#CADÊ MEU CHINELO?

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quarta-feira, 14 de março de 2012

[over12] ASSIM NASCEU A DOBLECHAPA



::txt::Pablo Francischelli::

Se eu não me engano, estávamos no ano de 2003, em uma daquelas noites esfumaçadas da nossa desorientada vida porto-alegrense. Acompanhado do querido amigo e estrela guia da subversão, Tiago Jucá, vagávamos atrás das gentilezas do destino inesperado. Entre a angústia do saber e a despreocupação do viver, Jucá alinhavava inconsciente as primeiras engrenagens de uma relação cujos ponteiros marcariam o início da construção da nossa querida DobleChapa.

Na tentativa de alterar o estado de consciência daquela noite, chegávamos à casa de Moita – figura de engenhosa inteligência e técnico de som da grande maioria dos filmes super-8 rodados naquelas voltas gaúchas dos anos 2000. Ali, entre rolos de oito milímetros e vapores entorpecentes, um (para mim) desconhecido Caio Jobim trabalhava junto ao anfitrião da casa na finalização de seu curta – o premiado ‘Jardim de Alah’. Me lembro de “Stiff Necked Fools” tocando repetidamente como trilha do filme, mas nem a minha música preferida de Marley conseguiria atenuar o súbito constrangimento que me abatera ao presenciar um momento de criação tão íntimo de alguém que eu jamais havia visto antes.

Saí de lá carregando um pouco do desconforto que a vida às vezes nos impõe, mas que nossa estrela guia da subversão logo tratou de amenizar. Passados alguns dias daquele primeiro episódio, Jucá repetiria meu encontro com Caio, agora na minha casa e em condições muito semelhantes à anterior: eu acabara de fazer o primeiro corte de um filme (“Como Você Vai Mudar o Mundo?” – co-dirigido pelo próprio Jucá) e, desta vez, deveria caber ao Caio o papel de espectador constrangido.

Mostrar um trabalho inacabado a um desconhecido é sempre uma situação estranha e desconfortável. Talvez tenha sido a própria estranheza daquele momento que tenha borrado qualquer lembrança de crítica ou elogio tecidos ao filme naquela noite.

Porém, terminada aquela exibição, Caio apresentaria uma versão pirata do recém lançado disco do Eddie, “Original Olinda Style”, e o constrangimento aos poucos recostaria sua cabeça nas areias da praia, do cinema e do futebol.

Essas duas noites despretensiosas ficariam desenhadas nas cavernas pré-históricas da DobleChapa: cinema e música fariam as honras daqueles primeiros encontros, enquanto cada um de nós projetava seu próprio terreno intelecto-laboral, sem sequer pensar na possibilidade de uma engenharia comum a ser construída logo ali adiante.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ARLEI É DEMITIDO

# extra extra #
Picadinho de xuxu

txt: Manda Chuva

O escritor e jornalista Arlei Arnt, vulgo Xuxu Beleza, foi demitido nesta terça-feira, em torno das nove da night, por injusta causa. O elemento de muitos serviços prestados a casa teve um dia muito normal. Passou a tarde na redação, por onde também passaram DJ Basket e Marexal, ao som do primeiro e chá do segundo.

Arlei sempre foi do bagulho islâmico, e ao ouvir Marexal proferir Shazan, pode ter debulhado a coisécula toda. É nessa teoria que pode crer DJ Basket: "pode crê, galo".
Os mistérios que lhe faziam sombra, da coal não o segue por substâncias óbvias, são reticentes.

Ninguém sabe ao certo de onde Arlei vem, quem é e pra onde vai. E toda vez que perguntamos, ele se esquiva, foge e dribla, como se fosse um fenômeno sobre um índio. Não sabemos se Arlei é jornalista formado ou não, nem onde estudou. Ele mente? Ele mente.

Os butiás caíram dos bolsos. Não sabemos perché ele foi demitido. Aliaz, não saberemos. Arlei era a acidez desta arca.

De Nardi vai e volta. Sampa e Beagá. Instituto e Mineirão. Caio e Pablito. Vem e voltam.

domingo, 21 de junho de 2009

MAIS +ou- MENAS #006

PORTO ALEGRE, BRASIL
21 DE JUNHO DE DOIS MIL E NOVE

Esse é único suplemento dominical que é publicado no sábado e acaba sendo lido na segunda. Querem alguma opinião forte sobre algo? Nein! Ciao Itália!


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um ep



download >>> AQUI <<<



+ou-

um livro




Machado de Assis - A Reforma pelo Jornal (1859)

baixe >>> AQUI <<<



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um vídeo


Cristiano, Sujeito Simples
per Pablo Francischelli e Tiago Jucá, 2003





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uma foto


Laguna dos Patos, Pelotas
per Larissa Viana





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uma charge


Yes, I Can
per Latuff






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um lugar


Espaço Cultural, 512
João Alfredo, 512, Cidade Baixa, Porto Alegre




+ou-

um parágrafo


Em que democracia você vai votar?
per Júlio Valentim


Creio que esse cenário de participação política que a democracia representativa possibilita é muito triste e afasta do cidadão a possibilidade de tomada de decisões sobre questões realmente importantes. Afinal, escolher quem vai decidir no nosso lugar não é ter poder de decisão, é o contrário disso; principalmente, se não temos a garantia de que esse representante decidirá o que decidiríamos (e na maioria das vezes não decide). Portanto, criar o mito que o problema democrático é o de escolher bons políticos (ou o “menos pior”, afinal, em algumas eleições nenhum pode ser considerado bom) é responsabilizar o cidadão-eleitor pelas mazelas sofridas pela sociedade. Ou seja, a sociedade anda mal porque os cidadãos não sabem escolher e elegem maus políticos. De vítima o cidadão vira culpado, o responsável pelas falhas do sistema democrático representativo. Mas o que a maioria de nós não percebe é que é o próprio modelo de democracia representativa que é débil e precisa ser urgentemente substituído. O que precisamos eleger (e exigir) é um novo modelo de democracia, não novos políticos e representantes. Mas qual?

leia mais >>> AQUI <<<


+ou-

um blog


Remixtures



+ou-

um myspace


Balkan Beat Box

#ALGUNS DIREITOS RESERVADOS

Você pode:

  • Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:

  • AtribuiçãoVocê deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra).

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