#CADÊ MEU CHINELO?

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segunda-feira, 1 de março de 2010

PRÊMIO UIRAPURU - A ESCOLHA DO PÚBLICO

# uirapuru #
Dobradinha: Gurila Mangani é o preferido da galera

O mineiro Gurila Mangani foi o grande vencedor de 2009, de acordo com a escolha feita pelos membros de nossa comunidade do orkut. Seus dois álbuns lançados ano passado faturaram as duas primeiras colocações, um caso inédito até então no referenciado Prêmio UIRAPURU de Música Brasileira. A medalha de bronze ficou com os alagoanos do Coisa Linda Sound System (veja a lista dos mais votados logo abaixo).

A redação da revista O DILÚVIO e os organizadores do UIRAPURU parabenizam os vencedores, todos os concorrentes e principalmente você que participou da votação. Foram quase mil votos!

Semana que vem sai o resultado da escolha feita pela Crítica Animal, marcando 10 anos de UIRAPURU. Até lá.


PRÊMIO UIRAPURU DE MÚSICA BRASILEIRA
OS MELHORES DE 2009
Escolha do público

1º - GURILA MANGANI - AMOSTRA



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2º - GURILA MANGANI - AO VIVO NO DUELO DE MC's



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3º - COISA LINDA SOUND SYSTEM - DA VIDA E DO MUNDO



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4º - CÉU - VAGAROSA



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4º - SIBA e ROBERTO CORRÊA - VIOLAS DE BRONZE



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6º - OTTO - CERTAS NOITES ACORDEI DE SONHOS INTRANQUILOS



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7º - CIDADÃO INSTIGADO - UHUU!



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8º - ISAAR - COPO DE ESPUMA



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8º - DIOGO NOGUEIRA - TO FAZENDO A MINHA PARTE



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10º - ARNALDO ANTUNES - IÊ IÊ IÊ



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11º - FERNANDA TAKAI - LUZ NEGRA



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11º - MARIANA AYDAR - PEIXES, PÁSSAROS, PESSOAS



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13º - MARIA BETHANIA - ENCANTERIA



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14º - LUCAS SANTTANA - SEM NOSTALGIA



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15º - COMADRE FULOZINHA - VOU VOLTAR ANDANDO



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15º - PAULINHO MOSKA - ZOOMBIDO PRA SE FAZER UMA CANÇÃO



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17º - ALESSANDRA LEÃO - DOIS CORDÕES



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17º - OBMJ - ORQUESTRA BRASILEIRA DE MÚSICA JAMAICANA



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19º - JOÃO BOSCO - NÃO VOU PRO CÉU, MAS JÁ NÃO VIVO NO CHÃO



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20º - LULA QUEIROGA - TEM JUÍZO MAS NÃO USA



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20º - O JARDIM DAS HORAS - O QUARTO DAS CINZAS



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22º - ZÉ CAFOFINHO e SUAS CORRENTES - DANÇA DA NOITE



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23º - RODRIGO CAMPOS - SÃO MATEUS NÃO É UM LUGAR ASSIM TÃO LONGE



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23º - ROMULO FRÓES - NO CHÃO SEM O CHÃO



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25º - FAGNER - UMA CANÇÃO NA RÁDIO



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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

OTTO e BNEGÃO



# conection #
Brasil Rural Contemporâneo

txt, phts n vds: Júnior Godim


Choveu o dia todo, o lamaçal na porta da bilheteria da feira não era muito convidativo, mas valeu chegar na Marina da Glória, local da feira Brasil Rural Contemporâneo (sobre o qual eu falo mais tarde). A Marina é muito legal, com vista pra Baia de Guanabara e tal, mas pra chegar lá a pé é uma batalha. Falam muito sobre sustentabilidade, redução de emissão de carbono, etc., mas fazem uma feira que só se chega de carro...



Essa feira já acontece desde o ano passado, mas nunca tinha me despertado o interesse. Achei que era uma feira de negócios, ainda mais quando vi a logo do Ministério da Agricultura, me deu preguiça de ir. Preconceito puro: uma estrutura gigante, com uma decoração bem bacana, com produtos de todo país (desde roupas até comida, passando por móveis, cachaças, artesanatos) e mais um monte de coisas que não tive tempo de ver. Muito legal mesmo, ano que vem vou checar melhor.

Além do preço ser bem acessível (R$20,00, com meia entrada), o local dos shows (PALCO MULTICULTURAL), era digno de show gringo – iluminação de primeira, som potente, telões de led e edição de vídeos ao vivo, impressionante. Nem o Tim Festival, que cobrava pelo menos 5 vezes mais, tinha essa estrutura.

Os Seletores de Frequência começaram tocando uma base de funk 70, tipo blaxploitation, quando entra o Bnegão no palco com uma guitarra, fala com a galera e manda Funk (Até o Caroço). A banda é foda! Naipe de metais, uma batera fuderoso, percussão, guitarra, baixo estalando no peito, o show não podia ter começado melhor. Seguiram tocando seus clássicos com várias novas bem bacanas, que me pareceram mais pop que o primeiro disco e lembraram bastante o Funk Como Le Gusta. Bnegão até brincou, dizendo que o “segundo disco lendário vai sair em março, nas bancas, com um preço justo, pra não furar o bolso de ninguém”. Vamos esperar.



O primeiro convidado foi Totonho, de quem não sou fã, e cantaram “Tudo pra ser feliz” e “Segura a Cabra”, música de Genival Lacerda, com participação de Chico Correa nos beats eletrônicos, o que deixou a música melhorzinha. Depois entra Siba, ovacionado pelo público, e tocaram “Será”e “Toda Vez Que eu Dou Um Passo O Mundo Sai Do Lugar”. Foda! O público veio abaixo, com muita gente cantando junto. O que me fez pensar na hora: de onde esse povo conhece essas músicas, já que a mídia de massa o ignora completamente? Mas não era hora pra tese-cabeça.




O último convidado foi Lirinha, também ovacionado, com recepção de popstar por parte de algumas meninas, e tocaram “Pedra e Bala” e “Chover”, que virou uma samba-reggae-pesado meio estranho, mas divertido. Tem algumas músicas que ficam piores sem a banda original, fica faltando peso, e as do Cordel são dessas. No final todos entraram pra cantar o verdadeiro “hino nacional, com 509 anos de existência”, a Dança do Patinho. Final apoteótico, que Bnegão emendou num beatbox e o naipe de metais tocou “Minha jangada vai sair pro mar...”. Clássico! (veja o vídeo)



Depois teve uma tentativa de show de Naná Vasconcelos com alguns grupos folclóricos de caboclinho e maracatu que participaram da feira, que virou mais uma intervenção que show propriamente dito. O Naná, apesar de ser gênio, não conseguia se entender muito bem com o povo dos grupos, que pareciam meio deslocados naquela estrutura de show.



Otto entrou tocando “Filha” (assista ao vídeo), do novo “Certa manhã acordei de sonhos intranqüilos”, com a Jambro Band detonando no som. Também, uma banda que conta com Pupillo, Catatau e Bactéria não precisa de muito esforço. Tocando mais algumas novas e dos discos anteriores, o rebolativo Otto parecia bastante feliz, já que segundo ele “tem 5 ou 6 anos que eu não toco aqui, na cidade da minha filha”. O show só não foi melhor porque ele começou a beber muito uísque e meio que se perdeu um pouco, falando muito entre uma música e outra, e coisas sem sentido, ameaçando fazer striptease, gritando no microfone... Uma pena, por que como já escrevi, a estrutura do lugar era muito boa, tinha tudo pra ser tão bom quanto o Bnegão.



Os convidados do Otto foram: Maciel Salú, Danni Carlos e Lia de Itamaracá, que entrou no palco parecendo uma entidade africana, linda! Tocaram várias cirandas com Maciel tocando rabeca, mas como Otto já tava bêbado, ficou meio de qualquer jeito.



Danni Carlos, que cantou “Crua” e quase estragou a música, proporcionou um momento pitoresco na platéia: um grupo de 5 homens, que tomavam cachaça (bebida oficial, já que era vendida na feira), pareciam que tinham caído de para quedas naquele show. Eu acho que eles vieram pra feira de alguma cidade do interior, pelas roupas e pelo jeito como se comportavam: só andavam juntos, sempre bebendo, quando viam uma mulher dançando iam azarar em grupo e com pique de procurar briga. Como Otto dançava e rebolava no palco, começaram a rir e tirar sarro do show, até que Danni Carlos (leia-se “A Fazenda”) entrou. Os cinco foram pra grade, atropelando umas meninas que estavam lá, e ficaram estáticos, tirando foto com o celular e quase babando pela “celebridade” que apareceu. Foi ela sair do palco que eles saíram da grade.



A noite terminou com mais chuva, mais lama, e eu pensando que shows assim, com estrutura bacana e preço justo deveriam acontecer com mais frequência.



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