#CADÊ MEU CHINELO?

Mostrando postagens com marcador Bakunin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bakunin. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

[domínio público] BAKUNIN E O MARXISMO



::txt::Михаил Александрович Бакунин::

Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

[doc] LITERATURA LIBERTÁRIA



::txt::Tiago Jucá Oliveira::

Pela primeira vez Porto Alegre sedia (neste fim de semana) uma Feira do Livro Anarquista. Um importante evento não somente pra compra e venda de livros, mas uma grande oportunidade para que os libertários da capital possam se encontrar e conversar. A anarquia não é apenas um projeto de auto-gestão social. O caos também se dá dentro do próprio anarquismo (ou pelas suas inúmeras divisões, ou por falta de eventos e/ou locais para encontros e debates). Aqui no estado temos a FAG (Federação Anarquista Gaúcha), sediada na Cidade Baixa, que é bastante ativa dentro de alguns movimentos sociais. A polícia da Yeda, inclusive, já reprimiu os anarcos com invasão na sede, apreensão de materiais e intimação judicial de alguns de seus membros.

Na Europa, enquanto a 'esquerda' vai pra rua com bandeiras e cartazes, os Black Blocs vão pra briga. Quebrar vitrine de bancos multinacionais e atirar pedra na polícia é a diversão deles. E dentro dos Black Bloc já há a facção 'não violenta', mas que também veste capacetes e máscaras para evitar a identificação. Há vários grupos Black Bloc dentro de uma única manifestação, com diferentes táticas. Porém aqueles que mais aprecio são os libertários que nunca leram um livro de Bakunin e nem assumem uma posição anárquica. As favelas cariocas, por exemplo, são a mais legítima representação de uma arquitetura caótica, sem seguir escolas de identidade visual.

Mas retomando à cartola 'cultura' que me é destinada, toco no assunto anarquismo em função desta feira. Além dos livros, há apresentações de peças teatrais, exibições de filmes, palestras e oficinas. Se você não for, aproveito pra deixar dicas. Sempre é bom conhecer uma importante ideologia, e suas subdivisões, de setores que pretendem a total abolição do estado (oposto do socialismo estatal, da social-democracia e neo-liberalismo), a completa liberdade do homem (oposto do comunismo e fascismo totalitários), a não escravidão do trabalho (extremo oposto do capitalismo selvagem).

Nem todas obras se rotulam ou assumem uma posição 'anarquista' ou 'libertária'. Então guarde consigo a frase “mas esse autor nunca disse que é anarquista”. Cabe ao leitor, sempre, a interpretação de um livro. Eu tomei um rumo libertário após ler “Manifesto Contra o Trabalho”, do grupo Krisis, que não toma partido anarquista. Foi a primeira vez que alguém me provou que esquerda e direita nada mais são do que dois lados da mesma moeda. E essa moeda se chama trabalho. O 'trabalho' elevado a categoria divina, cultuado por todos setores, desde o papa até o Bush, de Vargas aos verdes, de Lula a Tony Blair.

Os clássicos autores do anarquismo também merecem um olhar. Mijail Bakunin, Pierre-Joseph Proudhon, William Godwin, Max Stirner, Eliseo Reclus, Piotr Kropotkin são os mais lidos e conhecidos. Todos eles conheci e li num livro em castelhano, “Ideario Anarquista", que reúne alguns textos dos 'bisavós' dos libertários.

Dos mais atuais, não deixe de ler “Distúrbio Eletrônico”, do Critical Art Ensemble, "Provos: Amsterdam e o nascimento da contracultura”, de Matteo Guarnaccia, “TAZ”, de Hakim Bey, “Q” e "54", de Wu Ming. Sobre a revolução espanhola, saiba como foi “O Curto Verão Anarquista – Vida e Morte de Durruti”, de Hans Magnus Enzensberger, e “O Povo em Armas – Buenaventura Durruti e o Anarquismo Espanhol”, de Abel Paz.

Minhas bíblias anarquistas são “A Desobediência Civil”, de Henry Thoreau, e “A Revolução dos Bixos” e “1984”, de George Orwell.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O MORRO É NOSSO?




Uma mentira repetida várias vezes vira verdade
txt: Arlei Arnt
pht: Melissa Orsi dos Santos

Na época do ditador Vargas, então já com a máscara de pai dos pobres encobrindo a face nazista que entregava judeus pra Hitler, havia uma frase popular, embora não tivesse sido criada pelo povo, muito pelo contrário: "o petróleo é nosso". (um dia ainda escreveremos sobre o império americano-soviético, que se diziam inimigos, mas nunca duelaram, dae o nome "guerra fria", e dominaram o mundo por meio século, enquanto muitos morriam por uma causa ou outra sem saber que era a mesma causa: dominar o mundo através de uma classe de dirigentes)

Ainda hoje ecoa na voz dos guardiões das ditaduras o slogan que nunca fez sentido real. O petróleo só é nosso quando vaza no mar que nos banhamos e pescamos, ou quando dá prejuízo. Fosse mesmo nosso, gasolina não seria tão cara.

Agora surge outra mentira, mais exatamente na comunidade local, digo, aqui no chulé do país. Eis a seguinte balela: "o Morro Santa Teresa é nosso". Nosso de quem? No máximo temos uma pracinha mal cuidada pra ver o por do sol do rio Guaíba.

Claro, aqui ninguém é burro de perceber aquilo o que a Yedinha, que a situação e oposição unidas chamam de governadora, quer. Vai vender a área prum jaiminho da silvostky em troca de merrecas. E o seu jaiminho, pra evitar a fadiga, vai desmatar tudo, construir enormes prédios e assistir aos jogos da sua equipe favorita. Até ae é logic que somos contra isso.

Mas o que chama a atenção é a balela que o "o morro é nosso". Imagine conosco, querida(o) leitor(a). Você tem uma casa. Certo dia aparece alguém pra comprar. Você não quer vender. Mas pra dizer isso, monta um blog, organiza uma passeata, colhe assinaturas prum abaixo-assinado e sai gritando: "a casa é minha".

Ok, você não entendeu. Se o morro fosse nosso, então não há o que protestar, reclamar, chorar. É só não vender. Se o governo estadual quer vender, só nos resta dizer: o morro é não é nosso porra nenhuma. O morro é da meia dúzia que governou, governa e governará esta província. Eles que sempre decidem o que fazer com o bem estatal, que você insiste em teimar que é público. Público é aquilo que não é de ninguém. Estatal é do estado. E o estado é de poucos. Nós somos massa de manobra.

Vamos recorrer ao mestre Bakunin, pedaço de texto tirado de um blog libertário bem maneiro, que descobrimos por acaso:

"O Estado então é a mais escandalosa negativa, a mais cínica e completa negativa da humanidade. Ele estraçalha a solidariedade universal de todos os homens sobre a Terra, e une alguns deles somente para destruir, conquistar e escravizar todos os restantes." - Mikhail Bakunin

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

  • Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob licença similar ou compatível.

Ficando claro que:

  • Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.
  • Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.
  • Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
    • Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
    • Os direitos morais do autor;
    • Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.
  • Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.

.

@

@