#CADÊ MEU CHINELO?

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

[cabaré] A PRIMEIRA ENTREVISTA DE PAPAGAIO DEPOIS DE FUGIR



::ntrvst::Arlei Arnt::

A redação da revista O DILÚVIO conseguiu o fone do Papagaio, fugitivo da justiça gaúcha devido a uma longa vida de crimes. Entramos em contato com ele, e a seguir você terá com exclusividade a íntegra de nossa conversa telefônica.

Alô Papagaio, aqui é o Arlei, da revista O DILǗVIO, tudo bem?

Tudo bem, tudo bem!

Você está a falar de que local?

Local, local!

Você pretende se entregar?

Se entregar, se entregar!

Quando isso vai acontecer?

Vai acontecer, vai acontecer!

Agora você está sozinho?

Sozinho, sozinho!

Mas você está aqui no nosso estado?

Nosso estado, nosso estado!

Sua voz está estranha, man, não sei se você é o papagaio ou o papagay...

Papagay, papagay!

Desculpa, bixa véia, foi engano. Tchau.

Tchau, tchau!

terça-feira, 19 de abril de 2011

[tabaré] A ÚLTIMA ENTREVISTA DE PAPAGAIO ANTES DE FUGIR



::txt::Tabaré::
::pht::Gabriel Jacobsen::

Conhecido como um dos maiores assaltantes de bancos e carros-fortes do sul do país, Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, estava cumprindo pena de 36 anos e 11 meses quando deu esta entrevista exclusiva para o Tabaré. Vinte e um dias depois de nosso último encontro, Papagaio fugiu do Presídio Estadual de Montenegro. Foi a sua sexta fuga. Segue abaixo um trecho da entrevista que estará na primeira edição impressa do Tabaré.


- Dezesseis anos comecei na vida ilícita. Imagina, tinha três irmãos pra sustentar em casa, comendo polenta e feijão. Aí um dia apareceu um jovem: “ah, roubei um toca-fita”, “tá, mas como é que tu fez?”, “vendi, peguei tanto” – que era duas vezes o meu salário. Aí fui indo… Com 17 conheci os caras que assaltavam banco. E aí eu comecei a roubar. Comecei com pequenos postos bancários, essas coisinhas.

- Tua quadrilha tinha quantas pessoas na época?

- Sempre foram quatro. Eu perdi duas quadrilhas inteiras, morreu todo mundo em ações.

- E como se impõe essa liderança?

- Com inteligência, né? Uma empresa funciona da mesma forma: quando tu é um cara destacado, tu automaticamente vai assumindo um posto, sabe fazer muito bem aquilo e ninguém se preocupa. Na época dos meus delitos, eu sempre era um cara bem articulado, entendeu?

- E a vida na clandestindade?

- É muito cara.

- O que a faz custar tanto?

- É que tu não para em lugar nenhum, né? Tu tem que estar morando classe média-alta, num bom condomínio, num bom bairro. O aluguel é caro, tu não pode comprar o imóvel porque, se tu comprar, amanhã ou depois tu tem que botar tuas coisas pra dentro e sair.

*A entrevista completa poderá ser lida dentro de alguns dias na edição #1 do Jornal Tabaré.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A FAVOR DO DIPLOMA DE PAPAGAIO



# manda chuva #

Grrrrrrrrrrr

txt: Tiago Jucá Oliveira

Este post de hoje é um exercício prum duelo que tem tudo pra ser divertido. Nesta coarta-feira, dia 03, as 20h no auditório da Famecos (Prédio 7 do campus central da PUC), haverá um debate sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista. E, acredite você, meu infiel leitor (fiquei sabendo que você anda lendo outros blogs, mas eu perdoo), sou o convidado pra discutir o assunto, junto com o outro debatedor, Sérgio Murilo, da Fenaj.

Cacildiz! Ronaldo! Nóóóóóósssssaaaa! Deu a louca na Famecos, ou nos seus organizadores. Primeiro que eu não sou defensor duma causa inútil como essa; segundo porque eu não sou pessoa apropriada pra defender, discutir, palestrar, seja lá o que for, porra nenhuma. A obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo não vai mudar nada!

A única cousa que sou fervoroso defensor é do diploma de papagaio. Copiar e colar é uma atividade muito difícil, exige um bacharelado na área. E isso me lebra o caso de Yuri Firmeza. Pra quem não sabe, Yuri criou um personagem japonês, Sousareta Geitsuka, inventou assessoria de imnprensa, release, e tudo mais, e enviou aos principais jornais do Ceará através de e-mail uma suposta exposição do artista nippo. E todos cadernos locais no dia do evento publicaram. Até entrevista tinha.

Isso é uma arte, leitor. E não é pra qualquer um. Exige uma faculdade, um diploma, uma técnica. Eu também já fiz meus copia e cola, embora inspirado na cultura livre e na difusão do conhecimento, mas sei que, enquanto não se exige a regulamentação de papagaio, é algo que podemos dizer 'legal'.

Mas já que o assunto é o diploma de jornalismo, vou aproveitar a arte papagaia pra defender aquilo que acham que sou capaz de defender. E que tal contra-argumentar as teses dos papagaios? Dizem que "você se consultaria num médico sem diploma?". Ora,caturrita, quando alguém contrata um serviço, você pesquisa e confere sobre a pessoa prestadora. Se aqui na revista, chegassem dois currículos, quase iguais, o diploma seria um requisito importante. Ou não!

Creio que tem quem diploma e talento, não deva se importar com isso. Quem contrata pensa na qualidade que o empregado pode trazer ao meio. Quem tem medo duma lei que libere a atividade, na real tem medo da própria incompetência. Se tenho talento, dom, vocação, etc., o diploma é apenas um detalhe. Porém, se eu estivesse concorrendo a uma vaga de jornalista na área da medicina, e entre os concorrentes estivesse o Drauzio Varela, ah, mermão, desistia na hora.

E também creio que o pra se formar em jornalismo, teríamos que ser formado em outra área. Quer ser da área da economia? Que seja um economista. Ninguém neste país comenta futebol melhor que o Tostão. Até o Gerson, o papagaio, é melhor que muitos que jamais entraram num vestiário.

Do jeito que estamos, com estas faculdades de comunicação a beirar o ridículo, o diploma só tem serventia pra ser papagaio mesmo. Não é esse ensino tosco que vai nos transformar do título de um legítimo toscano. Há muitas cousas a serem ditas. Não cabem aqui. A cachaça me espera. A Famecos também. Até lá!

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

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