#CADÊ MEU CHINELO?

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

[over12] QUEM GANHOU A ELEIÇÃO FOMOS NÓS



::txt::Monsenhor Jacá::

A mídia, seja ela grande ou alternativa, oficialesca ou golpista, comemorou ou lamentou os resultados do segundo turno da eleição presidencial. Mas nenhuma delas abriu nossos olhos para um importante detalhe: a percentagem de eleitores que não votaram em nenhum dos dois candidatos neoliberais.

Os motivos são óbvios. Primeiro por que ambos, Dilma e Serra, são os representantes legítimos do neoliberalismo e neocoronelismo. Eles não traziam ameaças ao sistema. Não passam de reformistas, preocupados com algumas questões sociais, mas que rezam a cartilha tucana do Banco Central. Basta observar a alegria do presidente da FIESP e de setores do agronegócio pela vitória petista.

Porém, há porém, há um caso diferente. Para os que não concordam com a democracia representativa, ou ditadura da maioria, como nós da revista O DILÚVIO e de muitos movimentos populares e grupos libertários, as urnas trouxeram um recado: QUEM GANHOU A ELEIÇÃO FOMOS NÓS!

Observe os números abaixo:

Dilma:
55.752.529 = 41%

Serra:
43.711.388 = 32%

nenhum:
36.338.855 = 27%

Arredondei os percentuais pra facilitar as contas, pois me nego a usar calculadora. Mais de 36 milhões de brasileiros não votaram nem em Dilma nem em Serra. Votaram branco, anularam o voto ou nem foram votar (meu caso). Você dirá: “muitos que não foram votar, se fossem, votariam num dos dois”. Mas não foram. E não compareceram porque os dois fantoches neoliberais não tiveram capacidade de despertar alguma vontade ou sentimento eleitoreiro.

Somos em torno de 27% de cidadãos brasileiros considerados 'inválidos' pela justiça eleitoral. E por carregar esse rótulo de invalidez, criam-se mentiras a respeito da gente. Tais quais:

1) Quem não vota ou anula ajuda fulano a se eleger. MENTIRA! Quem ajudou a eleger Dilma foram os eleitores dela. Não temos culpa por essa tragédia.

2) Quem não vota ou anula não pode reclamar depois. MENTIRA! Quem paga imposto pode reclamar quando quiser, de quem quiser, pois vivemos num país em que a constituição nos assegura a liberdade de expressão.

3) O teu voto vai fazer falta depois. MENTIRA! Com uma diferença de 12 milhões de votos entre os dois candidatos, é óbvio que meu voto não fez falta. Não seria o meu voto que ajudaria a eleger a farsa tucana. Meu voto não vale nada!

3.1) Imagina se todos pensassem assim. BALELA! Você pode achar importante o seu voto, e você vota em quem quiser. Num país democrático, tenho o direito de fazer o que quiser com meu voto, inclusive anula-lo. Respeito se você votou nele ou nela, mas você precisa respeitar o meu. E na minha humilde opinião, meu voto não vale porra nenhuma. Se o seu voto vale, beleza, faça bom proveito.

4) Quem não vota ou anula não exerce a cidadania. MENTIRA! Nossa escolha significa um protesto, e pelo que se sabe, temos o direito de protestar, que é um direito cidadão.

5) Numa falsa democracia, todo voto é nulo!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

[protopia] SOBRE AS PEÇAS DE XADREZ QUE DISPUTAM AS ELEIÇÕES




::txt::Protopia::

Um verme liberal espalha aos quatro ventos sua "boa nova": - é o fim de todas as ideologias! (como se fosse possível acabar com ideologias sem acabar com o próprio homem e sua capacidade de ter idéias). Outro vai mais além dizendo que estamos chegando no fim da própria história. Enquanto isso, os baluartes das internacionais sisudas - velhos comunistas e anarco-sindicalistas - vivem de saudosismos, restos, fotos desbotadas, saudades de um proletariado revolucionário que se perdeu nas voltas do mundo. E o conservadorismo libidinoso vira moda alimentado por medos gerados pela miséria do terceiro mundo, bem como pelos traumas resultantes da distopia socialista soviete. Será que não há nem haverá nada de novo sob o sol? Será o fim de toda possibilidade de transformação social? Devemos nos conformar com esta sobrevida pasteurizada despida de toda excitação, de toda agitação imaginativa que nos reserva o status-quo? Estaremos fadados ao terrível papel de peças sobressalentes da Máquina-Sistema, submersos eternamente nestas catacumbas escuras?

Algo entre meus olhos e meu cerebelo insiste em me dizer que tudo isso é balela pró-sistêmica que vem sendo repetida pelas maiorias angustiadas, doentes e deprimidas, tornando-se lavagem cerebral de baixa qualidade. É um fato inevitável: alguns já perceberam uma ruga de preocupação crescer no rosto maquiado da âncora do jornal: "Como desinformar informando tanta gente por tanto tempo? Como esconder fatos e ocorridos que poderiam servir de inspiração para a revolta de tanta gente descontente há muito?"

A preocupação da âncora encontra-se bem fundamentada em tudo aquilo que ela evita em colocar no ar: todas as notícias que foram para a gaveta, que jamais chegaram ao (portanto não aconteceram no) meio midiático. Estes são indícios importantes, não podemos ignorar que uma grande mudança está a caminho, e este é o momento exato em que o status-quo tal qual conhecemos começa a fraquejar. Por mais que a jornalista se esforce para maquiar a notícia, agora existem meios que sua corporação simplesmente não é capaz de controlar, meios de informação dinâmicos e pulsantes que, se bem utilizados, são capazes de oferecer informações que não foram para a TV e para os jornais, ou que foram distorcidos para que fossem veiculados.

Fica cada vez mais evidente, a uma parcela cada vez maior de pessoas submetidas à Máquina-Sistema que há alguma coisa muito errada acontecendo - atrito entre peças (mentiras, guerras, violência), sobrecarga e desgaste (sub-emprego, exploração, impostos e irresponsabilidades), e perda de energia (escapismo, miséria, morte e inanição). É claro que nem todos são capazes de perceber conscientemente este mal-funcionamento; muitos se agarram à normalidade, ou se desesperam e enlouquecem lentamente em seus trabalhos, em casa com as suas famílias, em ônibus e trens superlotados, em carros em congestionamentos, por vias que não os levam a lugar algum.

Tomados por crises de depressão e ódio e canalizam estes sentimentos para os que se encontram na mesma situação que eles sem saber que assim se tornam cúmplices dos verdadeiros responsáveis por este estado generalizado de misérias, os governos, as religiões institucionalizadas, as empresas exploradoras e as mentes que fabricam.
Aos ditos "politizados" identificados com as balelas (esquerdistas ou direitosas) da decadente "realpolitik" só sobra uma megaversão do jogo da batata quente. Todos rebaixados à qualidade de peças diferentes desta mesma máquina.

As elites (peças tipo A - geralmente a direita de quem entra, no alto da escadaria) colocam a culpa dos problemas do mundo no crescimento demográfico, nas ondas de imigração dos pobres, no jeitinho dos empregados, na herança indígena, na mistura racial, nas chuvas das monções, na presença de curdos, no calor dos trópicos, na qualidade da água, na quantidade de polém no verão e, mais frequentemente, no "paternalismo institucional". No contexto do chamado terceiro mundo a direita vomita ideologias desenvolvimentistas ultrapassadas lamentando o fato de não termos o mesmo nível de produtividade e excelência da Suíça ou do Canadá "onde tudo é lindo e cor-de-rosa, e teletubbies andam consumindo tranqüilamente em meio à bonecos de neve e verdes campos até a hora de dizer tchau". A estratégia das elites é jogar a batata quente para cima de todos aqueles que se acredita atrapalhar seu grande projeto de mercado global ao qual os estados (mínimos) e as diferentes nações devem se alinhar e se submeter.

Como no reflexo de um espelho, as outras vias (que de fato são uma só, e geralmente se colocam a esquerda): os ditos socialistas, entusiastas do sindicalismo estatal, social-democratas e outros tipos de reformistas (peças tipo B) jogam a batata quente em cima dos ricos gananciosos que só pensam em si, transformando-os nos grandes vilões da história. Mas isso certamente é uma supervalorização das elites, que são por demais incapazes de qualquer reflexão sobre qualquer coisa que não seja o lucro cego (é isso ou será só um grande lodo de hipocrisia?). Se agem nesse sentido, agem por dois motivos: 1) pelo medo da mudança instigado pela ideologia de guerra de classes, e 2) pela segurança da tradição, traduza-se automatizada reprodução. Por outra via, o esquerdista clássico não se permite eximir os pobres e os alienados, considera-os desorganizados, ignorantes e "desinformados", que não são minimamente capazes de reconhecer (e de votar) nos esquerdistas como "vanguarda", "autênticos líderes" defensores de sua classe e do seu sagrado bem estar estatal.

Fora desta balela o mundo está explodindo em mudanças rápidas e promissoras: blocos de guerreiros vestidos de negro, rizomas de rádios comunitárias, levantes indígenas, redes de okupas e outras insurreições nos centros e periferias. Cada um destes elementos é também uma peça no mosaico deste tempo em movimento. O futuro realmente não é mais como era antigamente e esta frase, pichada em um muro argentino, lembra-nos o quão negro o futuro nos pareceria se não fosse nossa própria capacidade de intervirmos positivamente no que está por vir. Então pichamos aqui algumas idéias para o futuro, uma proposta de intervenção neste estado de coisas, por um mundo que ainda está para surgir.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

[agência pirata] COVIL TROPICAL



::txt::Jana Lauxen::

O debate político, que deveria estar acontecendo nestas três semanas que separam o primeiro do segundo turno, virou uma guerra de travesseiros com direito a penas voando para todos os lados.

Propostas? Quase nenhuma.

Promessas? Aos montes.

Se ambos os candidatos fizessem um terço do que estão dizendo que farão, estaríamos salvos.

Mas ok.

Sabemos que é assim em tempo de eleição, e até já nos acostumamos.

Porém, nesta eleição em especial, presenciamos uma das mais explícitas e ordinárias troca de acusações e baixarias da história deste país, entre as duas pessoas que, dada a importância do cargo que pretendem ocupar, precisavam estar mais preocupadas em discutir soluções e criar alternativas, e menos em coletar pedrinhas para atirar contra o telhado de vidro alheio.

Serra e Dilma - e toda a corja que os acompanha - mais parecem duas garotinhas mimadas disputando a mesma boneca.

Os dez minutos diários a que cada aspirante a presidente tem direito, ao invés de tratarem sobre COMO cada um pretende resolver os problemas deste país (não seria este o objetivo? Sou ingênua?) viraram em travesseiradas e gritinhos.

Cada candidato se transformou numa metralhadora ambulante de apelações, e até deus já apareceu na história – e sem direito de réplica.

Num passe de mágicas, Serra e Dilma vestiram até mesmo a camisa verde da causa ambiental, e nunca pensaram tanto na preservação dos passarinhos amazônicos.
Cada qual apregoando que, se não for eleito, o Brasil estará perdido; como se não estivéssemos perdidos de qualquer maneira.

Agora, sabem o que é o pior?

Nem é constatar que, apesar do meu incorrigível otimismo, nossa política desce, DE FATO, frenética ladeira abaixo.

O pior é ver que os eleitores, que deveriam ser os primeiros a cutucar o ombro de Serra e Dilma e dizer: - Hã, oi? Quando terminarem o bate-boca, podemos começar a falar sério?, são os primeiros a ingressar no batalhão de choque e partir para o ataque, se agarrando com unhas e dentes em discussões que saem do nada e vão para lugar nenhum.

Neste exato momento eles estão discutindo amenidades, no maior estilo ‘sou ruim mas você é pior’, e nós, os maiores interessados, estamos numa platéia batendo palminhas e empunhando bandeirolas.

Não, isto não é um jogo de futebol.

Não somos torcidas rivais, meu povo.

Muito pelo contrário: jogamos todos no mesmo time.

Somos os juizes desta partida, e não o contrário.

Não há Serra versus Dilma. O que existe é Serra & Dilma versus nós.
E afirmo isto com convicção porque eles estarão numa boa de qualquer jeito.

Ganhem petistas, ganhem tucanos, eles continuarão morando em suas casas grandes e bebendo cicuta com azeitona ao entardecer, mamando na teta do governo enquanto eu, você e sua mãe continuaremos aqui, comendo o pão que Dilma e Serra amassaram.

Se PT e PSDB estão protagonizando este circo, acreditem, é porque existem espectadores.

Aliás.

Estas eleições nada mais são do que um perfeito e fidedigno retrato da sociedade onde vivemos: um monte de gente histérica gritando sem parar por causa de nada, enquanto o importante vai passando embaixo de nossas fuças sem que possamos sequer perceber, ocupados que estamos em fazer barulho.

Cada povo tem o governo que merece.

E este é mais um motivo para não votarmos em branco dia 31.

Seja nela, seja nele, quem será eleito para ser nosso representante pelos próximos quatro anos desempenhará com maestria a função para a qual foram eleitos: nos representar.

Afinal, desde já estão, os dois, representando nossa burrice e nossa vulgaridade com muita competência.

Nossos candidatos à presidência nunca serão pessoas sérias e compromissadas porque nós, eleitores e eleitoras deste país, também não somos.

Como poderíamos eleger alguém decente para nos representar, se somos, nós mesmos, tremendamente indecentes?

Parabéns Brasil.

E que vença o menos pior.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A OUTRA CAMPANHA



::txt::Outra Campanha Brasil::

A Outra Campanha é uma articulação aberta aos grupos, movimentos e companheiros/as interessados/as em construir uma outra forma de fazer política, com base no protagonismo e na luta popular. É na luta e na organização popular que se cria o poder popular, que fazemos valer nossos direitos e arrancamos das elites políticas e econômicas as conquistas.A Outra Campanha Brasil é inspirada em "La Otra Campaña" organizada pelos zapatistas.

Se aproxima mais um período de eleições onde toda a população é chamada para votar. Todos nós já estamos fartos de tantas promessas, mentiras e escândalos de corrupção. Além disto, o modelo representativo não resolve, mas agrava nossos problemas, subordinando as decisões políticas ao crivo de supostos especialistas. Quando escolhemos atuar dentro da esfera parlamentar, adequamos a luta dos movimentos sociais a legalidade burguesa, que apenas mantém e conserva toda a situação de miséria e opressão de nosso povo! A ação parlamentar não pode ser vista como "complementar" a ação dos movimentos sociais, mas sim como sua antítese, seu freio, a oposição completa e absoluta da democracia direta e da autonomia da luta.

"Queremos que a responsabilidade do governo não seja exclusiva de um grupo, que não haja dirigentes ?profissionais?, que o maior número possível possa fazer o aprendizado" (Subcomandante Marcos)

ENTÃO:

CONSTRUIR UM POVO FORTE COM A OUTRA CAMPANHA

- Outra campanha, para convocar a luta e a organização popular, não para pedir votos, é o trabalho que nos mobiliza para fazer política. Porque a política não é assunto só para especialistas ou representantes.

- Outra campanha para lutar por um programa de emergência que atenda as necessidades do povo e enfrente os problemas sociais mais graves da cidade. Para recuperar a dignidade do que sofre na vida o preço da promessa não cumprida, pois somente a ação direta dos de baixo contra os que oprimem é capaz de fazer justiça.

- Outra campanha para construir um povo forte, para organizar os desorganizados, para unir os movimentos sociais que lutam, para fazer política com as próprias mãos com independência do governo, do partido e do patrão, pela decisão das assembléias e da luta popular em unidade.

- Outra campanha para dar voz a quem não é deixado falar, para construir participação popular onde o poder faz exclusão, para criar capacidade política pelos lugares de trabalho, estudo, moradia, pela cultura e os meios de comunicação comunitários.

- Outra campanha para construir poder popular, pra acumular forças com democracia de base e tomar de volta a política dos corruptos, das oligarquias e dos grupos dominantes do poder.

Links de Organizações que aderiram a Outra Campanha:

RJ
SP
BA
AL
RS

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ANULA BRASIL - Direito ou Dever?



::txt::Arlei 'xuxubeleza' Arnt::

O que você entende por 'direito' e 'dever'? Em minha arrogante opinião, direito é aquilo que você pode fazer, quando tiver vontade, no lugar que imaginar, segundo o seu próprio critério. Já dever é tudo aquilo que nos obrigam a fazer, tipo pagar impostos.

A sociedade brasileira lutou por duas décadas e meia pra ter o DIREITO de votar. E não conseguimos. O que nos deram foi o DEVER e a obrigação de comparecer às urnas a cada dois anos pra escolher as pessoas que vão ganhar às nossas custas pra mandar na gente.

Nossa sorte é que não somos obrigados a votar nos candidatos deles (sim, isso mesmo: candidato deles; se duvidar, tente você se candidatar pra ver se consegue). Ainda temos a opção de nos mantermos nulos perante o sufrágio obrigatório imposto pela ditadura do partidarismo representativo.

Quem se sente sem direitos, tem o dever de anular o voto. Mas isso é um direito seu!


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

AGORA VAI, MEU BRASIL



::txt::Luciano Viegas::

É desesperador ouvir sempre o mesmo discurso: "Agora temos a oportunidade de escolher novos políticos, de mudar a realidade social do país." Enfiam na cabeça das pessoas que o voto é a arma para a democracia pura, verdadeira, a redenção de toda uma nação,

como se a democracia pudesse se realizar de outro modo que não pela distribuição da autoridade

Entre a velha polarização direita-esquerda, não sei qual é mais repugnante. Os direitosos defendem a manutenção do projeto mundial atual, embora em época de eleições todo mundo concorde que dá pra mudar pra melhor, votando direitinho. No entanto, esse discurso é até compreensível, partindo dessas pessoas.

Agora, aqueles que levantam sua bandeira vermelha autodenominada progressista e que acham que vão mudar uma palha que seja através das urnas, estes me preocupam até mais. Já não se faz mais uma revolução como antigamente, heinhô Batist(ut)a? Eles desapropriarão os meios de produção e as pessoas irão extravasar de pura emoção, nas ruas, os seus orgasmos múltiplos carnavalescos da justiça social. Vão mudar tudo, pacificamente, através do voto.

Como se a coexistência com outros partidos não os obrigassem a formar alianças com quem tem projetos opostos. Como se essa política não fosse essencialmente traçada por interesses econômicos. Dilma e Serra protagonizam a disputa pelo poder (leia-se direito de oprimir) da direita contra a própria direita. Mas poxa vida, não era mais fácil darem as mãos?

Aí dizem que votar nulo é ausentar-se do debate. Primeiramente, eu já estou sendo obrigado a "debater" (entre tantas outras coisas que somos obrigados a fazer). Segundamente, qual é o debate proposto? Se as opções que tenho são essas, me desculpem, já cansei de discutir sempre a mesma coisa. Quem vota nulo propõem um novo debate. No entanto, a maioria das pessoas se recusa a reconhecer a legitimidade dessa decisão, nem estão a fim de debater uma nova proposta de democracia. Ridicularizam o voto nulo, assim como ridicularizam o anarquismo de um modo geral. Aqueles que votam em algum candidato qualquer estão assegurando os seus direitos como cidadãos, veja só. Já aqueles que votam nulo, estão em cima do muro, abdicando do poder de escolha, veja só.

No fundo eu concordo com esse pessoal. Também acho uma palhaçada esse negócio de votar nulo. Só o faço porque sou obrigado. Sabiam que se eu não votar, sem justificar, tenho que pagar multinha básica ? ( além de ficar restrito em outros aspectos mais burocráticos). Querem me falar de democracia sem falar em liberdade.

A política é a ciência de liberdade: o governo do homem pelo homem, sob qualquer nome que se disfarce, é opressão.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ANULA BRASIL: O Convite




::txt::O Manda Chuva::

Todos partidos e candidatos tem espaço, por menor que seja, nos horários políticos gratuitos em cadeia de rádio e televisão. Alguns dão entrevistas e participam de debates promovidos pelas emissoras. A própria justiça eleitoral ensina como se deve votar de maneira correta. No entanto, não existe um pedacinho pra falar à favor do voto nulo. Não há instrução sobre o ato de anular um voto, nem explicações a respeito disso.

Entre nós que anulamos o voto, existem inúmeras razões para se fazer isso. Cada um tem um motivo, ou mais, para não votar em ninguém. O que nos faltava, e não nos falta mais graças a agilidade da rede, era mais canais de expressão.

O DILÚVIO convida as diversas correntes do voto nulo a se manifestarem aqui neste úmido espaço. Um canal de ideias e discussões, sobre um assunto ridicularizado e escondido pela mídia tradicional. Até o dia da eleição, temos muito a dizer!

Você tem algum texto sobre o voto nulo? Envie seu e-mail para odiluvio@gmail.com

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

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