#CADÊ MEU CHINELO?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

BERNA CEPPAS

# águas passadas #

A BAILAR




tht e ent: Caio Jobim e Leandro De Nardi
phts: Pindzm


É uma noite de segunda-feira típica do verão carioca na Lapa. O movimento no largo dos arcos em frente ao Circo Voador ainda é pequeno, exceto pelas barracas com suas diversas ofertas de comes e bebes, os ambulantes e os cambistas que oferecem descontos vantajosos à minoria que escapa à condição de estudante. A julgar pela quantidade dos informais, o movimento será grande logo mais, embora não haja fila na bilheteria e quase ninguém lá dentro sob a lona mais quente do Rio de Janeiro.

A entrevista está marcada para as dez horas, já estamos atrasados, mas não conseguimos entrar. Tentamos por trás, pela entrada dos artistas, mas não é o caso, a assessora de imprensa fica na entrada principal informa o segurança. Negativo, lá ela não está. Nosso enviado especial ao Rio de Janeiro não sabe o que fazer, fica nervoso. Pede informação às meninas que cuidam da lista, mas claro, lá estavam nossos nomes e os respectivos convites. Direto aos camarins. Agora estamos no caminho certo, embora ninguém da banda houvesse chegado.

Salvos pelo Super Homem. É tradição Imperial que nos bailes pré-carnavalescos de verão músicos e foliões venham fantasiados e é vestindo uma camiseta de manga curta com o símbolo do homem de aço e os óculos de Clark Kent que Berna Ceppas, um dos idealizadores da Orquestra Imperial, chega ao back stage e nos é imediatamente apresentado para que tenha início a conversa reproduzida abaixo.

À medida que o papo flui, os demais integrantes vão aparecendo. Ouve-se uma buzina e o portão se abre para a chegada de Max Sette em seu Corcel II com Rubinho Jacobina na carona. Domenico chega discretamente e se aproxima da nossa roda para dar um alô. Kassin se dirige ao camarim e volta tomando um Gatorade. Hidratação para agüentar as mais de três horas de show sob o calor da lona, das luzes e da aglomeração humana. O casal Thalma de Freitas e Stephane San Juan chega a bordo de um Monza e uma nova roda se forma atrás do palco.

Um parêntese cinematográfico se abre em nossa conversa. A dupla Berna e Kassin assina a trilha sonora de alguns dos melhores filmes brasileiros recentes, como o Céu de Suely, de Karin Ainouz, e Árido Movie, de Lírio Ferreira, esta ao lado dos pernambucanos Otto e Pupilo. A boa notícia é que provavelmente estes trabalhos, pouco conhecidos até mesmo por aqueles que costumam assistir filmes brasileiros, possivelmente serão lançados em cd acompanhados dos respectivos roteiros.

Berna é chamado ao telefone. É Mario Caldato, produtor de “Carnaval só no ano que vem”, disco de inéditas que será lançado em breve, avisando que está chegando. Nelson Jacobina traz um amigo, Kassin se junta à roda e o assunto passa a ser o show de lançamento do disco “Futurismo”, dali a duas noites, no Teatro Odisséia. Comentam sobre o virtuosismo do baixista e guitarrista Alberto Continentino que substitui o amigo e compenhiro de Orquestra, Pedro Sá, devido aos seus compromissos na banda de Caetano Veloso. Estava encerrada a entrevista. Kassin+2 é um assunto que merece exclusividade. Por hora, fiquem com Berna Ceppas, seu sócio no Estúdio Monaural.

Como amadureceu a idéia de um disco da Orquestra Imperial uma vez que a proposta inicial era apenas fazer apresentações ao vivo?

Na verdade, o bagulho começou há quatro anos atrás, quatro anos e meio, na época da copa de 2002. E era um lance totalmente informal pra gente cobrir quatro datas numa casa de shows que tinha no Rio, chamada Ballroom, era meio projetão, só pra cobrir 04 datas. Aí pintou mais quatro. Só iam os amigos, pra dançar. Não era um lance bombando. O negócio foi pegando, lentamente. Ao mesmo tempo, nessa época, tava rolando um movimento, não só no Rio, mas no Rio também, de um certo resgate de cultura, um negócio assim que a gente nem gosta de se vincular muito, que a gente chama até de Regionazismo (risadas). É tipo uns caras brancos da PUC, que se apropriam da cultura popular e não quer deixar mexer, ficam carregando aquilo de um jeito estranho, mas a gente (Orquestra Imperial) era mó galhofa assim, mas por conta desse momento da música a galera começou a chegar também, com forró, com samba de raiz, isso tudo ao mesmo tempo. A Orquestra começou a vingar, a dar certo. Não sabemos o que a gente fez de tão errado pra ter dado tão certo. Era totalmente improvável que uma banda com 19 pessoas no palco vingasse.

19 pessoas com outras bandas.

Dentro da Orquestra tem varias bandas. A gente pode, por exemplo, ir pra Porto Alegre e fazer o Festival Imperial. Ficamos lá uma semana. A gente faz show da Thalma, show da Nina, do +2, show do Dupplex, eu e Kassin temos um projeto de som eletrônico, o Monoaural, o Artificial, projeto solo do Kassin. Fazer vários shows só rearranjando essa galera da Orquestra. No disco, chegamos a tocar estimulados pelo estilo e começou naturalmente a acontecer parcerias internas. Sambas. Musicas desse universo. Não somos uma banda de gafieira. Somos uma banda pop que se meteu a tocar musica de gafieira. Isso por toda uma vontade, por achar legal isso. As pessoas começaram a fazer sambas. A chegada do Seu Wilson foi muito importante (Wilson das Neves) pra estimular a galera. O cara é totalmente velha guarda, um cara que gravou com todo mundo, inventou o estilo praticamente, estava dentro do surgimento do estilo. Começamos a ver que a gente era uma banda de cover. A Orquestra era uma banda de cover. Má pô! Vamos dar o passo. Esse primeiro EP na verdade são regravações de musicas já existentes. Mas o disco mesmo, que sai em março, abril, vai ser o disco com as inéditas, 11 musicas inéditas que a gente garimpou dentro dessa produção da Orquestra. O disco é muito isso. Um divisor de águas, de certo jeito.

Fale do disco faixa a faixa, os autores das composições, quais as parcerias que se formaram dentro da Orquestra Imperial?

Tem várias parcerias. Tem uma do Wilson das Neves com o Max Sette, com o Steffan San Juan, francês marido da Thalma. Tem uma que foi engraçada. Fomos pra Comandatuba, ficamos meio ilhados num Resort lá, pra fazer vários shows de lançamento de um carro da Fiat. Estavam lá Sandra de Sá, Ney Matogrosso, Beth Carvalho. Tinha um certo clima lá. Aí os neguinhos começaram a fazer um som em conjunto, a partir de uma frase do Dômenico de que “A Orquestra podia causar ereção”. Ai nasceu uma musica, numa noite louca, todo mundo fascinado no lugar. Aí nasceu essa parceria, a Sandra de Sá também faz parte dela. Outra é uma música do Domenico com a Beth Carvalho, que ele trouxe pra Orquestra. Outra é uma parceria do Rodrigo Amarante com o Kassin e o Domenico. Tem uma música maravilhosa, só da Thalma, “Não foi em Vão”. Tem uma música do Rubinho, “Salamaleque”, junto com, o Max Sette. Acho que não vou lembrar das onze (risos). Tem o “Ela Rebola” com o Mautner (Jorge Mautner). Tem outra do Bartollo com o Mautner também. “Ela Rebola” é uma parceria do Nelson Jacobina com o Jorge Mautner. “O Supermercado do Amor” é do Bartollo com Jorge Mauter.

Essas musicas tão rolando nos shows?


Não. Algumas. Tocamos “Era Bom” que é uma parceria do Wilson com o Max e tocamos “Ereção”, essa criada em conjunto. E a gente tá tocando “Ela Rebola” também.

A OI se apresentou em algumas capitais brasileiras como Belo Horizonte, São Paulo e Recife. Como foi a recepção do público longe de casa?

Foi bem legal. Foram só essas cidades. Porto Alegre dançou em cima do laço. Foi uma pena. Estávamos afimzão de ir. É um trampo pra quem ta produzindo. É muita gente. Quando a gente ta viajando são 25 pessoas, com passagens, hotéis, diárias.

Mas agora, com o lançamento do disco, tem chance de outras capitais assistirem ao baile-show?


Tem chance sim, lógico. Mas é preciso fazer um negócio germinado, tipo, entre praças. Se a gente chegou a Porto Alegre, faz Punta del Este, Buenos Aires, Florianópolis e Curitiba.


Como que vocês pretendem divulgar o disco? Qual a importância da Internet, Myspace, Youtube, etc..?

Estamos com uma página na internet (www.orquestraimperial.com.br). No You Tube é tudo espontâneo, neguinho que filma no meio do show e bota lá. Nada que a gente faça. Eu até fiz um link na página do My Space e botei. É meio estranho. A gente pagando mico. Nem tão sóbrio né. (risos) Podia até filtrar um pouco. Mas é isso aí, faz parte.

E os shows no exterior como foram? Portugal, Estados Unidos. Como foi a recepção? Havia muitos brasileiros?


Foi impressionante realmente a gente ter conseguido ir pra essas praças, visto a dificuldade de produção. Em Portugal não havia muitos brasileiros não, porque a facilidade da língua aproximava. Em Chicago tinha mais brasileiros, Seu Jorge abriu a noite lá pra gente. Em Londres a gente estava inserido na “Tropicália”, foi bem legal, a receptividade foi bem grande, aí a colônia de brasileiros não era tão grande.

Há algum tempo vocês se associaram ao DJ Marlboro, expoente do funk, e juntos fazem um baile que agrega duas vertentes de origem popular, o samba e o funk, mas que na opinião de alguns, inclusive alguns fãs, são incongruentes. Vocês fazem essa união que para uns parece muito distante. Mas pra vocês parece próximo....

É misturado mesmo né. Não tem como não ser misturado. Acho até que vários sambistas, de vários autores de sambas que a gente toca, se eles ainda fossem vivos ainda, eles estariam falando de coisas cotidianas como a internet, a viagem do homem a lua, sei lá... é da natureza desse tipo de musica comentar o cotidiano, e o fato do Marlboro e o funk que está aí é a mesma coisa de um certo jeito. É o comportamento, a atitude, é comentar o cotidiano. É muito próximo o universo do funk e do samba.

Cara... valeu pelo papo aí e vamos a todos a bailar !

terça-feira, 1 de julho de 2008

5 ANOS SE QUEIMANDO NA CHUVA

# umbigada #

Cozinhando a xilarmonia


txt: Arlei Arnt
phts: Fernanda Scur


Foi uma festa daquelas. O novo em emergência e o velho consagrado. Antes muitos diziam: "esse Fruet, ouvi falar, quero ver ao vivo". Pois Fruet e Os Cozinheiros não deixaram o público ficar decepcionado. Em pouco mais de meia hora de apresentação, exibiram as músicas do CD "O Som do Fim ou Tanto Faz" e mostraram que há uma excelente cozinha por trás daquele escolhido o melhor compositor pop segundo o Prêmio Açorianos. E é verdade. A maioria dos elogios ouvidos foram justamente pra boa performance da banda. A nova revelação da música gaúcha tae, mostrando que tem talento pra manter o nível conquistado.

Bem, hora do intervalo entre as bandas. Muralha, grande Muralha, percussionista do Zumbira e Os Palmares, é nosso apresentador. Além de chamar as bandas pro palco, cumpre uma missão de sortear brindes, cortesias das Cachaça Chica e da Menina Vinil. Um dos números sorteados demora a aparecer. Logo logo uma garota se diz ser a premiada. Muralha confere o número. E não é. A garota sai reclamando: "com os jãos antes era diferente, me perguntavam meu número antes e faziam de conta que era o número sorteado". Hehehehe.

Mudanças sempre vem a calhar. E nesta festa deu pra notar isso. O DILÚVIO desde que saiu da Feevale vem se reestruturando. E apesar das dificuldades iniciais, é incrível como conta com novos colaboradores, dispostos a ver O DILÚVIO na linha de frente da imprensa marginal. Aqui vale os agradecimentos a quem acredita em imprensa sem politicagem: Melissa Orsi dos Santos, Cielito Rebellato, Rafael Rubim, Iur Marcelo, Fernanda Scur, Guilherme Carlin, Leandro de Nardi, Fernando Gomes, Pablo Zborowski, Diego Jucá, Rodrigo Colla, Fabrício Coutinho, Pimpa, Muralha, Fruet.

Mas enfim, sobe a Graforréia Xilarmônica ao palco. E de lá não descem por mais de duas horas. Impressiona a todos o carisma da banda. Parece que não falta música a ser tocada. E no palco é uma banda de primeira, exceto a horrorosa camiseta que Carlo Pianta veste. Ok, uma semana antes de empatarem o Gre-nal com ajuda do juiz, entende-se a euforia pelo time que briga pra não ficar na zona de rebaixamento. O público curte, dança e canta. Vibra com os "amigos punks" que atravessaram a Goethe. O DILÚVIO agradece a todos presentes. E vem mais por ae. É só abrir o guarda-chuvas.





sexta-feira, 27 de junho de 2008

DON CARLOS

# conection #

Louvação a Jah

txt: Luís Henrique Vieira
phts: Rodrigo Colla


Não era previsível que o Sr. Euvin Spencer, aos 56 anos de idade, ainda apresentasse sua voz encorpada e extremamente limpa no último dia 12 de junho no Opinião. Pois sim, sua voz continua. Euvin Spencer não, apenas Don Carlos. Assim que era conhecido no gueto em que vive até hoje sem medo em Kingston - Jamaica. Desta forma prefere ser chamado até hoje.

Além de manter a bela voz, Don Carlos se mostrou apto a retribuir toda a atenção que o público lhe dera. Não se cansou de dizer que ama muito seu público, mas sempre enfatizou que “Jah ama mais”. Apertos de mão também não foram economizados.

Apesar de não tocar alguns clássicos, Don conseguiu quase a animação de um jogo de futebol. O repertório foi basicamente o mesmo do lendário DVD Ao vivo em San Francisco - EUA, gravado em 1993. Don não deixou de tocar músicas do Black Uhuru, uma das bandas de maior evidência no Reggae nos anos 80. Grupo do qual foi um dos fundadores. Aparentando ser o final da apresentação, o público não cansou de gritar “Don Carlos, Don Carlos, Don Carlos!!!” para pedir o bis. Don e sua banda executaram mais 3 músicas com mais louvor a Jah.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

depois do ciclone... O DILÚVIO

# noé ae?! #

Semana dos 5 anos da revista que não pára de cantar

da Redação


A revista O DILÚVIO comemora em 2008 seu quinto aniversário de vida no mercado editorial de Porto Alegre. São cinco anos repletos de temas, personagens, idéias, ações e produtos culturais. Sempre aberta ao debate e difundindo as manifestações artísticas, a Semana d’O DILÚVIO não poderia deixar de ser um importante canal de expressão da cultura.

Nesta meia década de jornalismo e entretenimento, nos tornamos uma das melhores e mais conceituadas revistas do país em nosso segmento. Questões polêmicas e atuais foram abordadas em nossas páginas. Discos, filmes e literatura foram comentados em nossas edições. Livros, CD’s e DVD’s de artistas locais e de outros estados foram encartados a cada edição. Renomados pensadores, jornalistas e músicos escrevem pra revista.

E quando uma nova edição chegava às bancas, O DILÚVIO tratava de produzir um evento para promover a revista e festejar com o público. Bandas como Mundo Livre S/A, Pedrada Afú, Zumbira e Os Palmares, Pata de Elefante e Bataclã FC se apresentaram nas concorridas festas de lançamento.

Para comemorar estes 5 anos e vislumbrar mais outros tantos pela frente, O DILÚVIO promove um acontecimento especial. Uma semana de eventos com filmes e debates, culminando com um show na última noite. Em vista os mesmos objetivos de sempre, como de costume em nossas páginas: divulgar a cultura, discutir as idéias, integrar a revista e nossos parceiros artísticos e comerciais com o público leitor.

ATRAÇÕES

Festa show
com Graforréia Xilarmônica
Abertura: Fruet e Os Cozinheiros
Fechadura: DJ Basket
Manara Bar, avenida Goethe, 200
20 de Junho – 23h
ingressos: antecipado: R$ 10,00
- Lancheria do Parque (Osvaldo Aranha, 1086)
- Wallau Vídeo (Garibaldi esq. Cristóvão)
- Muffuletta (República, 657).

Quem comprar antecipado concorre a brindes que serão sorteados no intervalo entre um show e o outro.
na hora: R$ 15,00



- A Graforréia Xilarmônica está lançando duas músicas novas que integrarão o próximo disco, que está em fase de gravação. No repertório do show, canções dos seus três CDs, como Amigo Punk, Rancho, Empregada, além das novidades que já estão tocando nas rádios.

- Fruet e Os Cozinheiros conquistaram quatro categorias no último Prêmio Açorianos de Música. O reconhecimento da crítica gaúcha acontece logo após a banda retornar dos EUA, onde participaram do South by Southwest, importante festival alternativo que acontece em Austin, no Texas.

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NA TELA E NA VIDA - ciclo de filmes e debates após as sessões com convidados especiais

auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, rua Ramiro Barcelos, 2.705.
18, 19 e 20 de Junho – 18h45min
entrada franca

Os debates estão previsto para durar 50 minutos, e após seus encerramentos, será oferecido ao público uma degustação de comidas típicas das regiões destacadas nos filmes.


- 18/06 - Hinduismo
Palestrante: Lila Das
Currículo: Músico de mantras. Presidente do templo Hare Krishna de Porto Alegre - RS. Estudante da filosofia védica. Ministra palestra sobre a cultura védica há mais de 30 anos.


Filme: Ramayana - A Lenda do Príncipe Rama (1992, Índia/ Japão) 96min, dirigido por Yugo Sako

Sinopse: Temido pelo povo, Ravana exercia seu reinado maltratando e amedrontando a todos. Cansados de tanta crueldade, o povo implorava a Vishnu (Deus da Preservação) que ajudasse a se livrar daquele maligno e misterioso rei. Até que um dia suas preces foram finalmente atendidas na forma de um deus que desceu à Terra. Seu nome era Príncipe Rama. Ao receber a notícia, Ravana fica enfurecido e evoca os deuses do mal para destruírem o bom príncipe. A partir deste momento, tem início uma incrível e emocionante batalha entre as forças do bem e do mal.


19/06 - Budismo
Palestrante: Maria Conceição Dorneles
Currículo: Desde 1999 no Centro Budista Caminho do Diamante. Coordenadora do Centro Caminho do Diamante, em Porto Alegre - RS, aluna do Lama Ole Nydahl já ministrou palestras sobre budismo na Fase, Escola Santa Rosa de Lima e Uni La Salle.

Filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera (2003, Coréia do Sul/ Alemanha) 99min, dirigido por Kim Ki-Duk

Sinopse: A história de um jovem vivendo em um tempo flutuante, sob os ensinamentos de um velho monge. Durante o aprendizado, cada estação do ano acaba representando um estágio da vida do jovem. Porém, a chegada de uma garota e a paixão entre ambos, acaba desviando o pupilo dos conselhos de seu mestre.


20/06 - Islã
Palestrante: Christian Karam
Curriculo: Historiador, com experiência em docência e pesquisa acadêmica sobre a História Medieval e Contemporânea da civilização árabe-islâmica, do Oriente Médio e do conflito árabe-israelense. Em relação a essas temáticas, já ministrou cursos e conferências no Brasil e na Colômbia, escreveu artigos e participou de debates e entrevistas nos meios de comunicação. Atualmente, organiza cursos e palestras e se dedica ao Mestrado em História Social na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Palestrante: Saleh Baja
Curriculo: Saleh Baja, 75 anos, nascido na Palestina. Chegou primeiro no estado de São Paulo, em 1953, e passou dois anos em Lins trabalhando como mascate. Só então mudou-se para o Rio Grande do Sul. Desde o início suas atividades estiveram ligadas ao comércio têxtil. Saleh mantém suas tradições islâmicas, pratica e estuda a religião, já tendo ministrados diversas palestras sobre o assunto no Brasil.

Filme: O Destino (1997, França/ Egito), 135min, dirigido por Youssef Chahine

Sinopse: No século 12, em Córdoba, o prestigiado filósofo Averroes criou uma escola de pensamento que vem refletindo em todo o Ocidente até os dias de hoje. O califa Al Mansur, no entanto, influciendiado pelos fundamentalistas, ordenou que todos os livros do filósofo fossem queimados.Para manter o trabalho de Averroes vivo, seus familiares e discípulos fizeram cópias dos livros e, apesar da perseguição, resolveram levá-los para além das fronteiras do Islã. Mesmo perseguido, o conhecimento humano fez uma jornada em direção ao Outro, em direção ao Progresso. O Destino, no entanto, não é apenas um relato da vida de Averroes; é também um filme de aventura, de amor, uma sátira à intolerância, seja ocidental ou oriental. Com surpreendente coragem, o diretor Youssef Chahine faz uma resposta aos grupos integralistas que conseguiram fazer com que seu último filme, L'Émigré, fosse proibido em seu país. Essa resposta, porém, surge em forma de comédia, tanto para satirizar o próprio acontecimento quanto para defender a liberdade.

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O Ciclo de Filmes está sendo promovido pelos estudantes de Relações Públicas da UFRGS, Juliana Solano, Mario Borba, Rachell Fontoura e Rodrigo Colla, para a disciplina do 6º semestre do curso: “Organização de Eventos” ministrada pelo professor Pablo Fabian.

mais informações:
http://natelaenavida.blogspot.com/
9844.7476 - Rodrigo Colla


Apoio cultural: Tytius Camisetas Alternativas

* mais informações:
odiluvio.com
51.8487-5072
odiluvio@gmail.com


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Você pode:

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