#CADÊ MEU CHINELO?

Mostrando postagens com marcador Zero Hora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zero Hora. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

[agência pirata] ESTAVA AUTORIZADO A CASCATAR



::txt::Wladymir Ungaretti::

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

Continuo impedido de – livremente – comentar determinadas matérias e fotos de Zerolândia (jornal Zero Hora/RBS). Estou submetido a uma multa diária de 150 reais caso desrespeite esta determinação da Justiça. As ações foram movidas por um funcionário com 35 anos de firma. Uma cria da Casa, como se diz. Em primeira instância, na espera criminal, fui absolvido. Existe a possibilidade de recurso por parte do funcionário/RBS. Ele está obrigado a pagar as custas do processo e o meu advogado. Estou com todo o conteúdo da revista eletrônica Pontodevista – trabalho de sete anos – fora da rede, material que era usado em atividades didáticas de ensino de jornalismo na UFRGS. Não havia como “limpar” este material dos conteúdos que motivaram as ações. Escrevo estas notas, periodicamente, não só para informar os novos leitores do Blogpontodevista, mas para que cerca de 150 a 200 leitores diários, em Brasília, tenham consciência dos mecanismos de censura a que estão submetidos jornalistas que trabalham com a Internet, como último espaço que, em princípio, seria possível exercer a crítica. Resolvida esta pendenga, favorável ou não a Pontodevista, irei apenas assinalar que os meus reais objetivos já foram alcançados. Deverei ressaltar também que, independente do resultado final, continuarei sendo o professor Ungaretti, cuja história é de 45 anos de militância política (dois de cadeia), 40 de exercício do jornalismo, e quase 20 como professor. E nenhum prêmio. Ainda, em um outro momento, pretendo agradecer a todos os integrantes da rede de conivências corporativas por não terem se manifestado em solidariedade. Mesmo sabedores de quem eu sou e da minha história, assim como sabedores, também, do histórico do funcionário/RBS. Caso isso acontecesse teria ficado em uma situação de absoluto constrangimento e sob suspeitas. Não é por acaso o silêncio. É preciso ressaltar, ainda, que não por qualquer tipo temor abandonamos a crítica diária a Zerolândia. É uma prática repetitiva. Este espaço pode ser ocupado por outros até mesmo como aprendizado. Só enventualmente estaremos analisando uma ou outro aspecto, mas muito mais com o espírito de não perdermos o treino. Não é mais o centro de nossa atividade. E, ao final de todo esse processo, em caso de uma solução favorável, não temos a mínima intenção de qualquer comemoração. Pelo contrário. Ficará apenas a lástima de não termos ampliado, na ocasião, as críticas a todos os que foram coniventes com as práticas do funcionário. O cara fazia o que fazia com autorização, ou no mínimo com a omissão, do chefe da fotografia e do editor do jornal. Poderia dizer muito mais, mas quero distância de tudo isso. Alguém, também, deve ser responsável pela matéria “O estatuto do desarmamento bandido da Vila Cruzeiro”.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

“fui avisado por um ‘colega’ que não era saudável ler teu blog (PONTODEVISTA) na redação (ZH) nem dizer-se teu amigo logo que comecei lá.” Reproduzi, no Facebook, este pequeno trecho de um e-mail que foi enviado por um ex-aluno. E a seguir fiz o seguinte comentário: alguns ex-alunos me confirmaram este comentário. Um Bundão, da velha geração, chegou a pedir para uma ex-aluna defender o carinha que está me processando. Pode isso seu Richardo Chaves, o Kadão? Essa informação conta ponto prá ti na firma? Faça bom proveito! E você me conhece desde dos tempos da sucursal da Veja dirigida pelo Paulo Totti. Quero ser processado por todos vocês. É uma grande oportunidade de deixar registrado, nos anais da Justiça – para a história – o que penso deste lixo de jornalismo. Mesmo que isso me custe o quase nada que eu tenho.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

todos foram coniventes com as cascatas. Ninguém é inocente nesta parada. O fotógrafo é um coitado, instrumentalizado pelos editores. Estes instumentalizados, conscientemente, pelo PRBS para quem venderam a alma. Só falta quererem me provar que o Marcelo Rech e o Ricardo Chaves (Kadão) não sabiam que cascata é cascata. Juro, quero distância de tudo isso. Não tenho interesse nesse confronto. Até pelo simples fato de que tenho consciência de não sou nada diante do crimonoso poder do PRBS. Quero o exílio. Quero ser esquecido no ambiente da categoria, assim como na área do ensino de comunicologia da UFRGS. Mas tenho certeza de que serei lembrado pelos jovens JORNALISTAS paras os quais consegui doar meus conhecimentos e minha alma.

quero minha liberdade de crítica. por ela já passei dois anos na cadeia

alguém aí em Brasília está lendo o que escrevo? Sei que tenho pelo menos de 150 a 250 leitores lá por aquelas bandas. Preciso respirar. Quero que fique assegurado meu direto de dizer o que penso. Logo que essa parada ficar res0lvida, independentemente de ser a meu favor ou não, vou escrever um texto de agradecimento a todos os integrantes da rede de conivências corporativas por não terem se solidarizado comigo. Caso isso acontecesse estaria, hoje, sob suspeita. Obrigado companheirada do Sindicato, da ARI, da Fenaj e a todo mundo acadêmico que sabe o que represento como professor. Obrigado Bundões por não terem dito nada a meu favor. Boa parte das manchetes, de Zerolândia (nas últimas semanas) estão na mesma linha da edição de hoje (Investigada conexão gaúcha em plano de atacar polícia do Rio). Foram construídas em cima (do pode ser oriunda), de suposições e informações recebidas. São também, em grande parte, matérias que os velhos jornalistas chamavam de “matéria de gaveta”, aquela que pode ser publicada qualquer dia. Esta em andamento uma retomada da subjetividade reacionária que nos ameaça com a ameaça de um incontrolável clima de violência total. Ou tou ficando maluco!

incansável e repetitivamente: quero minha liberdade de crítica. por ela já dois anos na cadeia

Sim, maluco beleza eu sempre fui e dos tempos anteriores à militância política, bem antes da década de 70. Fui criado na periferia. Sou filho de um operário metalúrgico e uma mãe costureira. Fui criado com a “negrada” do nosso país.

ainda vou fazer de todas as minhas escrituras um único estilete

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O PAPELÃO DOS JORNALÕES

# agência pirata #
Venda avulsa de jornalões brasileiros cai a índices surpreendentes

txt: Carlos Castilho

Fala-se muito na crise das publicações impressas, como jornais e revistas, mas quando se analisa os dados reais percebe-se que a situação é muito mais grave do que imaginamos e que a busca por novos modelos de negócios é ainda mais urgente do que se previa.

Quando você descobre que a Folha de S.Paulo, considerada um dos três mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancasem todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Em outubro de 1996, a venda avulsa de uma edição dominical da Folha chegava a 489 mil exemplares.



Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC) a Folha é o vigésimo quarto jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto, atrás do Estado de S.Paulo, em 19o lugar e O Globo, em 15o lugar. Somados os três mais influentes jornais brasileiros têm uma venda avulsa de quase 96 mil exemplares diários, o que corresponde a magros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009.

São números muito pequenos comparados ao prestígio dos três jornalões, responsáveis por boa parte da agenda pública nacional. Globo, Folha e Estado compensam sua baixa venda avulsa com um considerável número de assinantes, o que configura a seguinte situação: os três jornais dependem mais do que nunca das classes A e B, que são maioria absoluta entre os assinantes, já que a população de menor renda é a principal cliente nas compras avulsas em bancas.

Esta constatação não é nova, mas ela aponta um dilema crucial: as classes A e B são aquelas onde a penetração informativa da internet é mais intensa. Nesta conjuntura, o futuro de O Globo, Estado e Folha depende umbilicalmente das classes média e alta, o que levou a uma disputa acirrada para saber qual deles interpreta melhor a ideologia destes segmentos sociais.

O atual perfil da imprensa brasileira mostra que os três grandes jornais nacionais agarram-se à classe média para manter assinantes e influenciar na agenda política do país, mesmo com tiragens reduzidíssimas, correspondentes a menos de 5% da média da venda avulsa nacional.

Nos últimos nove meses houve uma pequena recuperação nos índices de venda avulsa do Globo, Estado e Folha em 2009. O IVC registrou um crescimento de 5,5 % em relação aos quatro últimos meses do ano passado. É um aumento bem acima da média dos 97 jornais auditados pelo IVC, cuja venda avulsa diária total subiu insignificantes 0,27% no mesmo período. Mas a recuperação tem que ser vista num contexto de patamares muito baixos e que não garantem a rentabilidade futura dos jornais.

Em compensação os jornais locais e populares ocupam um espaço cada vez maior na mídia nacional. Dos dez jornais com maior venda avulsa, segundo dados do IVC, nove são claramente populares, voltados para as classes C e D. Destes, dois são de Minas Gerais, um do Rio Grande do Sul, cinco do Rio e dois de São Paulo. Somados eles chegam a uma venda avulsa diária média de 1.401.054 exemplares, ou seja 64,5% de todos os jornais auditados entre janeiro e setembro do ano passado.

O jornal Super Notícia, de Belo Horizonte, vende em bancas, em média, 290.047 exemplares (13,47% de todos os jornais auditados pelo IVC) - o que corresponde a cerca de 13,2 vezes a circulação avulsa da Folha de S.Paulo, em todo o país. Números que indicam uma clara tendência do mercado da venda avulsa de jornais no sentido das publicações populares, regionais, com apelo sensacionalista.

Isto também significa que os grandes jornais, tradicionais vitrines da agenda nacional, dependem, hoje, mais do prestígio herdado do passado do que do fluxo de caixa. A sua principal matéria prima, a notícia, perdeu valor de mercado em favor da opinião. Um prestígio que ainda alimenta uma receita publicitária compensadora, principalmente no setor imobiliário, de supermercados e revendas de automóveis, mas cujos dias também estão contados porque a migração destes segmentos para a internet é cada vez maior.

O conglomerado Globo aposta cada vez mais nos jornais populares regionais e segmentados - como o Extra, no Rio. Talvez busque inspiração no caso do Lance!, um jornal esportivo que vende, na média diária, 124 mil exemplares em bancas e jornaleiros. No sul, o grupo RBS aposta no Diário Gaúcho, o terceiro em vendas avulsas no ranking nacional do IVC e 8,4 vezes maior do que a do carro chefe do conglomerado, o jornal Zero Hora.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PETROSSAURO x MIDIASSAURO




# over12 #

Tupi or not tupi?

txt: Arlei Arnt



É bom começar esta postagem com a seguinte condição. Não sou defensor da Petrobrás, pelo contrário. Não acredito que ela pertença ao povo brasileiro, e sim a um pequeno e determinado grupo de pessoas que a controlam. Com certeza o petróleo não é nosso. Pronto. Agora estou livre de alguém querer me associar (como fez o twitter do José Serra, que nos agrediu durante coase uma hora) a defensor da empresa que processou o Paulo Francis (embora fossem outros dirigentes, embora fizessem a mesma cousa caso fosse hoje), mania infeliz que tomou conta aqui no Rio Grande do Sul. E que coalifico como censura.

Pois bem. Impossível defender a mídia no caso do blog da Petrobrás. Para quem ainda não sabe ou está por fora da coestão, jornais enviaram perguntas a assessoria de imprensa da empresa, e esta, através do blog recém criado, publicou as perguntas e as respostas antes dos jornais, obviamente, recortarem as respostas de acordo com o olhar "imparcial" dos editores.

Os jornais argumentam que "as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa". Cuma? Túlio Vianna, advogado de melhor espécie, cita pedaços da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), a mesma lei obsoleta que proíbe downloads, xerox, edições de fotos e remix. E não há na lei nenhuma menção a "propriedade das perguntas".

A Zero Hora de hoje seguiu o mesmo caminho de seus amigos do centro do país. Como não leio esse panfleto de coarta catigoria, fiquei sabendo pelo post de hoje do pessoal do Jornalismo B. Ale Lucchese foi sábio: "Quer dizer que fazer uma coletiva de imprensa e deixar a porta aberta ou transmitir ao vivo é antiético?"

Pense conosco leitor. Imagine que neste momento há uma entrevista coletiva, ao vivo, com Kaká falando de sua contratação junto ao Real Madrid. O repórter da Rede Globo faz uma pergunta. Pela visão desses jornais, ninguém mais pode transmitir a pergunta, propriedade do repórter da emissora, e nem podem transmitir a resposta, pois a emissora ainda não editou a resposta. Eu vejo e não morro tudo.

O que a Petrobrás fez foi de uma utilidade a opinião pública até então jamais vista neste país. O blog da empresa é mais um argumento a meu favor sobre se blog é jornalismo ou não. É claro que é! Eis a prova que um blog pode ser mais importante ao jornalismo do que os próprios jornais.

Ah, por falar em Petrobrás, lembra-se da CPI. Ora, com a "credibilidade" que nosso Congresso Nacional tem, sempre será assim: se a Petrobrás é culpada, a situação seguirá dizendo que é inocente; se a Petrobrás é inocente, a oposição seguirá afirmando que é culpada.

Até a próxima, cágados e pombas. Estou com fome. Sinto cheiro de pizza. Eu ia perguntar: "quer um pedaço?". Não vou mais, essa pergunta já tem dono.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

BLOGUISMO E JORNALISMO



# jornalismo b #
Um novo caminho ou mais do mesmo ?

txt: Tiago Jucá Oliveira
phts: Thais Brandão
ctrlC+ctrlV: Ale Lucchese
(Jornalismo B on Twitter)

Um importante debate foi promovido pela equipe do blog Jornalismo B semana passada na livraria Letras&Cia. Pra conversar sobre blog e jornalismo, foram convidados os jornalistas/ blogueiros Adriano Marcello, do Celeuma, Marco Aurélio Weissheimer, do RS Urgente, e Roger Lerina, da Zero Hora. Adriano é um dos caras mais talentosos pra expressar uma opinião, seja escrevendo ou falando em público. Marco peca por defender uma visão política que já tomou do povo um chute na bunda. E Roger é um dos exemplos clássicos da medíocre imprensa gaúcha: falar bosta nenhuma sobre nenhuma bosta, e por causa disso virar cult.

Inicialmente cada um relatou a experiência como blogueiro. Weissheimer tomou a frente e começou o debate: “é fundamental tirar o debate só da tela do computador e discutir frente a frente". Segundo ele, "os blogs pode ajudar a qualificar o trabalho dos grande meios de comunicação, oxigenando e estabelecendo novos canais de comunicação". Roger Lerina defendeu que os blogs são um novo caminho e mais do mesmo ao mesmo tempo. Representa o novo mas também alicerça o que está estabelecido. Ele também se mostrou antenado com a mudança dos blogs de fora do país, geralmente liberais e independentes, agregando conteúdos, e se disse satisfeito em ver esta pluralidade aparecendo aqui também. Adriano lembrou que o Cele3uma surgiu com uma insatisfação de não ver em Porto Alegre espaços que publicassem muitas das coisas que queria ver nas mídias estabelecidas.



A parte boa começou quando vieram as perguntas do bom (bom em termos de números, porém em termos de idéias foi possível sentir o cheiro de mofo comunista de alguns). De bate pronto alguém tocou no assunto que eu também pretendia levantar: a atual moda de jornalista processar jornalista, que podemos melhor traduzir como censura. Weissheimer afirmou: "é um absurdo". Lerina, pra não se queimar com a galera nem com a máfia na qual trabalha, se absteve de dar opinião sobre casos específicos, diz que qualquer cerceamento de imprensa é odioso, mas acredita que a Justiça brasileira geralmente age de maneira sóbria nesses casos. Sua meiga opinião logo foi contraposta por Adriano: "não acredito na Justiça brasileira". Cita o caso de Ungaretti como emblemático. De acordo com o blogueiro do Cel3uma, "é pura burrice uma pessoa não aceitar críticas ao seu trabalho, não deve ser caso de justiça".



Os processos movidos contra o blog A Nova Corja também foram debatidos. Um senhor, que poderia ser caracterizado como um espião enviado especialmente pra fiscalizar o debate e defender os da Velha Corja, soltou sua desinformação: "processo de Felipe Vieira contra o Nova Corja aconteceu porque, segundo o blog, Vieira receberia um 'mensalinho' de Prefeituras". Foi preciso que Marco deixasse claro: "quem falou primeiro em mensalinho, sem dizer nomes, foi o próprio Ministério Público". Escuta, vagabundo !



Outros papos mais monótonos foram surgindo, e opiniões mofadas deram o ar da graça através de alguns dinossauros presentes: "bah, a Folha de São Paulo tá ficando de direita". Arriégua, macho! A Folha sempre foi a mais elaborada visão das elites, lido por gente tipo Marta Suplicy, Paulo Maluf, José Serra, José Dirceu, Orestes Quércia. Só a cidadã cubana presente ao debate não sabia disso ainda, por isso ficou surpresa que a Folha "agora tá de direita". Já no fim dei meu ar: "esse couso de censurar alguns blogs, e o total descaso e omissão de órgãos como ARI, ABI, FENAJ, Sindicato dos Jornalistas e dos grandes meios de comunicação, podemos afirmar então que bloguismo não é jornalismo?". Adriano tomou as palavras, muito bem, como é de seu costume: "desses órgãos não se pode esperar nada mesmo. A ARI é patronal, e o Sindicato dos Jornalistas está mais preocupado em não perder emprego nas grandes empresas de comunicação".

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ZEROLÂNDIA PROMOVE UMA GUERRA

# ponto de vista #
Os verdadeiros criminosos de guerra



txt: Wladymir Ungaretti

Observem com atenção. Existe uma idéia e uma subjetividade sendo passada aos leitores. As duas fotos acima são da contracapa de Zerolândia (jornal Zero hora), edição de 12.09.2008. A palavra GUERRA esta associada à cidade do RIO. E a palavra PAZ está associada à cidade de NOVA YORK, aos americanos. O país mais violento do mundo está associado à palavra PAZ. É uma piada. E, o Rio de Janeiro, cidade cuja imagem tem sido trabalhada como sendo símbolo da violência, passa por mais uma GUERRA. Não importa qual é a GUERRA. GUERRA É GUERRA.

No entanto, na página interna, a matéria descreve uma situação e o título é "SEM CONFRONTO, tropas ocupam favelas no Rio". Uma GUERRA SEM CONFRONTO. Uma situação que poderia estar ocorrendo em Alagoas, por exemplo. Ou em Pernambuco. A foto é de soldados em posição de tiro. Não tem como o leitor não introjetar uma determinada subjetividade, reacionária. Pela repressão.

Observem, agora, como os jornais "O Estado de São Paulo" e "Folha de São Paulo" tratam da mesma questão, em suas respectivas capas. Não estamos afirmando que um jornal seja melhor do que outro.



A foto acima é da capa do jornal "Estadão", edição de 12.09.2008. Os soldados não estão, em princípio, em posição de combate. O cenário ao fundo é de miséria. E o título: "RIO: TROPAS PARA GARANTIR O VOTO." Não passa a idéia de GUERRA. Não estabelece uma comparação com a PAZ reinante em Nova York. Na página A11 temos uma foto de blindados com soldados em posição de patrulhamento. O título é "Exército nas favelas não atrai candidatos.”



A foto acima é da capa do jornal "Folha de São Paulo", edição de 12.09.2008. O título é "Operação Belezura". A imagem de fundo é um cartaz que passa uma idéia "bonita". De PAZ. O texto é "soldado patrulha bairro pobre da zona oeste do Rio, no primeiro dia do 'manto de segurança' formado por Exército e Marinha para garantir processo eleitoral em 7 favelas (...)" E a foto (interna) é de um soldado em de atitude patrulhamento, tendo ao fundo crianças brincando. Um clima de PAZ.

JORNALISTA trabalha, permanentemente, com noções de comparação. Nunca é demais lembrarmos que o leitor médio não lê mais do que um jornal. E, por isso mesmo, o leitor médio tem poucas chances de sacar a sacanagem, diária.

É o pessoal diplomado que produz essa merda. São criminosos de GUERRA.


quarta-feira, 25 de março de 2009

CENSURA NO JORNALISMO GAÚCHO




# over12 #
Mídia do chulé do país em busca do pensamento único

txt: Arlei Arnt

A imprensa do Rio Grande do Sul tem diversas famas: de ser a pior do Brasil e de cada veículo se pautar pelo outro. Como o pensamento é único, a pauta de hoje é repetir as notícias de ontem, e assim vamos nos informando na mesmice. Mas agora chegamos ao absurdo. O jornalista, professor e amigo Wladymir Ungaretti está proibido, pela (in)justiça, de citar o nome do fotógrafo super conhecido por Fotonaldo, cascateiro a serviço dos interesses do PRBS. Ungaretti, diariamente, desmascara a sacanagem que o panfleto Zero Fora metralha na cabeça dos idiotas que compram e sustentam isso que eles chamam de "jornalismo imparcial".

Nem imparcial, muito menos jornal. Zero Fora é o carro chefe do pensamento único do estado. Fotonaldo (apelido que o próprio não gosta de ser chamado, por ser verdade) é a marionete do grupo PRBS pra produzir fotografias cascatas, aquelas feitas por encomenda e especialmente produzidas pra passar alguma subjetividade, tais como esta inclusa neste post, em que ele, por uma absoluta sorte, está no lugar certo e na hora certa, pronto pra clicar.



Por um breve tempo, após suas armações serem desmascaradas constantemente pelo professor Ungaretti, Fotonaldo foi pro gelo. E retornou com a glória. Após meses e meses, todos os dias, sentado na beira dum lago do Parque Moinhos de Vento, conseguiu filmar um cágado dando um bote mortal numa pomba. A cena ganhou o mundo, e Fotonaldo (apelido que o próprio odeia ser chamado, pois a verdade dói) retomou sua credibilidade perante os medíocres leitores de Zero Fora.

O DILÚVIO, como também outros blogs e sites autônomos, denunciam aquilo que em palavras reais se chama censura e autoritarismo. Já não bastam todos os grandes veículos repetirem a mesma merda todos os dias, o pensamento único agora se faz a força através de decisão judicial. Ninguém neste chulé levanta a voz, nem mesmo os pseudo radicais defensores da ditadura do proletariado (nada diferente da ditadura de imprensa), contra esse absurdo.

A PRBS pode nos censurar, mas jamais vai nos calar. Forza Ungaretti ! Foda-se Fotonaldo ! Quem compra, trabalha e sustenta essa máfia, é cúmplice do autoritarismo. Muitos jornalistas da empresa foram nossos colegas de faculdade. Se antes tínhamos um pouco de compreensão, agora perdemos nosso total respeito. Fodam-se também!

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

  • Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob licença similar ou compatível.

Ficando claro que:

  • Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.
  • Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.
  • Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
    • Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
    • Os direitos morais do autor;
    • Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.
  • Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.

.

@

@