# manda chuva #Grrrrrrrrrrrtxt: Tiago Jucá OliveiraEste post de hoje é um exercício prum duelo que tem tudo pra ser divertido. Nesta coarta-feira, dia 03, as 20h no auditório da Famecos (Prédio 7 do campus central da PUC), haverá um debate sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista. E, acredite você, meu infiel leitor (fiquei sabendo que você anda lendo outros blogs, mas eu perdoo), sou o convidado pra discutir o assunto, junto com o outro debatedor, Sérgio Murilo, da Fenaj.
Cacildiz! Ronaldo! Nóóóóóósssssaaaa! Deu a louca na Famecos, ou nos seus organizadores. Primeiro que eu não sou defensor duma causa inútil como essa; segundo porque eu não sou pessoa apropriada pra defender, discutir, palestrar, seja lá o que for, porra nenhuma. A obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo não vai mudar nada!
A única cousa que sou fervoroso defensor é do diploma de papagaio. Copiar e colar é uma atividade muito difícil, exige um bacharelado na área. E isso me lebra o caso de Yuri Firmeza. Pra quem não sabe, Yuri criou um personagem japonês, Sousareta Geitsuka, inventou assessoria de imnprensa, release, e tudo mais, e enviou aos principais jornais do Ceará através de e-mail uma suposta exposição do artista nippo. E todos cadernos locais no dia do evento publicaram. Até entrevista tinha.
Isso é uma arte, leitor. E não é pra qualquer um. Exige uma faculdade, um diploma, uma técnica. Eu também já fiz meus copia e cola, embora inspirado na cultura livre e na difusão do conhecimento, mas sei que, enquanto não se exige a regulamentação de papagaio, é algo que podemos dizer 'legal'.
Mas já que o assunto é o diploma de jornalismo, vou aproveitar a arte papagaia pra defender aquilo que acham que sou capaz de defender. E que tal contra-argumentar as teses dos papagaios? Dizem que "você se consultaria num médico sem diploma?". Ora,caturrita, quando alguém contrata um serviço, você pesquisa e confere sobre a pessoa prestadora. Se aqui na revista, chegassem dois currículos, quase iguais, o diploma seria um requisito importante. Ou não!
Creio que tem quem diploma e talento, não deva se importar com isso. Quem contrata pensa na qualidade que o empregado pode trazer ao meio. Quem tem medo duma lei que libere a atividade, na real tem medo da própria incompetência. Se tenho talento, dom, vocação, etc., o diploma é apenas um detalhe. Porém, se eu estivesse concorrendo a uma vaga de jornalista na área da medicina, e entre os concorrentes estivesse o Drauzio Varela, ah, mermão, desistia na hora.
E também creio que o pra se formar em jornalismo, teríamos que ser formado em outra área. Quer ser da área da economia? Que seja um economista. Ninguém neste país comenta futebol melhor que o Tostão. Até o Gerson, o papagaio, é melhor que muitos que jamais entraram num vestiário.
Do jeito que estamos, com estas faculdades de comunicação a beirar o ridículo, o diploma só tem serventia pra ser papagaio mesmo. Não é esse ensino tosco que vai nos transformar do título de um legítimo toscano. Há muitas cousas a serem ditas. Não cabem aqui. A cachaça me espera. A Famecos também. Até lá!