antes dos shows, acertamos os detalhes que faltavam, gravamos, eles levaram o material para o Rio, depois de algum tempo nos devolveram mixado. Só alegrias. Quanto ao trabalho novo já pensamos em alguns nomes mas ainda não falamos com ninguém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

LEI DA GROOVIDADE



# noé ae?! #
O BAGULHO É ISLÂMICO

phts: Rodrigo Colla
txt: Luis Vieira
ntrvst: Arlei Arnt


A Lei da Groovidade é uma festa que atende a uma demanda de muitos porto-alegrenses: ouvir música boa. Para quem acredita que a única opção que existe na Cidade Baixa é uma salada musical com tudo que se pode imaginar mais um pouco de samba-rock, há uma alternativa considerável.

Os DJ´s residentes do evento, Brawl, Marceleza, Fred e Rubim, fazendo do evento no Sótão, na rua João Alfredo, uma homenagem a música funk - aquela que surgiu nos Estados Unidos no fim da década de 60. Este estilo musical pode ser definido como uma mistura de elementos do soul, jazz e R&B com forte groove no contrabaixo. Isso dá mais ritmo à música e talvez, por consequência, mais vontade nas pessoas de dançar.

Apesar de ser um evento de um estilo, a Lei da Groovidade tende a não ficar totalmente presa ao funk. Se observarmos todos os artistas renomados do estilo, todos passaram por vários estilos musicais. Um exemplo pode ser um dos grandes ícones do funk: James Brown, que começou no gospel, passou pelo R&B, soul e funk. Por caminhos parecido passaram Stevie Wonder, Ray Charles, Tim Maia e Michael Jackson, que se tornou o rei do pop. Portanto, “Lei da Groovidade” não é um tiro para todos os lado, mas pode ter mais um alvo.


O DILÚVIO:
Como nasceu a idéia do projeto? Quais objetivos?

Rafael Rubim:
Eu estava com uma casa muito legal na mão, que é o sótão. Surgiu a idéia de fazer uma festa de black music old school, bem puxado pro funk, pro groove e imediatamente me lembrei do brawl, que é o baixista da Proveitosa Prática, uma banda de funk aqui de Porto Alegre. Na nossa primeira reunião ja chamamos o Marcelo (percussionista da PP) para agregar idéias, arrumar um nome, sons e ser mais um Dj, quer dizer, mais um colocando som na festa.
O objetivo era (e é) fazer uma festa com um som "novo" em porto alegre, que a gente curte, pra gente se divertir e se tivesse mais gente que curtisse a proposta, seria melhor ainda, e tem tido...hehehe. Ja na primeira festa, recebemos o Tonho Crocco, que ajudou a divulgar a festa e depois foi tocar seus vinis por lá tbem
Pra segunda festa convidamos o fred(Dj do Pé Palito) para discotecar na festa. Ele fez questão de levar vinis e a aparelhagem toda, foi foda, muito legal. Depois dessa ele entrou pra produção da bagaça

O DILÚVIO:
Começou em novembro ou dezembro do ano passado, né?

Brawl:
Aham, começou em novembro inicialemnte era pra ser quinzenal... e assim foi no final de 2008..mas a terceira edição...foi um sucesso impressionante pra nós, idealizadores, e tb pros donos da casa, que resolvemos apostar, durante a temporada de verão, em todas as terças de janeiro e quase todas de fevereiro...

O DILÚVIO:
Perché terça? Dia disponível ou estratégia?

Brawl:
Digamos que as duas coisas... a gente tava tri na pilha de um esquema profiça, porém com uma cara intimista...
juntando basicamente o pessoal que é da "coisa" – que é do funk não que estivessemos fechados para os marinheiros de primeira viagem, muito antes pelo contrario, mas a festa seria um ponto de encontro e bate papo pra esse povo, a nação do groove que tem em Porto Alegre, a "Lei" era pra ser aquele lounge/funk..num dia que geralmente não tem baile (trampo) pros musicos, djs e apreciadores...

Rafael Rubim:
Deu praticamente tudo certo, só a idéia de acabar cedo que foi por água a baixo...rsrs

Brawl:
A Lei da Groovidade viria a 'filtrar' um segmento bastante especifico do estilo funk...que é um conceito amplo, complicado muitas vezes de explicar...mas que a gente procura resumir em tudo aquilo que é descendente do nóe do funk, pai das cobra, James Brown...e seus netos...ehheeh

Rafael Rubim:
Dj James Brawl

Brawl:
Hahaha... é improtante lembrar que a gente também desde o inicio tem em mente fazermos uma série de testes no formato da festa pra coisa ir pegando corpo...e forma ideal...pois insistir é uma das chaves..não da pra parar..pro nome se firmar e ser uma marca de confiança, de referencia..que possa até vir a se expandir pra outros pagos, outras casas, levando o conceito...até chegar num ideal que a gente almeja. Que é: festa com discotecagem 'xiita' de funk aliado a shows das bandas só de funk.

O DILÚVIO:
E perché no Sótão, já que a casa é quase sempre identificada com um outro publico distinto?

Rafael Rubim:
Desde que surgiu a oportunidade de criar projetos pra casa, notamos que o Sótão não é uma casa de musica eletrônica, eu ja fiz festa de electro rock, de rock, de indie, ja teve festa anos 80, psy, house, samba-rock, ja teve de tudo lá, e o dono curte funk, jazz... tipo, a casa precisa sobreviver, muitas vezes não tem um rumo até que a grana começe a entrar, porque nao é no amor, é um negócio, o cara ta com aquilo pra pagar as contas, que não são poucas... Até a gente começar, a casa estava pra alugar, depois da Lei da Groovidade, o cara ja tirou até a faixa de aluga-se de la....hehehe

O DILÚVIO:
Então o bagulho tá islâmico?

Brawl:

Aham..fundamentalismo funk!

Rafael Rubim:
Além de ser uma casa muito bonita, aconchegante, com 2 ambientes, escondida.... bem inferninho....hehehe

O DILÚVIO:
como é a função, mais detalhadamente? Tipo começa como, são quantos djs? Quanto tempo cada um? O que mais alem disso?

Brawl:
Bão..o troço é orgânico...a gente faz divulgação só no boca-a-boca e na rede, baixo custo..a gente produz a arte...a gente chega cedo...e começa a tocar..se revezando, seguinto uma ordem estabelecida em cada edição...as vezes varios blocos curtos..as vezes mais longos...tem a idéia dOs DVDs também...Não necessariamente de musica, de funk, mas de coisas identificadas com 'old school'

Rafael Rubim:
Somos em quatro: Brawl, Marceleza, Rubim e Fred, que abraçou a causa e ainda leva pick-ups pra ele tocar os vinis dele. O cara é colecionador de disco, bem conhecido pela brasilidade, mas o cara tem muita coisa de funk, e ja começou a comprar uns vinis muito foda. Esses dias me mostrou um vinil do Sarava Soul, comprou um Funkadelic a pouco... ta se armando... e só nessa divulgação boca a boca e virtual, ja recebemos convite de outras casas e até de outras cidades como Santa Maria, Gramado e Floripa pra fazer a festa por lá. Sempre as 22horas, rua joao alfredo, 383 - Cidade Baixa, Porto Alegre.

Brawl:
Em fevereiro estaremos atacando em duas frentes: todas as terças em Floripa, no Vecchio Giorgio, na Lagoa da Conceição; terças 3, 10 e 17 no Sótão, em Porto Alegre! No orkut: perfil e comuna

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

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